
A revista Time da semana passada revisitou a si própria na capa, uma montagem sobre a crise econômica, relembrando trabalho de 1978.
Tudo se recicla no jornalismo.

A revista Time da semana passada revisitou a si própria na capa, uma montagem sobre a crise econômica, relembrando trabalho de 1978.
Tudo se recicla no jornalismo.
O conceito de multiassinatura pode mascarar a cobrança pelo conteúdo on-line.
A Time, por exemplo, agora oferece um pacote que inclui impresso, site e aplicativos.
Quem não pagar, vai ler a revista na web com três semanas de atraso.
Publicado em Sobrevivência na Rede
Com a tag conteúdo pago, multiassinatura, paywall, Time

Saíram os vencedores de 2010 do World Press Photo, o principal prêmio do fotojornalismo mundial.
De autoria da sul-africana Jodi Bieber e publicada na Time, a chocante imagem da garota afegã Bibi Aisha desfigurada como punição por ter fugido da casa do marido ganhou o prêmio principal.
Confira a galeria com todos os vencedores.
ATUALIZAÇÃO: Oficialmente este é o World Press Photo 2011. As fotos concorrentes, claro, foram produzidas em 2010.
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Com a tag contest, fotojornalismo, Jodi Bieber, Time, world press photo
Por que o Twitter é tão popular no Brasil, pergunta a revista Time, se escorando em dados que mostram que, em agosto, 23% dos internautas brasileiros visitaram o site, contra 11% dos americanos.
É uma questão difícil de responder até para quem viu a plataforma surgir do zero (quando ainda tinha pouquíssimos usuários no país) _desde 2007 utilizo o microblog em sala de aula.
O brasilianista James Green, ouvido pela revista, dá um chute arriscado: diz que “a falta de diversidade na mídia” levou os brasileiros ao Twitter.
Tem duas coisas a se considerar aí: primeiro, que o Twitter verdadeiramente “explodiu” e passou a ser conhecido no país apenas a partir do ano passado. É, ainda, muito pouco tempo de uso para se detectar alguma febre.
Junto disso, verificou-se o fenômeno de adoção da ferramenta por personalidades, o que seguramente ampliou seu leque de utilizadores (aqueles que gostam de dizer “tio” para William Bonner, por exemplo).
Qual o seu palpite?
Publicado em Sobrevivência na Rede
Com a tag brasilianista, ferramenta, James Green, microblog, microblogging, plataforma, Time, twitter
O jornalismo, por definição, precisa de ousadia para chocar e mostrar a realidade às pessoas. Vamos recuar muito no tempo para encontrar um belíssimo exemplo disso, como bem lembrou o amigo Wagner Belmonte, meu duplo colega. Pois bem: a revista Time elegeu em 1938 como “Homem do Ano” ninguém menos que Adolf Hitler.
“Para o bem ou para o mal”, como expressou Henry Luce, fundador da prestigiosa revista, na edição que mostra, em sua capa, uma ilustração do Führer tocando órgão numa catedral enquanto suas vítimas são representadas numa espécie de roda da morte onde são açoitadas.
A imagem, por si só, é chocante, ainda mais em 1939. Mas a decisão de apontar Hitler como o personagem que mais tinha influenciado o ano anterior (a escolha foi revelada na edição de 2 de janeiro do ano seguinte) impacta pela coragem em boa medida fruto de um tempo em que ainda não havia a irritante patrulha do politicamente correto.
Hoje qualquer tipo de eleição jornalística premia o bem, como se o mal não existisse, e provocaria uma reação de nojo e revolta se, por um acaso, se decidisse realçar alguém que foi personagem central por sua coleção de maldades.
Ao mesmo tempo, a brilhante opção da Time há 71 anos foi um tapa na cara dos políticos de diversas nações, incapazes de lidar com a fúria expansionista (e assassina) do chanceler alemão. Além disso, antecipou o que parecia inevitável, mas ainda não estava claro _a Segunda Guerra Mundial começaria exatos oito meses desta capa histórica.
Um brinde ao jornalismo ousado e corajoso.
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Com a tag 1938, Adolf Hitler, Aulas, Homem do Ano, Time, Wagner Belmonte
Reiventar o jornalismo. Expressão que já virou clichê e sobre a qual poucos realmente se debruçam. É mesmo necessário? O termo correto é realmente “reiventar”? Só o jornalismo impresso precisa ser reiventado? O jornalismo on-line, então, já está posto, definido e bem criado?
