O fim do diploma e o começo de outro jornalismo

A decisão do STF, que por 8 votos a 1 optou ontem pelo fim da exigência do diploma, é histórica e abre caminho para que, enfim, o ensino de jornalismo melhore e seus profissionais passem a constituir uma categoria _o que jamais existiu, com ou sem obrigatoriedade de canudo.

Comecemos pela repercussão: que triste constatar centenas de comentários de jornalistas diplomados tratando a questão meramente como “joguei quatro anos no lixo” ou “e os R$ 60 mil que paguei pelo curso, como ficam?”.

Sintomáticas, são frases que exemplificam porque o jornalismo está tão ruim. Quer dizer que desde sempre a questão foi tratada apenas como um trâmite, uma obrigação a se cumprir, como se a formação pessoal não contasse nada.

Pois bem: é exatamente nesse aspecto (o da formação) que eu vejo um futuro auspicioso.

Leia mais notícias sobre o fim da exigência do diploma
Gay Talese e o orgulho de ser jornalista

Afinal de contas, agora a formação prevalece sobre a imbecil reserva de mercado. E, para ser jornalista, você terá de se preparar de verdade. Não bastará cumprir (sabe-se lá em que nível) uma quarentena obrigatória de oito semestres para, ao final dela, chegar ao pote de ouro.

A mudança atingirá a universidade justamente no momento em que uma comissão de notáveis discute mudanças no currículo da graduação. Essa reformulação precisa ser mais aprofundada agora que a formação e especialização serão a moeda corrente _sim, as empresas seguirão dando preferência a quem entende do assunto.

Não consigo enxergar a extinção e o esvaziamento dos cursos de jornalismo no Brasil. Na Argentina, como contei no ano passado, tampouco existe obrigatoriedade de diploma e as salas de aula estão cheias. É assim nos Estados Unidos e na Europa também.

A formação do profissional, que sem dúvida é muito mais rápida na prática, tendo a redação como lousa e os velhos lobos como professores, continuará existindo na academia.

A diferença é que, agora, o portador do diploma não terá um passe para exercer automaticamente a profissão. Ou seja: a faculdade só poderá lhe fornecer informação, não o passe de papel. E as que vivem acenando com o passe, estas sim, estão seriamente ameaçadas.

Com a decisão do STF, preparar-se passou a ser o fim, não um incômodo entre aluno e salvo-conduto para trabalhar.

Prevejo ainda uma enxurrada de cursos de especialização no que você puder imaginar (jornalismo esportivo, político, econômico, cultural, oficinas de reportagem, texto etc.).  Aliás, já há vários projetos sendo preparados para 2010.

No quesito categoria profissional, o fim do diploma também traz consigo a oportunidade histórica de, finalmente, reunir os jornalistas numa categoria de verdade.

Qualquer argumentação sobre o fim da obrigatoriedade precipitar contratações irregulares, jornadas extenuantes de trabalho, não pagamento de horas extras, condições precárias de trabalho e quetais não colam.

Tudo isso já existe hoje, no mundo real. E sob a égide do diploma. O que leva o patronato a tratar os jornalistas como subempregados é precisamente a ausência de um espírito coletivo.

Vejo a suposta fragilização da profissão, após a decisão do STF, por outro ângulo: o fim da reserva de mercado, e a possibilidade de ingresso no jornalismo de profissionais com outras experiências inclusive no trato com os patrões, dão a todos nós a chance imensa de estabelecer outro tipo de relação com o empregador _e, quem sabe, atingir a tão sonhada categoria que discurso nenhum de sindicato conseguiu forjar.

Quem se habituou a ser tratado como gado, como os jornalistas diplomados, ganha uma ótima perspectiva com a companhia, agora oficializada, de gente que não está acostumada a essas relações de trabalho tão podres que foram construídas com a conivência de quem (eu, inclusive) deveria ter protegido o exercício da profissão.

Restringir o acesso a ela, como já sabemos, não funcionou.

ATUALIZAÇÃO: Já li dois excelentes textos nesta manhã sobre o fim da obrigatoriedade do diploma: o de Marcelo Soares “Se você tem medo de concorrer com analfabetos, melhor plantar batatas” e o de Rogério Christofoletti “Estudar não faz mal a ninguém” (as aspas foram escolhas minhas). Durante o dia, atualizo aqui com mais coisa legal.

