O erro dos jornais que investem contra o Google News

Folha e O Globo aderiram, na semana passada, à Declaração de Hamburgo, um documento da indústria dos jornais que clama pelo “respeito às leis de propriedade intelectual para textos jornalísticos reproduzidos na internet”.

O problema é que a carta (PDF), como quase sempre acontece quando neófitos tentam falar ou legislar sobre a web, imagina ser capaz de definir limites absolutamente incontroláveis porque a internet, e quem não sabe disso parou no tempo, é dominada pelo usuário, não por grandes corporações.

Primeiro que os publishers deixam claro que a cobrança por conteúdo é uma prioridade _quase uma panaceia que estabelecerá paredões pagos cujo único efeito prático será o desaparecimento das marcas (e de seu conteúdo) da internet “legal”.

Claro, se você se fecha totalmente a assinantes, se esconde do resto do mundo que usa as ferramentas de busca para encontrar o que deseja. Sem contar que nem isso garante a proteção ao seu rebanho _seu conteúdo será distribuído de um jeito ou de outro, e na maioria das vezes por pessoas que amam você.

Outro erro da indústria jornalística é investir contra agregadores como o Google News. Pode ter certeza de que eles não estão usurpando seu conteúdo, mas o divulgando e levando a lugares que você jamais esperava alcançar.

E não me venham falar no exemplo do The Wall Street Journal, que a cada dia amplia sua carteira de assinantes on-line (eles já são bem mais de um milhão). Informação econômica (e que se reverte em dinheiro) é precisamente a única que o ser humano não está disposto a compartilhar.

Bem por isso Rupert Murdoch adiou recentemente seu plano de cobrar pelo acesso aos sites jornalísticos sob o seu comando. É que é preciso uma justificativa muito forte para fazer as pessoas pagarem pelo que é de graça há tempos na internet.

Trabalho para um psicólogo mesmo.

2 Respostas para “O erro dos jornais que investem contra o Google News

  1. Quando que vão enfim entender o que é internet? Quase 15 anos se passaram, os meios vão se multiplicando ainda mais e conglomerados como esses ainda estão perdidos

    • Tiago,

      eles não entendem nunca.

      Se ao menos estivessem debruçados em produzir conteúdo para celular, ao menos estariam na vanguarda e num ambiente em que 100% do que se produz se cobra.

      Eu realmente não entendo esse pessoal…

      abs

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