Arquivo da tag: wired

A impressão em 3D e a revolução

Tudo começou (como quase tudo em tecnologia) com um artigo na Wired que, depois, viraria um livro (como quase tudo que preconiza Chris Anderson, editor da publicação norte-americana).

Agora, nesta semana a The Economist volta a abordar o assunto. A popularização da impressão em 3D significará, realmente, uma nova revolução industrial?

Calma lá, falar em revolução (como tudo num tempo em que as coisas acontecem depressa demais) parece ser prematuro se levarmos em consideração – e precisamos levar – que uma coisa é a possibilidade de se construir coisas ao apertar de um botão na sala de casa, e outra, muito mais complexa, é ter essa compreensão e o cabedal de conhecimento acumulado necessário para colocá-la em prática.

Mais uma vez, o autor da teoria da cauda longa e do preço zero parece ter pensado longe demais…

A web não morreu

Lembra que ontem falei de um artigo da Wired sobre a morte da web e o avanço dos aplicativos móveis? Pois a tese está sob forte ataque.

Alexis Madrigal vai diretamente ao ponto em texto na The Atlantic: é a grana, estúpido.

E pensar que justo Chris Anderson, editor da Wired e defensor do preço zero na internet, teria formulado a hipótese (ao menos, é quem assina o texto, ao lado de Michael Wolff).

Sim, pontua Madrigal, revistas como a Wired podem fazer muito dinheiro usando aplicativos e serviços personalizados em dispositivos móveis.

Pra completar, Rob Beschizza detectou manipulação nos gráficos que ilustravam o polêmico texto de Anderson.

Mas lembre de Juan Varela, que crê (academicamente, até onde sei) na gradual desimportância da web como principal drive de conteúdo _e se vangloria de falar nisso faz tempo.

Vou deixar a palavra com especialistas.

A web morreu, sentencia a Wired

Aplicativos móveis e redes sociais são a nova world wide web, sentencia a revista Wired.

É uma discussão pertinente sobre as maneiras que acessamos conteúdo agora.

A navegação direta na rede pode ser substituída pelo uso de aplicativos que têm como base a recomendação social e a qualidade do acesso direto a várias funcionalidades _sem passar pelo revolucionário invento de Tim Berners-Lee.

O conteúdo continua na internet, mas está cada vez menos na web.

Juan Varela, que sabe bem mais do que eu, explica direitinho.

O futuro do dinheiro: sua carteira nunca mais vai ser a mesma

Não sei se é generalizado, mas eu, ao menos, sempre tive o sonho de poder sacar dinheiro no computador de casa, ou no meu notebook em qualquer lugar. Talvez seja a última coisa que a tecnologia nos falta regalar.

A Wired trouxe outro dia uma bela pauta/matéria sobre o futuro do dinheiro. “Flexível, sem atrito e (quase) de graça”, diz o título. Ainda sem as notinhas saindo pelo teu drive de DVD, mas vá lá.

Não, não vou resumir o texto: ele merece ser apreciado com calma (é grande, mas vai lá depois porque a matéria é boa). Discute várias ideias sobre possíveis moedas virtuais _além de debater o já batido, mas brilhante, PayPal.

Típica contribuição de vanguarda que ajuda a gente a entender essa mudança toda. E que certamente antecipa soluções para diminuir a angústia de quem, como eu, sonha com um dinheirinho vivo saindo do meio do teclado.

De graça, Chris Anderson fala sobre o preço zero

O mais recente livro de Chris Anderson, avisa Sérgio Lüdtke na rede Interatores, já está disponível para download gratuito.

Fala exatamente sobre o zero, o preço que, segundo o autor, ajudou a internet a revolucionar o mundo.

A obra chega envolvida em polêmica porque Anderson, editor-chefe da revista Wired (quem melhor cobre tecnologia no planeta), copiou trechos inteiros da Wikipedia, sem citação, em partes do livro.

Desculpou-se depois, dizendo que houve “um erro de edição”. Seus editores prometeram a correção para a segunda edição.

Anderson ganhou notoriedade após “The Long Tail” ou “A Cauda Longa”, livro de 2004 no qual discorre com bastante propriedade sobre o rumo dos negócios em tempos de internet, especialmente pelo ponto de vista de oportunidades que a web proporcionou. O resumo é o fim dos hits, mas a venda de milhares de produtos distintos. Daí a cauda.

Depois disso o jornalista e palestrólogo virou alvo. Dizem que cria conceitos apenas para se beneficiar deles depois _no caso de “Free: The Future of a Radical Price”, a matéria que apresentou a ideia foi publicada numa edição da Wired distribuída, ao menos em parte, gratuitamente, em fevereiro deste ano.

No geral, os livros de Anderson valem pela ideia central. Tanto a cauda longa quanto o preço zerado, ao que me consta, são realidades. Apenas que as obras não se sustentam como leitura. Nem de profundidade nem acadêmica nem nada.

