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Time cita própria capa de 33 anos atrás


A revista Time da semana passada revisitou a si própria na capa, uma montagem sobre a crise econômica, relembrando trabalho de 1978.

Tudo se recicla no jornalismo.

Multiassinatura mascara cobrança on-line

O conceito de multiassinatura pode mascarar a cobrança pelo conteúdo on-line.

A Time, por exemplo, agora oferece um pacote que inclui impresso, site e aplicativos.

Quem não pagar, vai ler a revista na web com três semanas de atraso.

As fotos mais impressionantes de 2010


Saíram os vencedores de 2010 do World Press Photo, o principal prêmio do fotojornalismo mundial.

De autoria da sul-africana Jodi Bieber e publicada na Time, a chocante imagem da garota afegã Bibi Aisha desfigurada como punição por ter fugido da casa do marido ganhou o prêmio principal.

Confira a galeria com todos os vencedores.

ATUALIZAÇÃO: Oficialmente este é o  World Press Photo 2011. As fotos concorrentes, claro, foram produzidas em 2010.

Por que o Twitter é tão popular no Brasil?

Por que o Twitter é tão popular no Brasil, pergunta a revista Time, se escorando em dados que mostram que, em agosto, 23% dos internautas brasileiros visitaram o site, contra 11% dos americanos.

É uma questão difícil de responder até para quem viu a plataforma surgir do zero (quando ainda tinha pouquíssimos usuários no país) _desde 2007 utilizo o microblog em sala de aula.

O brasilianista James Green, ouvido pela revista, dá um chute arriscado: diz que “a falta de diversidade na mídia” levou os brasileiros ao Twitter.

Tem duas coisas a se considerar aí: primeiro, que o Twitter verdadeiramente “explodiu” e passou a ser conhecido no país apenas a partir do ano passado. É, ainda, muito pouco tempo de uso para se detectar alguma febre.

Junto disso, verificou-se o fenômeno de adoção da ferramenta por personalidades, o que seguramente ampliou seu leque de utilizadores (aqueles que gostam de dizer “tio” para William Bonner, por exemplo).

Qual o seu palpite?

Alguns blogs bons de se acompanhar (e desmascarar)

Quais os blogs mais legais?

A Time atualizou sua lista anual mostrando também aqueles diários que têm mais marketing do que conteúdo.

Ah, e preservou o lugar de destaque do Boing Boing, para mim o melhor de todos _e o que me fez chegar à descrição “coleção de coisas bacanas” para a plataforma.

Para ver e analisar.

Um exemplo de jornalismo corajoso e ousado que já tem 71 anos

O jornalismo, por definição, precisa de ousadia para chocar e mostrar a realidade às pessoas. Vamos recuar muito no tempo para encontrar um belíssimo exemplo disso, como bem lembrou o amigo Wagner Belmonte, meu duplo colega. Pois bem: a revista Time elegeu em 1938 como “Homem do Ano” ninguém menos que Adolf Hitler.

“Para o bem ou para o mal”, como expressou Henry Luce, fundador da prestigiosa revista, na edição que mostra, em sua capa, uma ilustração do Führer tocando órgão numa catedral enquanto suas vítimas são representadas numa espécie de roda da morte onde são açoitadas.

A imagem, por si só, é chocante, ainda mais em 1939. Mas a decisão de apontar Hitler como o personagem que mais tinha influenciado o ano anterior (a escolha foi revelada na edição de 2 de janeiro do ano seguinte) impacta pela coragem em boa medida fruto de um tempo em que ainda não havia a irritante patrulha do politicamente correto.

Hoje qualquer tipo de eleição jornalística premia o bem, como se o mal não existisse, e provocaria uma reação de nojo e revolta se, por um acaso, se decidisse realçar alguém que foi personagem central por sua coleção de maldades.

Ao mesmo tempo, a brilhante opção da Time há 71 anos foi um tapa na cara dos políticos de diversas nações, incapazes de lidar com a fúria expansionista (e assassina) do chanceler alemão. Além disso, antecipou o que parecia inevitável, mas ainda não estava claro _a Segunda Guerra Mundial começaria exatos oito meses desta capa histórica.

Um brinde ao jornalismo ousado e corajoso.

Reiventar o jornalismo ou o jornalista?

Reiventar o jornalismo. Expressão que já virou clichê e sobre a qual poucos realmente se debruçam. É mesmo necessário? O termo correto é realmente “reiventar”? Só o jornalismo impresso precisa ser reiventado? O jornalismo on-line, então, já está posto, definido e bem criado?