Mais textos sobre a decisão do STF: “Não tenho medo de perder meu emprego para um sem-diploma” (Márcio Leijoto), “Existem duas visões que podemos adotar, a otimista e a pessimista” (César Valente) e “Muito barulho por nada” (Carlos Brickman).

60 Respostas para “O fim do diploma e o começo de outro jornalismo

  1. Esse comentário sobre a possível união da categoria é excelente.

    Hoje, os jornalistas formados tendem a ver os não-diplomados como adversários, e não como colegas.

    • Marcus,

      Eu realmente acredito que o jornalismo pode ser arejado e, quem sabe, aprimorado com a presença de profissionais diversos alli. Quem está esvaziado com a decisão é o sindicato da “categoria”, não o jornalismo. Sindicato que, diga-se, nada fez pela classe.

      abs

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  4. excelente artigo, especialmente o segundo parágrafo. Quem afirma que jogou 4 anos fora por conta desta decisão, de fato deve mesmo ter desperdiçado tempo e dinheiro em busca de um certificado e não de formação… Gostaria de linkar seu texto ao meu blog, importa-se?

  5. Pingback: diploma obrigatório caiu, e agora? « Reflexo seu

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  7. Gostei da frase:

    “Não bastará cumprir (sabe-se lá em que nível) uma quarentena obrigatória de oito semestres para, ao final dela, chegar ao pote de ouro.”

    Por ter estudado em universidade pública, eu achava que o fato de algumas empresas discriminarem alunos de certas faculdades particulares fosse muito mais preconceito do que precaução.

    Quando tive a oportunidade de conviver e estudar com esses egressos, percebi que não era preconceito, mas sim um conceito formado e baseado em demonstrações muito tristes de semi-analfabetismo. Sim! Conheço egressos do curso de jornalismo que são semi-analfabetos, não conseguem sequer interpretar o que leem. 😦

    Então, minha esperança é que isso sirva para que menos pessoas totalmente “sem vocação e sem noção” não percam tempo e dinheiro público (Bolsa Universitária, ProUNI, etc.) achando que a faculdade vai permitir que ele ganhe dinheiro “assinando” jornais e revistas que outros produzem. =)

  8. ERRATA – Então, minha esperança é que isso sirva para que menos pessoas totalmente “sem vocação e sem noção” não percam tempo e dinheiro público (Bolsa Universitária, ProUNI, etc.) achando que a faculdade vai permitir que ele ganhe dinheiro “assinando” jornais e revistas que outros produzem. =)

  9. ERRATA – Então, minha esperança é que isso sirva para que menos pessoas totalmente “sem vocação e sem noção” perca tempo e dinheiro público (Bolsa Universitária, ProUNI, etc.) achando que a faculdade vai permitir que ele ganhe dinheiro “assinando” jornais e revistas que outros produzem. =)

    • Helen,

      Tb há semianalfabetismo em alunos provenientes da rede pública superior. Eu, como professor de jornalismo (da rede particular) há três anos, já vi de tudo nessa vida. Insisto que a questão sempre foi “ter um pedaço de papel” do que a formação em si. Agora, felizmente, isso acabou.

      abs

  10. Os donos de TV do interiorzão desse país ficaram bem mais aliviados sem a obrigatoriedade da formação universitária. Se pode repetir agora anúncios em telejornais como em Sinop chamando qualquer um que goste de aparecer em frente às câmeras para ser repórter… além de ser mais barato (600 reais em Sinop) é um show de falta de noção social, de apuração, montagem e gramática. Quem desses interiorzão vai querer pagar bem por um profissional que é mais crítico, o interesse é lucro e voto. Vamos ver no que dá ao deixar a coisa pra esse mercado da comunicação regular .

    • Leandro,

      Na prática, esse tipo de descaso com a audiência e com o profissionalismo sempre foi prática recorrente no país. Logo, a decisão não altera o rumo das coisas.