Não é bem assim, mas muitas vezes a gente não percebe. Mas é notório que ainda existe um subtratamento (no papel e na web) às possibilidades trazidas pela tecnologia.
Londres vai discutir o tema em 10 de julho, no encontro News Innovation London. Segundo um dos organizadores, Martin Moore, é a chance de debater possibilidades concretas, não conjecturas.
Falando ainda mais claro: o que se propõe aqui é juntar jornalistas e programadores (mas pode chamar de nerds) que tenham ideias legais e úteis. Às vezes, quando jornalista e nerd são a mesma pessoa, as coisas ficam mais fáceis.
Sim, trata-se também da boa e velha reportagem assistida por computador (RAC ou CAR, na sigla em inglês). Uma série de programas e mashups que, bem alimentados, apresentam a informação em formato e perspectiva diferentes.
Curioso que, há poucos dias, a revista Time se perguntava se os nerds poderiam fazer alguma coisa pelo jornalismo. Já estão fazendo, falta aos jornalistas perceberem o quão prático e proveitoso para o leitor/usuário pode ser essa faceta da interpretação e apresentação de dados.
Mas é claro que não é só isso.
Os caminhos do jornalismo passam também pela gestão da produção colaborativa de informação. Os exemplos a serem debatidos em Londres são o projeto My Football Writer (basicamente uma rede de correspondentes amadores em pequenos clubes em East Anglia, uma região da Inglaterra) e rede investigativa “Ajude-me a apurar”, do Channel 4, bastante aberto à conversação, essa dádiva da era da publicação pessoal e da troca instantânea de informação.
Há ainda a necessária administração de mídias sociais (que é, hoje, onde o povo está na internet).
Todo o resto, os preceitos, todas as receitas que conhecemos como exemplos de bom jornalismo, estão preservados.
Falta reportagem? Sim. Falta investigação? É claro. Faltam clareza e acuidade na redação de textos? Quem acha que sim levante a mão. Tantas coisas faltam hoje ao jornalismo impresso.
Mas será que elas já não vinham faltando quando a internet nem sequer existia?
Pensar o jornalismo como um processo, não como uma plataforma, é tão difícil assim?
Leia também: O jornal vai dormir internet, e a internet acorda jornal
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Com a tag a era da conversação, a era da publicação pessoal, aconteceu ontem, Aulas, CAR, Channel 4, Computer-assisting reporting, convergência, futuro do jornalismo, jornalismo de precisão, MyFootballWriter, nerd, News Innovation London, Philip Meyer, RAC, reportagem assistida por computador, tecnologia, Time
A Time publicou um bolão fúnebre: sua lista de dez jornais americanos mais ameaçados pela crise, sob a luz do fechamento do sesquicentenário Rocky Mountain News. No entendimento da reportagem, são publicações que correm o risco de ou simplemente desaparecer ou resistir apenas on-line.
A revista nem considerou o caso do Seattle Post-Intelligencer, prestes a parar as máquinas pela última vez.
A relação
1. The Philadelphia Daily News
2. The Minneapolis Star Tribune
3. The Miami Herald
4. The Detroit News
5. The Boston Globe
6. The San Francisco Chronicle
7. The Chicago Sun-Times
8. NY Daily News
9. The Fort Worth Star Telegram
10. The Cleveland Plain Dealer
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Com a tag crise no jornalismo, futuro dos jornais, Rocky Mount, Rocky Mountain News, Seattle Post-Intelligencer, Time
Para quem não leu no original, o Estado de S.Paulo de ontem traduziu (e publicou em duas páginas) o artigo de Walter Isaacson defendendo o micropagamento como uma solução para tirar o jornalismo impresso (o americano, diga-se) do fundo do poço.
Sem recorrer à tradução do texto, a Folha de S.Paulo também debateu o assunto no final de semana (para assinantes do jornal ou do UOL).
Você já sabe o que eu e outras pessoas pensamos, mas como o debate chegou ao Brasil, veremos o que de novo acontece nesta semana.
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Com a tag futuro do jornalismo, jornalismo impresso, micropagamentos, O Estado de S.Paulo, Time, Walter Isaacson