Checar os resumos publicados pela própria Wired costuma ser mais produtivo _e ter o mesmo efeito.

Notícia = R$ 0,00

Jornais gratuitos dispensados em ônibus nos EUA: superdescartáveis?

Jornais gratuitos dispensados em ônibus nos EUA: superdescartáveis?

Vi um jornalista se queixar dos jornais gratuitos outro dia. Disse que eles roubam público dos jornais pagos.

Besteira. Agora zero é o preço da notícia _e de tantas outras coisas, como detectou Chris Anderson, editor da revista Wired.

Ao mesmo tempo, o jornalista queixoso (Adam Tinworth) propõe uma questão bacana: assim como são distribuídos facilmente, seriam os jornais gratuitos dispensados tão rápido quanto? A ideia lhe passou pela cabeça ao ver uma pilha deles abandonado num ônibus.

Bem crível.

A blogosfera saiu de moda e perdeu o sex-appeal. É sério

A blogosfera saiu de moda e perdeu o sex-appeal. Sempre que alguém diz coisa parecida (recentemente foi a Wired, agora subscrita pelo jornalista português Paulo Querido), há uma movimentação de oposição quase nas sombras na rede.

O fato de ser nas sombras comprova que a máxima parece verdadeira: o blog vai caminhando daquela fase intimista e pessoal para virar um negócio? Outro dia eu disse que podia até ser, mas que não iam tirar de mim as delícias de fazê-lo de cueca.

Querido sustenta, numa bela apresentação, que sim mesmo. “Os jornais em geral já se aproximaram dos formatos narrativos que emergiram dos blogs (vistos como laboratório). Também porque um número impressionante de bloggers optou por se aproximar do estilo dos jornais, da função dos jornais _e dos modelos de negócio dos jornais.”

Mais uma vez, ponhamos-nos a pensar…

Política via teclado

A última edição da Wired (aquela revista maluca referência na Web e que em papel tem um design pra lá de arrojado, do tipo ame-o ou deixe-o) conta em detalhes uma história cujo moral você já imagina: turbinado pelo poder mobilizador das redes sociais, alguém fez alguma coisa acontecer.

O alguém em questão é o ativista político egípcio Ahmed Daher, 27, engenheiro civil de profissão. Milita partidariamente desde a vida off-line, sempre contra a Situação _o Egito é governado pelo mesmo mandatário, Hosni Mubarak, desde que Daher nasceu.

Ligado ao partido El-Ghad, o mais estruturado opositor do militar Mubarak, Daher utilizou o Facebook (rede social de quem volta e meia o Orkut, um de seus concorrentes menos expressivos, copia utilitários) para organizar um protesto pacífico no Cairo.

Em questão de dias, arregimentou mais de 70 mil pessoas para sua comunidade no site de relacionamento, foi perseguido, ameaçado e preso. A manifestação (e sua mensagem por democracia no país africano) foi um sucesso. O mensageiro, definitivamente, ajudou.

Internet se encaminha para conteúdo 100% gratuito

As coisas vão se encaminhando do jeito que Chris Anderson, editor-chefe da Wired, preconizou. Agora foi a Thomson Reuters, maior agência de notícias do mundo e que ainda vive de vender conteúdo para a mídia mundial, anunciar que abriu seu conteúdo multimídia para a “comunidade on-line”.

É a cultura do free, do preço zero, que Anderson vai defender em um livro que está quase no prelo.

Quando eu digo que não se pode mais cobrar do usuário comum, aquele que utiliza seu site sem fins comerciais, ficam em pânico. Mas só há uma certeza hoje sobre o conteúdo fechado: que ele o exclui das buscas na Internet, hoje a principal porta de acesso do usuário a um site. 

Seqüestraram a Internet

É o que diz a Wired. A Wired não, o nerd e especialista Dan Kaminsky.

O negócio é o seguinte: URLs abandonadas de domínios como Google, Ebay, Paypal e Yahoo estão sendo usadas para ganhar dinheiro e, sem proteção adequada contra ataques virtuais, viraram um paraíso de hackers e internautas desonestos.

Kaminsky diz ter comprovado que acessos de dentro dos Estados Unidos a um site desativado ou que não existe têm levado cada vez mais a “páginas de sugestão” registradas pela empresa britânica Barefruit. Ou seja: em vez de uma simples mensagem de erro, o usuário vê anúncios do tipo adsense e links de clientes da firma.

E daí?

Fora o monópolio, isso mostra que servidores controlados por um único administrador “tomam conta” de uma parte considerável do tráfego na rede _uma flagrante ameaça à neutralidade, segurança e estabilidade da web.

Redirecionamento de tráfego na Internet é justamente o core business da Barefruit. Eles têm de tudo, até soluções para que o seu negócio apareça primeiro numa busca no Google.

Eathlink, megaprovedor americano, hoje é o mais vulnerável à fraude, segundo a reportagem.