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Infográfico: a distribuição étnica nas cidades dos EUA

Em dezembro falei do trabalho de Bill Rankin, que em 2009 concebeu um infográfico dimensionando a distribuição das etnias na Chicago de 2000.

O NYT fez melhor agora, expandindo a visualização para cada canto do país com dados mais recentes.

Estou me divertindo comparando as duas Chicagos…

A prova dos nove

O jornal The New York Times tem cerca de um milhão de assinantes de sua versão diária em papel.

No Twitter, são 2,6 milhões de seguidores, quase três vezes mais.

Esses números significam algo?

Sim, antes de mais nada que a adesão a serviços gratuitos via internet é imensamente superior a modelos que ainda suportam (não sabemos até quando) a imprensa escrita.

Mais: que o alcance da sua produção é muito maior quando estamos justamente nesses canais, que via de regra têm custo zero.

E os jornais ainda se perguntam se devem cobrar por conteúdo on-line…

O New York Times se declara sem ideias

Já tem mais de uma semana, mas vale o registro: o The New York Times anunciou oficialmente aos seus leitores que está sem ideias.

Explica-se: o blog “Idea of the Day”, que tratava de boas práticas no meio on-line, foi descontinuado após dois anos.

A justificativa é bem pior do que a decisão: diz a redação que “o fim do blog é resultado da escassez de recursos em um meio onde (…) constantemente surgem novas prioridades”.

É justamente onde surgem novas prioridades que estão as boas ideias, correto?

NYT fala pela primeira vez em deixar de publicar

Provocou algum furor a declaração de Arthur Sulzberger Jr, publisher do New York Times, de que um dia o jornal “será forçado” a parar de publicar o produto em papel.

Foi numa resposta a questionamento sobre um suposto crepúsculo para o impresso (perguntou-se se era 2015).

Essa (o fim do impresso) ainda é uma pergunta sem resposta, mas foi a primeira vez que o NYT falou oficialmente sobre isso.

Sulzberger falou também sobre o muro do conteúdo pago, que o jornalão faz subir a partir de 2011. Deu em outra frase ótima: “Para sermos bem-sucedidos, é preciso correr riscos”.

Vamos ver até onde vai essa máxima.

(Leopoldo Godoy foi quem deu a dica)

NYT explica o esforço por trás da cobertura da Copa do Mundo

É um post de utilidade pública: nele, a equipe de programação do jornal explica o esforço por trás da cobertura da Copa do Mundo da África, que nos Estados Unidos mobilizou um público recorde _mas muito aquém da Olimpíada, como o próprio texto relata.

Desafios como a atualização de dados a cada dois segundos durante os jogos.

Pedagógico.

Série ‘Novos Pobres’ mostra aquilo que o jornal impresso sabe fazer

A série Novos Pobres, que o The New York Times está publicando, é trabalho talhado para um jornal impresso fazer.

Profundo (sem ser cansativo) e ao mesmo recheado de peças multimídia, faz a lição de casa como papel e brilha on-line _o que já se tornou uma tradição da casa.

Como no episódio mais recente, que mostra que a população negra de Memphis perdeu décadas de avanço com a crise econômica que estourou em 2008 (e ainda não acabou).

O que você vai fazer amanhã às 12h?

O New York Times (via o maravilhoso blog fotográfico Lens) convida o mundo a enviar fotos tiradas às 12h (de Brasília) deste domingo e colaborar no que foi batizado (marqueteiramente) como um grande mosaico global, numa tradução livre.

Há temas sugeridos para quem quiser participar: religião, jogos, meio ambiente, família, trabalho, cultura, economia, cidade, assistência social.

É amanhã, às 12h.

Nem cito aqui pelo participar (o crowdsourcing, vindo de quem pouco fez por mim, tem pouco apelo). Mas acho que ver o resultado final é quase uma obrigação.

Produto genuíno da web ameaça hegemonia do NYTimes

Em seu quinto aniversário, o Huffington Post _produto genuinamente da web_ pode conseguir uma proeza: ultrapassar o NYTimes.com em unique visitors. É a projeção que já se faz para este ano.

Com 13 milhões de usuários únicos em março (contra 16,6 milhões do jornalão), a ultrapassagem é iminente.

Basta dizer que, hoje, o tráfego do HuffPo é 94% maior do que ano passado. Nesse ritmo, o site/blog de 70 editores/repórteres contratados (e 6 mil colaboradores gratuitos) tem tudo para virar, definitivamente, um case.

As regras na web, positivamente, são bem diferentes das que estavam acostumadas a ditar as grandes empresas de mídia.

Jornal publica anúncio em memória de demitidos em passaralho

Aconteceu em Minneapolis (EUA), no The Star Tribune: jornalistas da casa fizeram uma vaquinha e bancaram US$ 3.225 (quase R$ 6 mil) para colocar um anúncio no próprio jornal homenageando vítimas de seguidos passaralhos na redação _em quatro anos, o quadro do periódico caiu de 400 para 250 pessoas.

No mês passado, os sobreviventes já tinham participado de uma greve de assinaturas: ninguém assinou matéria num dia específico. “Uma greve de assinaturas é um conceito interno que não significa nada para nossos leitores”, disse muito bem Mary Abbe, articulista do jornal.

Foi ela quem deu a ideia do anúncio fúnebre, quase uma reprodução dos paredões de granito de soldados americanos mortos tão comuns aos cemitérios militares ou memoriais. Muita gente não quis colaborar. “Alguns colegas entenderam o anúncio como uma forma de financiar a empresa”, contou Mary.

O jornal tinha R$ 6 mil motivos para não barrar a manifestação de seus funcionários. E não o fez, dando o sinal verde para a publicação do anúncio _basicamente uma lista de nomes sob o título “Agradecemos aos mais de 140 jornalistas que deixaram a Redação nos últimos três anos”.

A @kikacastro foi quem viu primeiro essa história.