Jornais impressos vendem quase 12% a mais no Brasil

Os jornais impressos deram uma respirada. É o que informa a WAN (Associação Mundial de Jornais), que liberou dados globais sobre a venda do produto em 2007. Os números foram divulgados no Fórum Mundial de Editores, que vai até amanhã, na Suécia (o blog Novo em Folha está cobrindo tudinho).

No ano passado, os periódicos impressos encalharam 2,57% menos nas bancas (desde 2003, a expansão de vendas chega a 9,39%).

No Brasil, os jornais impressos venderam ainda mais _quase 12% de acréscimo com relação a 2006.

A revista Exame já havia alertado para o incremento, apresentando como justificativa o aumento do poder aquisito das classes C e D, que são os novos consumidores de informações impressas. A prova? Dos 20 maiores jornais brasileiros, nove são populares, e sua circulação conjunta já corresponde a 45% do total.

Agora, nos Estados Unidos e na Europa o recuo do jornalismo em papel é evidente (caiu mais de 3% nos EUA e 2,4% na zona do Euro).

No Velho Continente, só mesmo os jornais gratuitos (capitaneados pelo grupo espanhol Publimetro, presente em 18 países, inclusive o Brasil) conseguiram impedir uma tragédia maior. Com eles na conta, a circulação de jornais por lá cresceu 2%.

É por causa da movimentação negativa nos EUA (e também na Europa, já que ainda não se equacionou a questão da viabilidade dos produtos impressos gratuitos) que sombrias previsões como as do professor Philip Meyer seguem sendo feitas.

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