      Agora, se eu fosse empresário de um veículo de comunicação, ia querer qq coisa menos um analfabeto trabalhando para mim. É um tiro no pé. Quem apostar nisso vai falir.

      abs

      • Leandro Gomes

        Descaso com a audiência num há, pois é ela q dá ibope e publicidade. Analfabeto tb ninguém contrata, mas preferem treinar alguém pra pensar igualzinho conforme a cartilha dos donos da mídia, q por sinal a situação tá mto bem, ninguém tá falindo, ao contrário, há deputados e prefeituras por trás de todas essas rádios, tvs e jornais. Por isso sou mais decepcionado com os donos do mercado de comunicação, diferente de algumas opiniões aí. Mas é eles q mandam, fazer o q, eles q vão regular a gente… um dia vão democratizar a radiodifusão tb pra termos a tal liberdade de expressão pregada no STF?

  11. Olá!!!
    Confesso que antes de ler mais sobre o assunto estava fazendo o coro das trombetas do apocalipse. Mas vendo os argumentos sobre a discussão começo a perceber que o futuro pode não ser tão nebuloso assim.
    Vejo que ainda tenho muito o que aprender com relação a arte do jornalismo.
    Abraços!!!

    • Cássio,

      Pensa na sua formação pessoal e nas boas ideias que você poderá trazer para a profissão, especialmente levando-se em conta os avanços tecnológicos. Pronto: isso valerá bem mais q qq diploma.

      abs

  12. Caro Alec, embora não concorde contigo sobre o fim da exigência do diploma para exercício da nossa profissão, admito que este foi o melhor texto que li até agora do lado de quem apoia a decisão do STF.

    Terminei a universidade com a cabeça voltada para o Jornalismo Literário (ou seja, mais voltado para o fazer artístico do jornalismo) e, mesmo assim, não admito conceber a profissão como arte. Tampouco admito o discurso oficial sobre liberdade de imprensa, de expressão, etc..

    De qualquer forma, o argumento de que as escolas podem vir a melhorar me agrada. Ainda não me convence, mas, de todos os argumentos é o mais coerente.

    Parabéns pelo post e te convido a visitar o meu blog, para, se te interessar, trocarmos nossos links. Abraços!

    • Acássia,

      Obrigado pela mensagem. Eu creio, verdadeiramente, que o jornalismo está diante de uma transformação que pode melhorá-lo (e muito, com extensão à universidade) nos próximos anos. Falamos.

      abs

  13. O melhor post sobre essa questão do diploma. Nem tenho o que comentar. Farei uma recomendação do seu texto no post que escrevi sobre o assunto, em http://etctal.wordpress.com. Abraço, LB

  14. Pingback: Ao Jornalista: Quem é maior? Você ou o seu diploma? « ETC & TAL

  15. Eulina Oliveira

    Só acho uma coisa: diplomado ou não, só sobrevive nesse mercado tão competitivo quem é bom. Agora, parece que a situação está se invertendo: quem tem diploma de jornalista vai passar a ser discriminado, por supostamente não ter investido em sua formação – o que não é verdade, absolutamente. É óbvio que as faculdades de Jornalismo precisam melhorar, assim como as de Direito, Medicina, Administração, Engenharia, Letras…

    • Eulina,

      Tenho certeza que a decisão do STF jogará um papel fundamental na reconstrução das faculdades de jornalismo e na expansão de cursos de especialização pelo país. As empresas jornalísticas, ao menos as mais importantes, seguirão entendendo a posse de um diploma em jornalismo como uma boa referência. Duvido que haverá discriminação.

      bjs

  16. Eulina Oliveira

    Quem faz faculdade de Jornalismo é porque quer ser jornalista. Por que eu faria Direito, por exemplo, para ser jornalista? E Medicina? Ou seja, para mim, essa questão não tem nada a ver. Por que um advogado não pode cursar Jornalismo para ser jornalista? Um jornalista não cursa Direito para ser advogado? Um médico que decide ser jornalista só vai ser bom na área de saúde. Assim como um advogado-jornalista só vai entender da área dele. Um bom jornalista escreve sobre (quase) qualquer área, conhece os meios e as técnicas para obter e transmitir as informações. Não precisa, necessariamente, de especialização. Precisa, sim, de uma boa formação geral.

