A última do link patrocinado

A notícia fala em proibição, enquanto os anúncios oferecem a venda do produto ilícito: clara incongruência que estremece a credibilidade jornalística

A notícia fala em proibição, enquanto os anúncios oferecem a venda do produto ilícito: clara incongruência que estremece a credibilidade jornalística

Viu a imagem acima, uma captura de tela do site de O Globo nessa semana? Pois é, depois ainda me perguntam por que eu combato o uso de links patrocinados ou adsense em produtos jornalísticos.

A notícia do jornal carioca fala na proibição, pela Anvisa, da venda e importação do cigarro eletrônico em todo o território nacional. Pois a publicidade imediatamente abaixo oferece justamente o que? Lotes de cigarro eletrônico em 18 vezes sem juros.

O episódio expõe com clareza o problema, para quem trabalha narrando acontecimentos, de ficar à mercê de uma máquina de busca brilhante mas que possui seus momentos de absoluta imbecilidade _aqueles em que é preciso agir como gente.

Imagine um jornal não saber o conteúdo de um anúncio numa de suas páginas _às vezes eles chegam tarde à redação, é verdade, mas por volta de 19h30 todos sabemos o que é aquilo que está atrapalhando e tomando espaço em nossas páginas.

Propaganda não pode ser aleatória, tem de ser gerenciada.

Para seu própria bem, diga não ao link patrocinado em seu site jornalístico. Pelo menos da forma como o conhecemos hoje.

6 Respostas para “A última do link patrocinado

  1. Pingback: Os problemas da publicidade online : Ponto Media

  2. Realmente, as máquinas de busca quando não gerenciadas causam esse tipo de problema.
    Enquanto não se resolve, o melhor seria abolir os links patrocinados dos jornais eletrônicos.
    Abraços!

  3. Nooossa, essa foi forte! Mas vejam bem: a partir do momento que o negócio tá proibido, a campanha deveria ser suspensa, não? É hora do Google colocar seu “lado humano” pra funcionar e procurar todos os anúncios relacionados e tirar do ar. Como eles vão fazer isso não sei, mas precisam de alguma forma ficar ligados nas leis de cada país. Questão de responsabilidade – se é cobrada de outras mídias, tem que ser cobrada dos links patrocinados também.

    • Débora,

      O problema é que não há exatamente “lado humano” nesse tipo de ferramenta. Houvesse, seria muito fácil excluir esse tipo de incidência. Mas aí é pedir semântica demais pra esse excesso de automatismos que tornou uns poucos milionários.

      abs

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