Punidos por dar furos

Depois da patacoada da Polícia Federal, que chegou a pedir a prisão de uma jornalista que havia antecipado a Operação Satiagraha em matéria de jornal, outro repórter, este na França, corre o risco de ser punido por fazer seu trabalho: dar furos.

Bruno Thomas, da revista Auto Plus, está sendo processado pela Renault simplesmente por ter mostrado, numa reportagem, detalhes de um modelo que será lançado só daqui a três anos pela montadora francesa. A acusação, pasme, é de espionagem industrial.

Para piorar, a polícia vasculhou armários e gavetas da redação da revista, em Paris. Thomas corre o risco, se condenado, de passar cinco anos na prisão. A Renault já identificou o funcionário que passou informações ao repórter _ele também foi processado.

A Repórteres sem Fronteiras entrou na parada e questionou a detenção do jornalista por 48 horas, período em que ele foi instado a revelar sua fonte. “Mais uma vez, um princípio básico do jornalismo foi desrespeitado”, disse a ONG.

O mais triste dessa história, e voltando ao caso brasileiro: tem jornalista parcial e engajado político (uma vergonha, em resumo) que achou correto o pedido de prisão da repórter brasileira. São os “torcedores”, gente que não enxerga um palmo diante do nariz, e que precisa ser excluída com urgência da profissão.

Depois dizem que diploma de jornalismo é sinal de equilíbrio e imparcialidade…

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