Ponto pra gente: ‘os jornalistas tinham de ser atirados no meio do rio’, diz funcionário público flagrado em delito

“Nós somos a mosca na sopa” já dizíamos tantos jornalistas muito antes da campanha publicitária da Folha. Por motivos óbvios, eu parei.

Mas como é bom ver a reação dos que tiveram a sopa estragada por nossa vigilância. Hugo Jenefes, conselheiro do tribunal de contas da província argentina do Chaco, perdeu a compostura diante de matéria dando conta que permitiu, ao arrepio da lei, o funcionamento de uma creche estatal.

“Tem que fazer como dizia o general Juan Domingo Perón: ou todos os jornalistas são funcionários do estado, ou que sejam postos numa canoa e atirados no meio do rio”, disse Jenefes. Que depois contemporizou. “Venho de uma família de jornalistas e tenho vários amigos jornalistas. Jamais diria que é necessário matá-los”.

Mais uma sopa quentinha e gostosa jogada no lixo. Ponto pra gente.

8 Respostas para “Ponto pra gente: ‘os jornalistas tinham de ser atirados no meio do rio’, diz funcionário público flagrado em delito

  1. Jornalista bom é jornalista afogado na sopa! hehehe, muito bom!

    Mas infelzimente, a declaração do general Juan Domingo Perón está mesmo se tornando realidade aqui na América do sul, incluindo o Brasil.

    • Pois é, semana passada a SIP falou disso em reunião em Caracas. Na verdade, México e Venezuela são hoje os países mais perigosos para o trabalho dos jornalistas.

  2. Um absurdo completo mesmo!

  3. Ruim é quando jornalistas se valem dessa vigilância para divulgar boatos e fatos ainda incertos… creio que a Escola Base é um exemplo em cursos de Jornalismo de todo Brasil. Mas, de resto, temos que infernizar mesmo a vida de quem merece.

    • Allysson, o problema no caso da Escola Base, concretamente, foi a confiança cega em fontes oficiais. A polícia apontou os culpados durante a etapa de investigação, e assim foi comprado pela imprensa.

      Aliás, em breve trarei ao Webmanario uma conversa com um dos poucos que não caíram nessa tentação.

      abs

      • Letícia Alves

        Aguardando então, pois como não sou da área realmente fico curiosa a respeito.
        Abraços!

  4. Que continuem com esse trabalho. O “meio do rio” virá de qualquer forma… Avante com o estrago na sopa!

  5. Eu complemento com uma definição esplendorosa feita, se não me engano, pelo Nelson Rodrigues:

    “Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados”.

    rs

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