A blogagem como gênero jornalístico

No primeiro plano de ensino que concebi para um curso acadêmico, de gêneros jornalísticos, cometi a desfaçatez (foi o que ouvi de colegas) de incluir a narração ao vivo (ou “live blogging”, como queiram) na lista que incluía os já manjados texto noticioso, reportagem, entrevista, editorial, artigo, coluna etc…

Polêmico, mas hoje o assunto já é discutido com mais maturidade. Afinal, as narrações ao vivo de eventos (sejam quais for, de partidas esportivas a seminários corporativos) pululam e não deixam de ter o seu quê de estilo e funcionalidade. Isso sem contar a explosão do microblog, que na época daquele modesto curso era um prematuro na incubadora.

Agora Paul Bradshaw, do Online Journalism Blog, insinua a possibilidade de a blogagem em si entrar no rol das vertentes jornalísticas capazes de merecerem o carimbo de gênero.

E por que não?

Desde que sejam blogueiras, né? Aquela velha história: não adianta transpor colunismo em papel para o on-line emprestando para isso, apenas, a ordem cronológica inversa de publicação. O texto jornalístico, para ser considerado blog, tem de incitar a conversação, promover o diálogo, apresentar o que a blogosfera (ou alguma parte dela) fala sobre o assunto.

Se for assim, estou dentro.

Uma resposta para “A blogagem como gênero jornalístico

  1. Pingback: Os 80 blogs que você não pode perder, segundo a revista Época « thalles.blog

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s