    • Eulina,

      Concordo com a questão da formação geral e com o aspecto generalista da profissão, mas acho que a chegada de um profissional (outro que não o jornalista) muitas vezes se dá por vias tortas. Às vezes, é totalmente eventual: lembro de 2006, quando tinha de contratar um jornalista para me ajudar com traduções de jornais alemães (era a Copa do Mundo da Alemanha). Não achei jornalista disponível que falasse alemão. Resultado: contratei um advogado. Foi ótimo, e ainda entendia muito de futebol (tinha um incrível coleção de camisas de timecos do interior…). Esse cara acabou virando jornalista.

      Enfim, acho que as portas da profissão não podem estar fechadas (legalmente, né, porque de fato elas nunca estiveram) a quem possa aportar coisas bacanas.

      bjs

  17. Eulina Oliveira

    Até concordo com exceções, como é o caso dos especialistas, mas não dá para liberar geral, como fez o STF. Confundiram profissão com liberdade de expressão – são duas coisas totalmente diferentes. Por isso, apoio a proposta do Miro Teixeira de regulamentar a profissão de jornalista, desta vez por vias democráticas.

  18. Eulina Oliveira

    Para mim, regulamentar é uma forma de restringir, sim.

  19. Pingback: Journalists’ diplomas and professional license | Jornalistas diplomados e carteiras profissionais « O Lago | The Lake

  20. Pingback: Inspire-se com boas ideias de produtos jornalísticos « Webmanario

  21. O BRASIL CRIA CADA SITUAÇÃO . EM UMA NAÇÃO DESIGUAL, COMO TER O DIREITO DE EXERCER UMA PROFISSÃO ? EU ME FORMEI EMTURISMO , MUITA GENTE ESTÁ EM TURISMO E POUCO FAZ NA ÁREA . COMO METER GENTE QUE POUCO SABE ? QUE FUTRO PODEREMOS ESPERAR ? REGULAMENTAR PODE IMPEDIR QUE MUITOS SEJAM DEMITIDOS POR VEREM A EMPRESA RECEBENDO DINHEIRO DE LADRÕES !

    PODE-SE VER AS OISAS COM DECISÕES APÓS UM CERTO TEMPO . QUEM É MELHOR ? SE HÁ NECESSIDADE DE COTAS PRA QUE NÃO TEVE CHANCES DE TER UMA PROFISSÃO E SEJA UM ALUNO-APRENDIZ , SE OS INVESTIMENTOS DEVEM SER MAIORES EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS OU O PESOS DA LEI SOBRE AS ESCOLAS PARTICULARES .

  22. O que é mais divertido a ideia de liberdade ou os lamentos?

  23. se o analfabeto … ser uma gostosa que mostre os “títulos” ( seios , boca e vagina ) … isto é justo ? ou um cara que tnha um ” dote ” jornalístico imenso ? isto é justo ?

    bem , não se precisa com esta decisão do s t f estudar …. e sim ser puxa-saco, membro de partido , ser fã de gente poderosa … com fã-clube , aumentar o “dote ” pra homens e fazer cirurgias pra conquista de belos “títulos ” às mulheres !

  24. o correto é dar oporunidas aquem tem dilpoma e quenão pode ter . o tempo mostrará quem é o melhor profissional .

    o brasil cria cada coisa ! acho que meus textos serão muito combatidos . as coisas surgem, decisões são tomadas… e quem for pobre , misrerável, com boa formação moral…. que seja puxa-saco, fã de carteirinha dos poderosos , ser membro de partido e ser lembrado após as eleições por favores prestados em campanhas , ter um ” dote jornalístico imenso ” ( 20 cm ? ) e “títulos belos ” em cirurgias plásticas !

  25. quem não teve a chance de ser diplomado , de ter um diploma …acho uma boa idéia oa que se aplica sobre menores-aprendizes . a pessao é selecionada pra aprender , talvez por mais anos ( 5-6 ) , a ser um um bom profssional .

    outra idéia é dar cotas a quem tem não tem diploma . mas acho uma idéia bem inferior a que está no primeiro parágrafo .

    o presidente do stf vai continuar a fazer desregulamentações….. por que ela não experimenta desregulamentar os … que… têm ….. ” canudo ” de direito ?

