Cadê o jornalismo preventivo?

Jeff Jarvis, professor de jornalismo da Universidade de Nova York, presenciou em Davos, durante o Fórum Econômico Mundial, um sinistro embate entre cabeças coroadas dos jornalões globais e figurões da economia. O tema: por que não fomos (jornalistas e economistas) capazes de prever o dilúvio?

Há licenças poéticas: o assunto subprime (grosso modo, a hipoteca da hipoteca) está presente há anos no vocabulário da imprensa mundial, e previsões pessimistas já pululavam bem antes de água bater na… bem, você sabe onde [essa eu empresto descaradamente de Ancelmo Gois].

Houve coisas interessantes na conversa na Suíça. Como a lembrança que a discussão de verdade era “como algumas empresas valem tanto?” ou “como desempregados conseguem empréstimos?” Ver o tamanho do rombo do descaminho é muito mais fácil que questionar seu avanço antes, degrau a degrau.

Ao definir a profissão, Jarvis manda um “Nosso trabalho é descobrir o que as pessoas não querem nos contar”, tão bom quanto “A gente é a mosca na sopa”, a que tantas vezes eu recorro no exercício do jornalismo.

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