O jornalismo e a apuração no Google

Foi Leopoldo Godoy, editor de Tecnologia do G1, quem me contou hoje (sim, nada como uma reunião na escola do filho seguida de uma festa infantil para que a vida off-line te lembre que ela existe): sábado deu um pau federal no Google.

A empresa admitiu que seu site de buscas ficou inacessível por 40 minutos _mas há relatos de que demorou horas.

Daí o Godoy disse algo do gênero: “o jornalismo acabou por x espaço de tempo”. Uma brincadeira, mas com um fundo preocupante de verdade.

Pior que escorar sua apuração no Google é o atual jornalismo brasileiro, por uma indecifrável questão de monocultura, desconhecer as outras máquinas de busca que estão na rede.

Sim: deu pau no Google, acabou. Não se checa mais nada? Exagero, mas quase.

Ele é bem melhor? É. Mas sempre tem pra onde correr.

4 Respostas para “O jornalismo e a apuração no Google

  1. De fato quando o Google fica fora (o que é muito raro, mas não impossível, como deu pra ver) os jornalistas devem se descabelar! O pouco que trabalhei na área até o momento percebi o quanto o Google revolucionou a pesquisa jornalística para desenvolvimento de pauta, entrevistas e matérias. É muito cômodo!
    Por um lado é bom, porque há uma grande chance de as matérias saírem mais completas ao comparar no caso do jornalista apurar todos os fatos para trabalhar. Por outro lado, se uma ferramenta dessa não fica disponível, os jornalistas mais acomodados da nova geração podem produzir matérias e entrevistas de pouca qualidade.
    Mas não acho ruim o fato do Google ajudar os jornalistas, pelo contrário, acho muito válido! Tudo se modifica, principalmente esta área que deve estar sempre atualizada.

    Adorei seu blog! E a carinha ali em cima quase escondida ficou um sarro 😀

    Beijo!

    • Viviam,

      Eu curto o Google, não curto a monocultura. Sou tempo em que se pegavam fichas telefônicas antes de ir pra rua e “pesquisa” significava se meter nos porões bolorentos dos arquivos dos jornais…

      Se deu pane numa ferramenta, temos de saber recorrer a outras, não?

      bjs

    • Viviam,

      Eu curto o Google, não curto a monocultura. Sou tempo em que se pegavam fichas telefônicas antes de ir pra rua e “pesquisa” significava se meter nos porões bolorentos dos arquivos dos jornais…

      Se deu pane numa ferramenta, temos de saber recorrer a outras, não?

      bjs

  2. Gastar sapato é coisa de velho. Só pode.

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