  26. SOU JORNALISTA FORMADA E NÃO VEJO NENHUM PROBLEMA COM A EXTINÇÃO DA OBRIGATORIEDADE DO DIPLOMA.
    O BOM JORNALISTA É MAIS DO QUE UM DIPLOMA ESPECÍFICO – DEVE TER CONHECIMENTO SOBRE O QUE VAI ESCREVER (A FACULDADE DO JORNALISMO NÃO PROPORCIONA ISSO). DEVE SABER ESCREVER COM PROPRIEDADE E CORREÇÃO E INQUIETAR-SE SEMPRE.

    A FORMAÇÃO DE JORNALISTA ENSINA TÉCNICAS REDACIONAIS E A UTILIZAÇÃO DO MELHOR MEIO DE COMUNICAÇÃO (SÃO TANTOS HOJE EM DIA).

    O EXCESSO DE CURSOS VEM PARA ATENDER OS QUE BUSCAM O ‘GLAMOUR” DA PROFISSÃO. TEM GENTE DEMAIS SEDUZIDA PELO DESEJO DE “APARECER NA TELINHA” SOMENTE.

    VOCÊ TEM MEDO DO FIM DO DIPLOMA? ENTÃO AINDA PRECISA DA RESERVA DE MERCADO PARA SOBREVIVER.

    O JORNALISMO É UMA ATIVIDADE HUMANISTA E, PORTANTO, DEVE ESTAR ACESSIVEL A TODOS QUE SABEM O QUÊ E COMO ESCREVER.

  27. eloá, alec ,

    mas, como ver algo sem exigência de diploma ? o medo existe em profissões que não são regulamentadas ou que perderão regulamentação .

    os jornais….. terão condiçoes de colocar tantas matérias de tantos profissionais que tem boa formação em redação e em conhecimentos de área ? imaginem um jornal em uma nação em que 3 de 4 brasileiros não entendem o que lêem . será uma jornal imenso pra poucos que irãos entender o que está escrito .

    há um forte perigo de se ter amigos ajudando amigos ! a verdade pode causar momentos terríveis , mas podem ser o início de uma justiça a todos ou , ao meno , oportunidade a todos . viram quem ganhou no soletrando ? uma aluna de escola militar com 2 professoras em apoio a ela e o perdedor, um rapaz cuja família ganha bolsa – família e teve que usar livros emprestados . isto é justo ?

    o que coloquei não tem nada de verdade ? eloá e alec, sabem o que é estudar e depois, ter dificuldades pra entrar no mercado ? ter indicações para trabalhar e nunca entrar em confronto com quem indicou ?

    a regulamnetação pode trazer concursos públicos . com salários melhores em aprovação em concursos , criação de empresas e uma liberdade maior de mostrar a verdade .

    os textos meus podem parecer malucos, mas estou há mais de 10 anos sem emprego na área de turismo , onde amigo ajuda amigo,onde a verdade não é interessante, onde a frase : ” quantos menos somos ,mais ricos e famosos ficamos “. isto é justo, alec e eloá ?

  28. ‘quantos menos somos, mais rios e famosos ficamos ” é uma frase da turma turística .

    mais de 60 milhões de pobres e miseráveis e ” jornalista não precisa ter profissão regulamentada “, pode ser o início….. de fim de estabilidade no serviço público , a legalização da impunidade , dar legalidade a mais de 70 bilhões de dólares que foram enviados ilegalmente do brasil ( cpi do banestado ) , fazer com que toda criança e jovem vá a uma escola de bandidos ( o senador magno malta defende o fim de idade mínima pra se ir à cadeia … menos investimentos em saúde , educação …. e nossas crianças e jovens terão ” boa educação ” e quem sabe, entrarão nos meis de comunicação , com excelente redação e conhecimento para às páginas policiais ) .

