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Os três porquinhos do Guardian

Maravilhoso o comercial do The Guardian para promover sua filosofia de jornalismo participativo e apuração distribuída: uma releitura da fábula, com direito a um surpreendente final.

Para a história.

Mais riscos à nossa privacidade

Atacamos o Google, atacamos o Facebook, e nos esquecemos dos milhares de aplicativos para smartphones que atentam contra a nossa privacidade.

É o que comenta Charles Arthur no The Guardian.

As joias do arquivo do The Guardian

Aos 190 anos, o jornal inglês The Guardian está resgatando diariamente pérolas de seu valioso arquivo.

Uma contribuição valiosa para a memória e registro do jornalismo impresso.

O jornalismo mostra sua cara no Tumblr

Já são pelo menos 160 os produtos jornalísticos que estão presentes no Tumblr, uma plataforma entre blog e microblog que tem experimentado um crescimento considerável de 2010 pra cá (o site foi criado em 2011).

O último foi o Washington Post, que seguiu os exemplos do The Guardian e do Los Angeles Times.

É mais uma plataforma em que o jornalismo vai precisar mostrar a sua cara. Basicamente, para convidar o usuário a participar diretamente do noticiário, compartilhando texto e imagens.

Nenhuma grande novidade, a não ser a facilidade de publicação.

Mas provocará barulho.

Guardian faz manual de boas-vindas para leitores do Times

Divertido: o blog de notícias do The Guardian, jornal que é uma referência em convergência de plataformas e design de notícias na web, fez um post para dar as boas-vindas aos leitores do The Times, o concorrente que acaba de se fechar em copas e exigir formulários e cartões de crédito para que se leia suas notícias _e perdeu audiência.

Vai ser pedagógica essa briga entre o cobrar e não cobrar.

Financial Times prevê crepúsculo do jornal impresso para 2015

Pintou a mais sombria previsão para o futuro do jornal impresso: o Financial Times está intensificando sua presença on-line porque acredita que o papel não irá além de 2015.

O motivo, claro, são altos custos que o processo industrial de um produto jornalístico impresso exige. Em tempos de vacas magras, já há editores considerando um absurdo a quantidade de dinheiro e tempo que se dispende numa operação dessa.

O planejamento do Financial Times encontra eco em outras publicações importantes, como relata o Paid Content (ótimo site que cobre a indústria do conteúdo). O texto lembra um caso emblemático do Guardian, que quando adquiriu uma nova rotativa, em 2005, anunciou que seria a última (ela tem uma vida útil aproximada de 20 anos).

Previsões sobre o futuro do jornal impresso pululam, mas talvez a mais famosa (que nem sequer era uma previsão, mas uma elocubração) é a do mestre Philip Meyer, que em seu livro “Os Jornais podem Desaparecer?” refletiu que, talvez, a última edição impressa de um veículo jornalístico chegaria à soleira da porta da casa do último leitor no primeiro trimestre de 2043.

De minha parte, sigo com a convicção de que o jornal não vai acabar. Ele cada vez mais deixará de ser um produto de massa para atender um público bem específico, que continuará pagando para receber notícias impressas todos os dias.

ATUALIZAÇÃO: Importante, o Thiago Araújo, aí nos comentários, avisa que houve um pronto desmentido sobre a sombria previsão.

Jornal dominical mais antigo do mundo está ameaçado

O jornal de domingo mais antigo do mundo (sua primeira edição foi às ruas em 4 de dezembro de 1791) está ameaçado.

As perdas do Guardian, proprietário do bicentenário The Observer (jornal publicado só aos domingos na Inglaterra), teriam feito a empresa considerar enxugar ou mesmo extinguir o vetusto semanário.

O rombo do grupo foi de R$ 227,3 milhões no ano fiscal de 2008, encerrado no primeiro semestre de 2009.

Segundo o Financial Times, ainda não há decisão sobre o futuro do Observer, mas a alternativa que prevê seu fechamento está sendo debatida.

A última rotativa do Guardian

Quanto falta para o The Guardian, provalmente o jornal que melhor faz a interação papel-on-line, se transformar numa publicação unicamente eletrônica? “Muitos milhões de usuários a mais no nosso site”, conta Neil McIntosh, diretor de desenvolvimento editorial do veículo.

Em 2007, o Guardian atingiu 19 milhões de usuários únicos em seu site, um incremento médio anual de 35%, e conservou o posto de periódico mais acessado da Internet inglesa.

McIntosh fez uma revelação interessante num debate no Brighton Festival: que as rotativas compradas em 2005 foram a última aquisição do produto. Ou seja: o jornal está se preparando, efetivamente, para viver sem sua edição em papel.

Ponto final

O The New York Times relata o fim da edição impressa do The Capital Times, de Madison (Wisconsin), após 90 anos.

O periódico seguirá on-line. E bem pobremente, pelo que se supõe olhando sua confusa home page.

E segue a vigília da morte dos jornais que a Advertising Age está “cobrindo”.

Andrew Keen analisa hoje, no The Guardian, a “espiral de morte” dos jornais, como definiu. E diz que a culpa é nossa, inclusive da própria imprensa.