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NYT divulga publicador na web em desenvolvimento

O The New York Times divulgou a versão demo da ferramenta de publicação que está desenvolvendo para a web.

Como de hábito, o código é aberto.

E depois ainda perguntam por que o jornal está anos-luz à frente dos outros também nos assuntos on-line.

WikiLeaks em guerra contra a mídia tradicional

Julian Assange segue firme em seus cavalos de batalha contra a mídia tradicional, a mesma que, registre-se, tornou seu projeto WikiLeaks célebre.

Agora, Assange acusa o The Guardian de ter sido desleixado e deixar vazar um código de segurança que abriu 251 mil documentos até então não publicados, revelando o nome de diplomatas e colocando outras pessoas em situação constrangedora (para não dizer perigosa).

O jornal britânico se defende e diz não saber como o arquivo que continha o material, removido de seu servidor, reapareceu no BitTorrent _e daí, caiu na rede.

O WikiLeaks já havia rompido com o The New York Times porque o jornalão se recusou a seguir o cronograma de publicações de outros documentos sugerido por Assange.

Convenhamos: quem trabalha com vazamentos não deveria, a priori, se incomodar com um.

Notícias sobre o paywall do NYT

Já são quase 300 mil pessoas pagando para acessar o The New York Times na web. Estes resultados podem estar colocando em xeque algumas “certezas” sobre a cobrança on-line.

O valor do leitor do papel versus o valor do usuário on-line

Impressionante este dado: um leitor da edição impressa do New York Times vale 228 vezes o usuário on-line.

O cálculo da Business Insider leva em conta o que cada um paga anualmente em assinatura _e quanto significa em termos de retorno de publicidade.

Há um publisher brasileiro de um grande jornal que não se cansa de dizer que o impresso ainda é a galinha dos ovos de ouro.

A movimentação do mercado publicitário rumo à internet, consistente, parece não ameaçar o impresso. Nem deve: quando falamos de veículos que estão em ambas as plataformas, o que acontece é agregar receitas, não dividir.

É uma lógica simples ainda não compreendida por muita gente que vê o on-line como um inimigo do papel _quando eles são absolutamente complementares.

Será o fim do NYT como o conhecemos hoje?

Há dez anos, Dick Brass (que foi executivo de Microsoft e Oracle, entre outros) previu que a última edição em papel do The New York Times seria rodada em 2018.

Normalmente palpites desse tipo estão fadados ao fracasso, mas ao menos suscitaram (no caso do NYT) uma onda de paródias e brincadeiras bem divertidas

Le Canard Enchaîné, viciado em papel

Excelente a lembrança do New York Times: entrevistar Claude Angeli, diretor de Redação do Le Canard Enchaîné, jornal semanal humorístico francês mas que também pratica a investigação _e dá belos furos de quando em quando.

O Canard foi uma de minhas leituras preferidas nos anos 80 e 90, durante as aulinhas de francês na Alliance da General Jardim.

Depois, veio a web, é justamente essa a matéria do NYT: o Canard só existe em papel (tá, até possui uma página, mas basicamente pra vender assinaturas e mostrar capas marcantes). Vai daí que sumiu do meu horizonte.

“Se a gente colocar nossas matérias na internet, quem vai comprar o jornal às quartas-feiras?, diz Angeli.

Materiaça.

Mais uma pensata sobre o paredão do conteúdo pago do NYT

Interessante leitura de Darmon Kiesow sobre o paredão de conteúdo pago erguido pelo New York Times em seu site: “a ideia não é proteger o impresso, mas promover a plataforma móvel”.

Vale ler.

NYT descreve as regras de seu conteúdo pago

Para o NYT, o paredão do conteúdo pago, instituído esta semana, é um “investimento” em jornalismo de qualidade.

Assinada pelo publisher do jornal, Arthur Ochs Sulzberger Jr, uma carta ao leitor publicada na edição impressa de ontem conta as regras deste novo jogo, entre elas o limite de visualização de 20 artigos gratuitos, por mês, para os usuários que não assinam o produto.

Vamos ver no que vai dar.

ATUALIZAÇÃO: O Tiago Dória comenta essas novidades com muito mais propriedade.

Infográfico: a distribuição étnica nas cidades dos EUA

Em dezembro falei do trabalho de Bill Rankin, que em 2009 concebeu um infográfico dimensionando a distribuição das etnias na Chicago de 2000.

O NYT fez melhor agora, expandindo a visualização para cada canto do país com dados mais recentes.

Estou me divertindo comparando as duas Chicagos…