  29. eu não consigo escrever de uma forma que entendam o sofrimento de que não tem profissão não -regulamentada .

    eu coloquei idéias ( cotas, aluno- aprendiz ) , falei sobre um brasil de sigual com mais de 60 milhões de pobres e miseráveis ( fonte : ibge ) , usei uma linguagem imunda ( sobre ” dotes “e ” “títulos ” ) , sobre o perigo de criar uma nação onde leis sejam criadas pra beneficiar criminosos , onde eles possam “educar” as nossas crianças e jovens para serem “excelentes ” profissionais que sempre digam toda manhã , quando acordarem e à noite, antes de dormirem : “quanto menos somos , mais ricos e famosos ficamos . “

  30. alec ,

    o brasil é desigual . eu conheço gente de meu tempo de cursos de turismo … que me abandonou . os amigos pra você são ótimos pra afzer coisas , mas a mim…. aí entra um “canudo ” pra que entre em lugares por concurso .

    como já escrevi o tema me fez escrever tanta coisa que a você parecem um amontoado de loucuras .tentei mostrar que pode começar com desregulamentação de profissões e depois… leis pra criminosos , onde eles poderão colocar profissionais que digam , todos os dias , aquela frase que já citei em 2 mensagens . e o que é pior : preparar jovens e crianças por criminosos .

  31. Pingback: Jornalismo e diploma: opiniões coerentes « Débora Carvalho de Oliveira

  32. Ainda que implique em todas esses bons aspectos que você relatou em seu texto, ainda não acho válido. Você jogou o tema como se qualquer um com diploma já tivesse emprego garantido, quando não é assim. Com a necessidade do diploma o emprego já era muito dificil, agora que não precisa então…. Não é fugir do desafio de ter mais concorrência, o problema é o desprestígio da profissão. Agora sem a obrigatoriedade de diploma, o que diferencia o jornalismo profissional de um blog, um twitter ou o que seja? Sinceramente, conheço muitos pedreiros que poderiam pensar numa casa melhor que vários engenheiros, mas nem por isso vão acabar com a obrigatoriedade do diploma de engenharia…

    • Danilo,

      Mas eu não que haja diferença entre o jornalismo praticado numa redação ou em iniciativas on-line como blog e microblog, já q vc citou ambos. Jornalismo independe de plataforma.

      Afirmo que as empresas jornalísticas seguirão dando preferência a quem se preparar numa faculdade de jornalismo. Ninguém é louco de mudar essa situação assim.

      O mercado de trabalho já havia mudado com o próprio avanço da tecnologia, que deu a qualquer pessoa os mesmos dispositivos antes quase que exclusivos dos jornais.

      Sou, realmente, a favor da democratização do acesso à profissão. Ela precisa dessa respirada.

      abs

  33. E discordo demais com a Eloá. Não tem essa de reserva de mercado, ou glamour da profissão. Fale sobre reserva de mercado para os muitos jornalistas formados e desempregados. Em nenhum emprego profissional há vagas garantidas só tendo diplomas. A qualidade é o diferencial principal. Agora o que vai ditar se essa decisão foi certa ou não é o futuro. Os veículos de comunicação precisam manter a ética e o compromisso com a verdade, com profissionais ou não. Se entrar qualquer um na profissão, o uso do poder da informação pode causar o caos. Nossa profissão é muito subestimada fora e dentro da categoria, quando na verdade somos os formadores de opinião desse país e os mais importantes, como a Rede Globo, mandam e desmandam aqui. E é justamente uma profissão dessa importância que resolvem retirar o diploma. Acho lamentável, um retrocesso sem tamanho.

    • Danilo,

      a profissão já é desempenhada por qualquer pessoa graças ao avanço da tecnologia. Isso é inexorável. Oficializar uma situação que já existia, tb. O jornalismo não pode ser apenas dos jornalistas, tem de ser de todo mundo que pode contribuir com o processo de coleta/difusão/análise de notícias.

      abs

  34. danilo ,

    o que escreveu é muito bom . um pouco mais e eles ( alec e eloá ) podem ver algo de terrível em desregulamentar profissões . um brasil com leis pra criminosos , onde eles poderão colocar crinça e jovens que quando , futuros profissionais que digam todos os dias : “quanto menos somos, mais ricos e famosos ficamos ! ”

    muito interessante : a decisão de desregulamentação de profissão veio… após o presidente do stf mandar soltar , em pouquíssimo tempo , o banqueiro daniel dantas …. muito interessante .

