Faculdades cheias e passaralho rondando: é o jornalismo nos EUA

Saíram alguns números sobre a procura pelo curso de jornalismo nos Estados Unidos e, sábio Ricardo Kotscho, nota-se que as faculdades estão claramente mais cheias. Coisa de 38% a mais em Columbia, 20% em Stanford e 6% na NYU.

Lá como cá, por que tanta gente quer ser jornalista, como questionou Kotscho outro dia?

Ainda mais nos EUA, onde apenas em 2009 foram quase 9 mil demissões em redações.

Vai entender.

6 Respostas para “Faculdades cheias e passaralho rondando: é o jornalismo nos EUA

  1. sem otimismo para um prazo curto

  2. Alec, tomo como exemplo minha atual experiência em sala de aula.

    Em um mês minha turma – 5º semestre da Anhembi Morumbi – cresceu de 40 para 80 alunos. Muitos desses alunos vieram de transferência de outras faculdades, mas a grande maioria era do período da manhã e passaram ao noturno devido ao trabalho, ou seja,para completar a renda familiar e trabalhar no horário comercial – onde tem mais chance de conseguir emprego.

    As assessorias de imprensa e afins abusam dessa grande massa de estudantes e da lei de estágio, oferecem “bolsas surreais” perto dos valores pagos para uma faculdade em horários absurdos, em alguns casos o estudante precisa “madrugar” nas empresas. Outras empresas que abusam são os telemarketings, com o pretexto de utilizar “comunicação” em demasia contratam estudantes de comunicação social como estagiários, para afogar suas horas de estágio, a “bolsa” também torna-se surreal, mas pelo menos paga “o pão de cada dia”.

    Na minha sala 5% dos alunos – se muito – desejam trabalhar efetivamente como jornalista – redator, repórter…- 60% espera trabalhar em assessoria de imprensa – muito dinheiro, segunda a sexta – outros 10% fazem outros trabalhos – telemarketing, eventos, audiovisual… – e os outros 25% “levam o curso” nas coxas, fazem por fazer ou trabalham em outros setores como importação e turismo.

    Lembrando, não é nenhuma pesquisa científica…Um professor perguntou aos alunos no começo do ano e resolvi ir ao fundo.

    Como disse o Everton Maciel, não tenho boas perspectivas. Está tão cômico a disputa de vaga que em uma feira estudantil a agência publicitária McCann Ericsson “sorteou”
    seis vaga em seus quadros, sem qualquer modo de qualificação, apenas por colocar o nome nas urnas.

    Qualquer dia verei alguém fazer em dinâmica de grupo, “uni-duni-tê” e eliminando candidatos no dedo.

  3. Alec, engraçado isso… nos EUA não é preciso ter diploma de jornalista para exercer a profissão, né?

    Henrique, me formei ano passado na Unisa. Em 2005, o curso começou com uns 50 alunos. Terminou com menos de 30. Mas a nossa vida durante o curso é essa mesma que você descreveu. Eu fui uma exceção. Não sofri nas assessorias e entrei no mercado no segundo ano do curso, em redação mesmo. Mas tenho plena consciência que fui exceção.

    • Carol,

      É mais um exemplo sim. Na Argentina, onde também não há exigência de diploma, as faculdades estão cheias. Motivo: as pessoas buscam capacitação técnica para exercer a profissão.

  4. Uma vez que questionas tamanha procura por faculdades de jornalismo no brasil, apesar do atual panorama, tu iniciarias a faculdade hoje ou acha qu há meios alternativos mais interessantes para o ingresso na profissão?

    • Ju,

      Eu acho que o caminho do ensino do jornalismo são as especializações. Hoje, é muito mais fácil começar porque, afinal de contas, cada um tem uma imprensa pessoal e pode exibir o seu trabalho. Se tiver boas ideias, vai aparecer, com certeza.

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