Protesto de rua combinado por SMS

Aproveitando que estou no Uruguai (por isso o sumiço nesta terça, perdão), vou falar da Argentina _sim, este país oriental gravita em torno do que se passa do outro lado do rio da Prata.

Os últimos panelaços contra a intransigência do governo Cristina (Nestor??) Kirchner, que se recusa a dialogar com agricultores após aumentar subitamente os impostos sobre exportações, foram combinados via torpedos e correntes de e-mail. Mais de um provedor e operadora do país detectaram movimentação anormal de troca de mensagens nos últimos dias.

Era a conclamação para o protesto. O poder de mobilização do ser humano atual, plugado e ainda mais participativo, mais do que nunca ameaçador aos que acreditam que, dominando os meios de comunicação tradicionais, dominam o mundo.

Covardia, até. Argentino, quando o meio de comunicação mais rápido ainda era o pombo-correio, sempre foi um mestre em se aglutinar, especialmente se o motivo é reclamar do governo.

É como diz Clay Shirky em seu “Here Comes Everybody”: se você não sabe o que está passando no mundo on-line, pare tudo, permaneça off-line, entenda o que está rolando e, daí, volte à vida.

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