Por que tanta gente quer ser jornalista?

Ricardo Kotscho comenta porque tanta gente quer ser jornalista. Pudera, é muito legal, adiciono. Durante anos, uma frase de Ziraldo foi meu mantra: “Eu não entendo como as pessoas podem ser felizes se não forem jornalistas”.

Legal que, logo de cara, Kotscho já se sai com “Claro, eu sei que com o crescimento das novas mídias eletrônicas ninguém mais precisa ter diploma nem emprego para ser jornalista, pois cada um pode fazer seu próprio jornal na internet.”

Essa é uma das sentenças com as quais mais concordo hoje em dia. Eu mesmo já disse, algumas vezes, que se tivesse essas oportunidades na minha época, provavelmente eu teria desenvolvido minha veia jornalística de cueca e em casa, sem jamais ter passado por uma redação ou faculdade do ramo.

Kotscho ainda fala de sua crença na sobrevivência do produto jornalístico impresso (eu também acredito nisso).

Enfim, é um texto de fôlego (na verdade, a transcrição de uma palestra) reproduzido pelo Comunique-se. E que num feriado pode cair bem como leitura incidental.

13 Respostas para “Por que tanta gente quer ser jornalista?

  1. Realmente o texto é excelente. Dentre as muitas coisas que concordo, essa é a melhor: “passamos a ter Brasília demais e Brasil de menos nos jornais e revistas”

  2. Eu li e gostei, mas minha única preocupação como estudante de jornalismo é: Espaço para trabalhar de graça? Se há 3 anos atrás eu tivesse essa visão do jornalismo teria entrado em engenharia civil, ou qualquer curso que traga renda, não vou desistir, mas vejo muita dificuldade para entrar no mundo formal de trabalho. Valeu para refletir sobre os rumos da profissão, e para pensar num futuro segundo curso.. Rs

    • Darlan,

      É como eu disse: se houvesse essa oferta no meu tempo, jornalismo provavelmente seria minha atividade das horas vagas.

      abs

  3. Alec,

    bacana o texto, né? Só um adendo: jornalismo já foi profissão “das horas vagas”, de quem “não tinha oportunidade melhor de trabalho”.

    Até que algumas publicações resolveram peitar a ditadura; até que surgiu o JB, a Globo, o casal Bonner… Daí o jornalismo passou a ser mais respeitado; e os profissionais, mais valorizados (socialmente, e não financeiramente).

    Atualmente, somos todos uns paus mandados. Infelizmente.

    Mas, respondendo à pergunta, eu queria mesmo era ter nascido na década de 50 e ser jornalista na década de 60.

    Ô fase interessante do mundo. E do jornalismo.

  4. ops… no lugar de JB, leia-se JN (Jornal Nacional)

  5. Concordo em partes com sua opinião e com essa história de que todo mundo pode ter o seu jornal na internet. Todo mundo pode ter um canal na internet, é fato; mas isso não garante que tenha status, credibilidade e alcance de um jornal.

    Status para ter peso na hora da apuração. O blog do Fulano não terá o mesmo acesso a informações que o jornal de sua cidade. Isso dá mais credibilidade à publicação e suas suites têm maior alcance, por exemplo.

    Por outro lado, é impossível dissociar jornalismo de opinião — leia-se visão crítica e fundamentada da realidade –, logo os blogs, que esbanjam indepedência (alguns, claro, me fazem pecar por generalização) têm condições de fazer uma ampla leitura da política e da própria mídia.

    Essa discussão dá pano pra manga.

    • Danilo,

      É verdade que a legitimação e a autoridade são, em boa medida, a única coisa que restou aos veículos de imprensa. O repórter da Folha pode ir aos vestiários após o jogo, um blogueiro não. Isso faz diferença. Mas é muito pouco diante do monopólio exercido por séculos pela imprensa formal.

      abs

  6. Carol, eu acho que esse tempo que você citou deve ser de antes da invenção da escrita, pelo visto.

  7. Pingback: Faculdades cheias e passaralho rondando: é o jornalismo nos EUA « Webmanario

  8. Credo, minha memória tá ruim demais. Li esse post seu há nove dias.
    Esqueci.
    Há três dias, me mandaram o texto do Kotscho e li como se estivesse lendo pela primeira vez. Postei no blog da Ana a respeito.
    Hoje li seu novo post e vi a referência ao Kotscho e pensei: olha, ele deve ter visto no blog da Ana.
    E, pra fechar a péssima memória: ao ler seu post de hoje, pensei em comentar dizendo a frase do Ziraldo, que eu não sabia onde tinha lido. E foi no seu post de nove dias atrás!

    idade? =/

  9. Oi, Kosher.
    Não entendi seu comentário? Que tempo foi antes da invenção da escrita? O tempo onde jornalismo não era profissão, era bico?

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