A convergência que falta é a de idéias

Hoje o André Deak discorre sobre a nova redação do Correio da Bahia, que promete integração entre papel e on-line, entre outras inovações (meu colega Fernando Firmino já havia antecipado algumas delas).

Sei, por experiência própria, que a convergência não acontece pura e simplesmente se colocarmos as pessoas juntas para trabalhar no mesmo ambiente. Mais do que a física, é a convergência de idéias que se faz necessária neste momento de indefinição sobre os novos rumos do jornal em papel.

O jornal baiano, por sinal, vai para as ruas muito em breve em seu novo formato, o 3030, que apresentei aqui há dois meses. É uma aposta, mas que está sendo tristemente vendida como “o futuro do jornal” _como disse, se o futuro do jornal passa por um produto em papel, então não é futuro, é presente.

Muito boa observação faz o Deak, que detecta a principal tarefa dos jornalistas do Correio da Bahia nesta nova fase: “desvincular o jornalismo produzido ali das pressões políticas do clã ACM, já que a família é dona do jornal. É preciso, ali, tanto demolir algumas paredes, mas também construir outras, para impedir que interesses alheios ao bom jornalismo cheguem ao editoral.”

Essa determinação é bem mais importante que qualquer convergência ou suposta panacéia _travestida de novo formato_ que se possa apresentar ao leitor.

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