O fim da Gazeta Mercantil

Primeiro jornal só de economia do Brasil (foi fundado em 1920), a Gazeta Mercantil já tem data para fechar as portas, após ao menos uma década de turbulência financeira.

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Opine: um jornal precisa de manchete todos os dias?

Concretizada, a descontinuação é a primeira de um jornal tradicional brasileiro em tempos de crise do jornalismo impresso (capitaneada por Estados Unidos e Europa). Diferente, é verdade _aqui não há, como fator preponderante, a quebra do modelo de contrato com o cliente, mas um racha administrativo mais grave). Ainda assim, é uma defecção importante.

O atual controlador da Gazeta, Nelson Tanure, avisou que não se responsabilizará pela massa falida (leia-se: o imenso passivo trabalhista) da empresa e devolveu o título ao ex-controlador, Luiz Fernando Levy.

Em conversa por telefone com a redação, ontem, Levy já avisou que não tem saúde financeira para tocar o negócio. “Nao se iludam, acabou”, disse aos jornalistas da casa. E tome imbróglio jurídico.

Tanure se propõe “apoiar a transição da Gazeta“, cujo contrato de licenciamento da marca diz ter devolvido pela “incessante penhora de receitas financeiras do uso da marca Gazeta Mercantil para garantir o pagamento de obrigações trabalhistas”.

O site Blue Bus acompanha em cima o desdobramento da crise.

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6 Respostas para “O fim da Gazeta Mercantil

  1. Não demora e desistem do JB também… =(

  2. Padrão Tanure de Jornalismo…
    Chega a ser mais infantil que o Murdock!

  3. Pingback: Crise na empresa jornalística – O fim da Gazeta Mercantil « Emanuela Ribeiro

  4. Sinceramente, não consigo enxergar a relação tão direta entre o fechamento da Gazeta Mercantil e a crise. O próprio texto aqui diz que a Gazeta vinha mal das pernas há uma década… O afundamento do jornalão tem outras causas. A Gazeta atingia um público que hoje tem pleno acesso à internet e outros meios eletrônicos como fonte de informação, insistiu no conservadorismo de seu formato (não reduziu o tamanho de suas páginas quando todos os jornalões o fizeram) e ficou ultrapassado em sua estética. Além disso, ganhou um concorrente de peso nesse meio-tempo. Ficou com cara de “velho”, assim como o Diário da Tarde, de Belo Horizonte, fechado há dois anos para dar lugar ao deprimente “Aqui”. Outros ainda virão a fechar. Não porque haja uma crise econômica, mas sim porque existe uma crise de valores e um clima de pluralização da imprensa. O modelo dos jornalões está com os dias contados.

    • Paulo, o fechamento da Gazeta nada tem a ver com a crise mundial _e com a crise do jornalismo. Tratou-se de querela jurídica e desacordo comercial. Como, aliás, o próprio texto ressalta no trecho “Diferente, é verdade _aqui não há, como fator preponderante, a quebra do modelo de contrato com o cliente, mas um racha administrativo mais grave”.

      Seja bem-vindo e grato pelo comentário

      abs

  5. Pingback: A Gazeta Mercantil e a técnica do bico de pena | Webmanario

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