Plágio no jornalismo: a tal da hipocrisia

O caso da reportagem da revista Veja que usava aspas de outro texto, este publicado pelo Wall Street Journal, ressuscitou uma polêmica: afinal, como identificar (ou considerar) um plágio no jornalismo?

É essa a pergunta que faz o Knight Center for Journalism in the Americas.

Antes de respondê-la, que atire a primeira pedra quem nunca se serviu de uma aspa ou informação publicada por um veículo (estrangeiro ou nacional).

Certo ou errado (eu acho certo quando há citação à fonte, por exemplo), é prática corrente na imprensa _não apenas a brasileira, mas a mundial.

Não sei se é o caso de crucificar o profissional ou debater o assunto. Eu sempre prefiro a conversa.

Agora, óbvio que é hipocrisia lançar o jornalista à fogueira. Até porque quem faz isso certamente já “roubou” aspas ou informação. É tão corriqueiro nas redações que eu afirmo categoricamente.

7 Respostas para “Plágio no jornalismo: a tal da hipocrisia

  1. Pra mim, informação publicada é pública. Mas a citação da fonte é de bom tom, até pra tirar o seu da reta… 🙂

    • Perfeitamente, Jorge.

      Tem uma espécie de tabu ridículo nisso tudo. A ponto de repórteres praticamente repetirem entrevistas e4 fazerem entrevistados repetirem aspas que já disseram a outros.

      Cite a fonte e pronto, tá resolvido.

      abs

  2. Alec, não acho que seja tão corriqueiro, não. Falando sério. Fui repórter por pouco tempo, só quatro anos, mas jamais roubei aspas de outro texto. E, na boa, não tem muito por que fazer isso, vai… Só em casos raríssimo uma aspa é tão boa que a gente não pode perder e tão inacessível que a gente mesmo não consegue obter. Daí a gente dá, mas cita a fonte. (não estou falando, claro, de uma cobertura de jogo em que a gente dá aspas que ouve no rádio ou na TV, que é uma citação específica, mas de pegar aspas publicadas em outro lugar…)

    • Ana,

      Na verdade é menos a aspa, e mais a informação. Eu confesso que já vi de tudo nesse mundo de Deus, tanto o uso de aspa quanto a apropriação de informações.

      Mas eu, que sou contra o aspismo juramentado, concordo totalmente contigo e digo mais: raramente uma aspa é suficientemente boa para ser publicada. Nos meus textos (raros hoje em dia, infelizmente), pode reparar que quase nunca tem. Mas o povo não pensa assim, né? Pra muita gente (infelizmente de novo), fazer jornalismo é coletar aspas.

      Mas vc citou a editoria de esportes, então vamos lá: meu deus, ali é uma coleção de infos e aspas ditas para outras pessoas. Afinal, tratamos com celebridades, e elas não estão disponíveis (ou seja, ao alcance de um telefonema) para entrevistas.

      É complicado, mas só de citar a fonte eu já durmo tranquilo.

  3. Eu estava pensando nisso hoje…

    O ideal seria não depender de entrevistas alheias para “fabricar” seu texto, mas às vezes acontece, ué. O ideal quase nunca é possível.

    Nestes casos, eu citaria a fonte primária. “bla, bla, bla, disse fulano de tal, em entrevista à publicação tal”.

    No caso de esconder o “plágio”, imagina o fulano citado lendo sua matéria e pensando: “ué, eu não conversei com esse cara… o que estou fazendo na matéria dele?”

    • Também acho, Carol.

      Há o erro de não citar a fonte da aspa. Mas, pelamordedeus, existe um conteúdo original transformado em matéria jornalística.

      Não pode criticar e daí ir lá e fazer o mesmo, né? A gente, os jornalistas, é muito escamoteador também, não?

      bj

      PS – E o TCC, a quantas anda??

  4. Eu passei o dia na rua hoje, mas acompanhei pelo twitter o desespero de alguns colegas com a falha do google. Teve gente que disse: “estou no meio de uma matéria! Volta google!”. rs

    Apesar de ser recém-formada, ainda não me acostumei com a ideia de ter a internet como fonte quase única.

    Sou careta também nesse sentido: gostaria de poder fabricar meus textos à moda antiga, com entrevistas e pesquisas mais empíricas.

    Um dos meu ideais profissionais seria trabalhar – ou ter – uma produtora de documentários.

    Sobre o TCC… continua mais parado do que deveria. rs
    Tenho a primeira entrevista semana que vem. Permaneço na fase da leitura bibliográfica (que na verdade já deveria ter acabado. rs)
    E sigo a linha do “não me pressiona senão eu desisto”. hehehe

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