Frilas criam shopping center da notícia

Demitidos pelo Los Angeles Times (que promoveu um banho de sangue com mais de 500 cortes até anunciar, com orgulho, que sua operação on-line se banca) criaram um shopping center da notícia cujo principal diferencial é a experiência.

Explico: a ideia do The Journalism Shop não é nada revolucionária. Trata-se de uma cooperativa de freelancers (não apenas jornalistas, mas designers e relações públicas), reunidos num site, onde oferecem seus serviços.

A lista é extensa: apuração, reportagem, livros, edição, design, marketing, etc.

A diferença aqui é quem oferece o serviço. “Somos jornalistas experientes demitidos pelo Times. Temos veteranos em jornalismo político, matérias investigativas e cobertura de moda. As perdas do Los Angeles Times podem ser seu ganho”.

Num tempo em que a média de idade das redações (de todas elas, em todo o mundo) despencou vertiginosamente, será que a experiência voltará a ser um bem valorizado?

6 Respostas para “Frilas criam shopping center da notícia

  1. Sobre algo parecido para o Super-Alec: estou trabalhando em uma reportagem encomendada sobre uma região inóspita do Mato Grosso. Até aí tudo bem. Não é nada grandioso, apenas o assessoramento para uns agricultores. Só que remexendo em papéis, falando com técnicos, burocratas e fontes de todo tipo, vejo que há uma boa oportunidade para fazer uma matéria frila big. Há golpes de todo tipo. É inacreditável o que o pessoal pode fazer para dar nó no Governo Federal. Maaaaaas… claro que não tenho e$trutura para percorrer centenas de quilômetros, atrás de lobistas, políticos pistoleiros e pilantras de todo tipo. Resumindo: tenho a costela gorda e estou sem uma faca afiada. Lógico que não estou querendo largar tudo no e-mail de um repórter da Folha ou do Estadão e ficar chupando o dedo. Pesquisando na internet, notei que não existe – pelo menos, como penso – uma agência com suficientes contatos para fazer a ponte entre repórteres frilas e grandes veículos. Dá para acreditar? Eita, raça desorganizada e mesquinha a nossa! Seria o primeiro a ser sócio, pagar anuidade, impostos, tudo… Pena que é cada um por si, e todos contra todos. Pensei até em registrar uma pré-pauta em cartório e, depois, partir para minha tentativa de emplacar ela em algum veículo. Entretanto, os caras querem me cobrar o peso do papel impresso em diamantes no cartório! Oh, e agora, quem poderá me defender?!

    • Everton,

      De fato, não conheço um sistema de cooperativa de jornalistas em pleno funcionamento no Brasil. É cada um por si mesmo. Nem mesmo tentar vender a pauta para algum veículo resolveria a questão: os jornalões/sites/tvs/rádios querem a matéria pronta, não pagariam por sua produção.

      Triste realidade.

      abs

  2. Pois é, né? Também não estou condenando a postura dos veículos. Eles precisam ter segurança das coisas. Não dá para sair por aí, acreditando em todo mundo, mesmo… Por isso, acho que esse meio de campo seria. Quem sabe para meus netos? hehe Abç, valeu.

    • Tem a via Spot.us: meter a ideia num site e caçar gente disposta a doar dinheiro pra bancar a pauta. Ainda está em teste, mas…

  3. No orkut já vi algumas pessoas tentando criar cooperativas desse tipo, mas não soube de nenhum caso de sucesso. De toda forma, é bizarro ver as redações cada vez mais jovens. A bronca maior disso é que quando o calo aperta, não sabem o que fazer.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s