Não é bem assim, mas muitas vezes a gente não percebe. Mas é notório que ainda existe um subtratamento (no papel e na web) às possibilidades trazidas pela tecnologia.

Londres vai discutir o tema em 10 de julho, no encontro News Innovation London. Segundo um dos organizadores, Martin Moore, é a chance de debater possibilidades concretas, não conjecturas.

Falando ainda mais claro: o que se propõe aqui é juntar jornalistas e programadores (mas pode chamar de nerds) que tenham ideias legais e úteis. Às vezes, quando jornalista e nerd são a mesma pessoa, as coisas ficam mais fáceis.

Sim, trata-se também da boa e velha reportagem assistida por computador (RAC ou CAR, na sigla em inglês). Uma série de programas e mashups que, bem alimentados, apresentam a informação em formato e perspectiva diferentes.

Curioso que, há poucos dias, a revista Time se perguntava se os nerds poderiam fazer alguma coisa pelo jornalismo. Já estão fazendo, falta aos jornalistas perceberem o quão prático e proveitoso para o leitor/usuário pode ser essa faceta da interpretação e apresentação de dados.

Mas é claro que não é só isso.

Os caminhos do jornalismo passam também pela gestão da produção colaborativa de informação. Os exemplos a serem debatidos em Londres são o projeto My Football Writer (basicamente uma rede de correspondentes amadores em pequenos clubes em East Anglia, uma região da Inglaterra) e rede investigativa “Ajude-me a apurar”, do Channel 4, bastante aberto à conversação, essa dádiva da era da publicação pessoal e da troca instantânea de informação.

Há ainda a necessária administração de mídias sociais (que é, hoje, onde o povo está na internet).

Todo o resto, os preceitos, todas as receitas que conhecemos como exemplos de bom jornalismo, estão preservados.

Falta reportagem? Sim. Falta investigação? É claro. Faltam clareza e acuidade na redação de textos? Quem acha que sim levante a mão. Tantas coisas faltam hoje ao jornalismo impresso.

Mas será que elas já não vinham faltando quando a internet nem sequer existia?

Pensar o jornalismo como um processo, não como uma plataforma, é tão difícil assim?

Leia também: O jornal vai dormir internet, e a internet acorda jornal

Opine: um jornal precisa de manchete todos os dias?

(este post teve as colaborações de @leogodoy e @rsbarai)

A dura vida do jornalismo sob censura

Jornalistas que cobrem a visita de Barack Obama hoje à Arábia Saudita foram ameaçados de prisão pelas autoridades locais caso deixem seus hotéis ou empreendam “qualquer outra atividade jornalística” que não a cobertura em si da agenda do presidente dos Estados Unidos.

É o que relata o enviado da revista Time, Michael Scherer.

Leia também: Jornal publica anúncio que sugere o assassinato de Obama

Opine: um jornal precisa de manchete todos os dias?

Depois de publicar a absurda condição, Scherer conta ter recebido um desmentido oficial, e a garantia de que todas as condições (só precisamos de uma, liberdade) serão dadas aos profissionais nesta cobertura em solo saudita.

Difícil de acreditar quando se trata de um país que permite, por lei federal, censurar reportagens que possam ser consideradas uma ameaça à “união” nacional.

Veremos o que acontece hoje.

Revista Time faz bolão fúnebre com saúde de jornais

A Time publicou um bolão fúnebre: sua lista de dez jornais americanos mais ameaçados pela crise, sob a luz do fechamento do sesquicentenário Rocky Mountain News. No entendimento da reportagem, são publicações que correm o risco de ou simplemente desaparecer ou resistir apenas on-line.

A revista nem considerou o caso do Seattle Post-Intelligencer, prestes a parar as máquinas pela última vez.

A relação

1. The Philadelphia Daily News

2. The Minneapolis Star Tribune

3. The Miami Herald

4. The Detroit News

5. The Boston Globe

6. The San Francisco Chronicle

7. The Chicago Sun-Times

8. NY Daily News

9. The Fort Worth Star Telegram

10. The Cleveland Plain Dealer

Em bom português

Para quem não leu no original, o Estado de S.Paulo de ontem traduziu (e publicou em duas páginas) o artigo de Walter Isaacson defendendo o micropagamento como uma solução para tirar o jornalismo impresso (o americano, diga-se) do fundo do poço.

Sem recorrer à tradução do texto, a Folha de S.Paulo também debateu o assunto no final de semana (para assinantes do jornal ou do UOL).

Você já sabe o que eu e outras pessoas pensamos, mas como o debate chegou ao Brasil, veremos o que de novo acontece nesta semana.