A internet que desaparece aos poucos

Jack Lail escreve preocupado, e com razão, sobre pedaços inteiros publicados na internet que estão simplesmente desaparecendo, como quadros e imagens que ferramentas como o sensacional (mas incompleto)  Wayback Machine são incapazes de guardar.

Desativar antigos servidores ou falta de cuidado na mobilidade e transferência de dados são os responsáveis, em boa medida, por páginas e mais páginas que somem diariamente na rede _inclusive os de sites jornalísticos, claro.

É engraçado, diz Lail, que o suporte digital, teoricamente muito mais adequado para arquivamento, em muitos casos tenha sido destruído por absoluta falta de interesse e cuidado. Enquanto isso, jornais em papel bem mais antigos estão chegando ao mundo digital graças a iniciativas como a do Google.

Hoje, é comum acessar notícias que dependem de quadros/artes (com ênfase estatística, portanto) que ficam absolutamente incompreensíveis sem as imagens. Com elas, se vai também a contextualização da notícia.

A web está sumindo. Pelo menos, em parte. Dá para fazer alguma coisa?

Com a palavra, os jornais.

4 Respostas para “A internet que desaparece aos poucos

  1. Olá Alec!
    Tudo bem? Essa destruição da internet foi o que me motivou a fazer esse blog.
    Abração,
    Edmundo

  2. Não entendo muito de knowbot, mas textos não muito antigos garantiam que o mundo digital era o mais seguro e possível para armazenar e ajudar na sobrevivência e expansão da memória da humanidade.
    Poucos falam da webinvisível! Será que muitos destes docs, por uma questão de extensão ou de estratégia “mal” planejada não estariam indo para este ambiente da massa escura da web!?
    Consulto os especialistas, e fico na expectativa de saídas! Meu GoogleDoc já está ficando abarrufado de tanto material, e temo não rever muitos deles. Dia desses um colega disse que um doc. sumiu e depois de falar com o apoio do Google, localizaram o dito cujo! Coisas estranhas e que exigem farofino!
    !!!!!!!!
    @_@
    ~~~

    • É verdade, William.

      Há muito eu perdi a esperança (ingênua, até) de que a cloud computing vai garantir a sobrevivência de meu conteúdo na web. Por ora, é torcer.

      abs

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