    • Particularmente acho que regulamentação nada tem a ver com exigência do diploma. O jornalismo precisa de regras, sim, mas pode viver muito bem sem essa.

  35. alec ,

    há regras ….. mas falta algo mais forte : regulamentação . regras temos de convívio social, por exemplo , mas quem as desrespeita… é preciso uma ação mais forte ( advogados, polícia ….. imprensa ! ) .

  36. Pingback: Mais sobre o diploma « Andei pensando

  37. Concordo com poucos sobre o que li até o momento. Concordo com todos que vêem a questão da exigência do diploma como mera reserva de mercado, pois é isso o que representa.

    Acredito que uma categoria existe, cresce e se fortalece a partir da união, o que nunca houve no meio jornalístico. Sempre houve, de um lado, os preconceituosamente chamados “precários”, que, apesar de todo o talento e garra para a profissão eram obrigados a manterem-se às margens de seu exercício, mesmo tendo trabalhado e aprendido com aqueles que fundaram a profissão em suas cidades e estados, formados ou não. Do outro, os auto-intitulados “diplomados”, que mal recebiam o canudo corriam às empresas para exigirem “seus direitos” e “sua vaga” ocupada pelo injustamente alcunhado “precário” que, muitas vezes, na prática, demonstrava competência superior aos inexperientes diplomados.

    Creio que ainda haverá muita discussão e, infelizmente, muito preconceito de ambas as partes, até que “caiam as fichas” e a categoria perceba que, quem mais tem a ganhar com a manutenção dessa desunião é o empresário de comunicação, uma vez que categoria desunida não tem luta, não tem ideais verdadeiros e, consequentemente, não tem conquistas reais.

    É hora de os jornalistas retirarem a máscara da falsa segurança oferecida pelo diploma, arregaçar as mangas e começar a praticar a essência da profissão: informar, esclarecer, apontar (enxergar, inclusive) diferentes pontos de vista e abraçar velhos colegas deixados de lado pelo preconceito do canudo e pelos discursos de professores e coordenadores de cursos interessados em manter essa reserva de mercado.

    Jornalismo, já disseram muitos excelentes diplomados e outros tantos que não o são, é um exercício, uma prática constante. Vejamos um câmera-man, uma das outras “reservas de mercado” abocanhadas pelos sindicatos de jornalismo. Ele só é um câmera-man se souber manusear o equipamento e fazê-lo render as melhores imagens possíveis. Há técnicas, sim, para isso. Mas, ninguém consegue operar um equipamento desses apenas porque leu o manual ou decorou a teoria de seu funcionamento.

    Outro exemplo são textos espalhados por toda a internet ou mesmo nos impressos, que apenas retratam divagações de seus autores – muitos deles, inclusive, jornalistas ou acadêmicos de Comunicação Social – sem informar ou transmitir absolutamente nada.

    Que nos abracemos e nos renovemos com este novo momento. Que possamos nos conscientizar da necessidade de lutarmos por algo que realmente vai fazer a diferença. A existência de uma categoria, para não ficarmos à mercê do patrão.

  38. Pingback: Ensino de Jornalismo » Olá, mundo!

  39. Eu acho que a não obrigatoriedade do diploma de jornalismo é algo muito mais amplo. Com as novas tecnologias e a mídia digital o leque de possibilidades cresceu de forma alarmante, fazer jornalismo atualmente passa pela aquisição de um novo paradigma. A tendência mundial é pela não obrigatoriedade do diploma e tal “liberdade” cria um terreno muito mais fértil para a produção globalizada de comunicação.

    Exigir o diploma de jornalismo iria limitar em muito a produção jornalística e a liberdade de expressão.

    Hoje basta uma busca superficial pela Net e nos deparamos com uma quantidade enorme de publicações jornalísticas, algumas de qualidade, outras nem tanto.

    O fato é que jornalismo é vocação e mais dia menos dia o próprio mercado irá filtrar os bons profissionais.

    • Adriana, concordo integralmente com você. Quem derrubou o diploma de jornalismo, e há muito tempo, foi o avanço tecnológico.

      abs

  40. Pingback: Um ano em dez posts. Feliz 2010! « Webmanario

  41. Conheço bastante a Helen, ela está certíssima!

    Bom, abraços e até mais então!

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