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Uma história visual do Twitter

O desenho do Twitter

Vítor Lourenço, um dos primeiros funcionários do Twitter, fala sobre o design da ferramenta _de fato, seu ponto forte.

Vem redesenho por aí? As especulações já começaram

Ciclos de Jornalismo debate a mobilidade

Nesta quarta, das 8h30 às 12h, o povo da Universidade Federal da Bahia realiza mais uma etapa do Ciclos de Jornalismo e debate o tema “Jornalismo em
dispositivos móveis: celulares e tablets trazem nova vida ao jornalismo?”

Nós, que sabemos que sim, vamos acompanhar de perto a discussão, porque ela interessa imensamente aos mergulhados na pesquisa sobre plataformas.

A questão é que a quarta tela (o tablet _e lembrem que não incluo o cinema, porque nessa classificação falo apenas de jornalismo) impõe um desafio grande: nós, que mal sabemos como tratar nosso trabalho na web, passamos de raspão pelos aplicativos, e eis que surge outra fronteira.

O debate certamente terá transmissão ao vivo no Twitter.

Internet, velocidade e controles de qualidade

A internet não será um bom lugar para praticar o jornalismo até que existam controles editorais de qualidade.

O debate entre David Simon e Aaron Sorkin, roteiristas de séries e filmes de sucessos como The Wire ou A Rede Social, foi um dos pontos altos da semana passada em Cannes (a cidade francesa abrigou mais uma edição do festival de criação publicitária).

A conversa era sobre produção de conteúdo e, tenho de deixar claro, discordo da sentença que abre este texto, citada no papo.

Não existe lugar bom ou ruim para praticar o jornalismo, ele está posto, e em todas as fronteiras.

Simon (ex-jornalista) foi o mais crítico de todos à velocidade de ferramentas como o Twitter _hoje absolutamente dominados pelo jornalismo. Ele pediu mais critérios e profundidade.

É, aquele velho problema da superficialidade e rapidez. Mas jornais impressos têm o timing de 24 horas e estão forrados de erros e informação ligeira (também faço um e sei do que falo).

Talvez a maior curiosidade da conversa tenha sido Sorkin revelar que tinha ouvido falar do Facebook “como sabia sobre um carburador” antes de adaptar o roteiro que ganharia o Oscar.

Ah, e Piers Morgan absolutamente deslumbrado com o poder de drive de audiência (para a TV) que o microblog possui.

Será mesmo o fim da matéria?

Essa aqui passou batida, mas é bem interessante: Jeff Jarvis, da Universidade de Nova York, discute o fim da matéria (no jargão jornalístico, como chamamos a reportagem).

Num longo texto, Jarvis (nosso velho conhecido, e que já há algum tempo não nos visitava nestas páginas) discorre sobre uma série de exemplos em que repórteres foram orientados a fazer exatamente isso _ reportar _ seja via Twitter, Tumblr, posts e fotos e vídeos em blogs etc.

A conclusão é que a conexão entre uma história não se perde se não nos ativermos à ditadura do textão fechado.

Tendo a concordar que a leitura, hoje, é fragmentada. A tese, portanto, me parece bem válida.

O poder das redes sociais na distribuição de conteúdo noticioso

Levantamento da eMarketer mostra o potencial da distribuição de notícias via redes sociais: nada menos do que 60% dos links compartilhados nessas plataformas remetem a esse tipo de conteúdo.

É apenas mais uma compilação que aponta para a mesma direção: que a produção jornalística precisa ser fortemente voltada para sites como Facebook e Twitter.

Uma vez me perguntaram porque os jornais competiam entre si para dar mais audiência ao Facebook. Puro desconhecimento: exibiri conteúdo lá tem um retorno, em seu próprio domínio, que muito provavelmente (em alguns casos isso já aconteceu) superará o do Google.

Microrrelato, esse gênero desprezado no jornalismo

Estebán Dublín fala com propriedade sobre o microrrelato, que não costuma ser associado a nenhuma forma de redação jornalística mas que, com a popularização de microblogs (Twitter e Tumblr à frente), bem que merecia um lugar ao sol.

Dublín lembra o maior exemplo de microrrelato conhecido: os versículos bíblicos, que contextualizados acabam por contar uma história única.

Bem interessante.

A diferença entre presença e atuação em redes sociais

Para ser eficiente, a presença em redes sociais não pode ser esporádica. É um relacionamento de longo prazo e que envolve troca.

Não é o que estamos assistindo neste momento.

Na Espanha, um levantamento recente mostrou que parlamentares que não disputarão as eleições municipais deste ano por lá simplesmente sumiram de plataformas como o Twitter.

O caso é idêntico no Brasil: mais de 400 dos 513 deputados federais têm perfil no site, mas a maioria desapareceu após 3 de outubro.

Ninguém é obrigado a estar numa rede social. Mas quando se entra, porém sem disposição para dialogar, não há saída melhor que apertar o delete e esquecer que aquilo existiu.

(texto publicado nesta quarta na coluna Redemoinho, da Folha de S.Paulo)

Uma revista que sobrevive on-line no microblog

O Sala de Prensa sabe bem como complementar seu conteúdo na web. Em formato de revista vai ao ar todo mês. E só.

No microblog (leia-se Twitter), porém, atualiza suas infos o tempo todo.

Exemplo de uso correto das ferramentas da web.

Algumas coisas que fazem falta no Twitter

Já se falou exaustivamente sobre o que o Twitter tem.

Inti Acevedo conta, neste post, cinco funcionalidades que ele gostaria que o sinônimo de microblog tivesse.

Sem dúvida, a caixa-preta do acesso ao perfil é a ausência mais inquietante. Mas eu, se fosse dono do produto, também não entregaria assim, de mão beijada.