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Você quer ler boas notícias?

Fico sabendo do projeto Só Notícia Boa, tocado entre outros por uma colega de graduação, Andréa Fassina, profissional com longa folha de serviços prestados ao radiojornalismo – fez parte da primeira equipe da pioneira CBN, em São Paulo.

Já escrevi aqui algumas vezes sobre iniciativas do gênero, inclusive como opção filosófica (ou ópera bufa, como a desastrada incursão do iG ao tema).

Um oásis blindado contra pais que atiram filhos pela janela, humanos que espancam animais, corrupção política.

É tudo verdade, porém editada.

Quem lê tanta notícia boa?

O portal sem manchete

Jornal impresso sem manchete já tínhamos visto (e faz tempo), mas neste último plantão testemunhei o portal de notícias sem título forte _pra mim, inédito.

Sensacional, segue valendo tudo o que falei há três anos.

Domingo é um dia especialmente árduo para o jornalismo on-line, e entregar uma homepage sem algo que pareça artificialmente importante (como a posição da manchete) é transparente e não faz mal ao leitor.

Wikileaks passa o chapéu outra vez

O Wikileaks anunciou que novos vazamentos de informações estão suspensos porque o projeto precisa se viabilizar financeiramente.

Só não disse como vai conseguir doações se os principais distribuidores de dinheiro via internet (Visa, Mastercard, Western Union e Paypal) bloquearam as contas do site _muito provavelmente por pressão do governo dos Estados Unidos.

ATUALIZAÇÃO: Na caixa de comentários, saiba como doar ao projeto.

Notícias sobre o paywall do NYT

Já são quase 300 mil pessoas pagando para acessar o The New York Times na web. Estes resultados podem estar colocando em xeque algumas “certezas” sobre a cobrança on-line.

A terceirização dos comentários em sites

António Granado alerta para texto do Nieman Lab sobre uma novidade: a mídia tradicional começa a experimentar a terceirização da moderação de comentários em seus sites, essa praga quase impossível de administrar e, ao mesmo tempo, fundamental para aprimorar a conversação e participação do público.

Uma empresa canadense já faz o serviço, que garante ser “personalizado”.

Nos tempos em que o Google era um jornal impresso…


Se é que existe alguém no mundo que não tenha feito uma busca no Google ontem, deixo registrado o vídeo no “doodle” (o cabeçalho da minimalista _e por isso bem-sucedida_ ferramenta de busca) que celebrou o 122º aniversário de Charles Chaplin, no sábado.

Claro que o jornal impresso chamado Google foi o momento que mais gostei…

Fórum de professores de jornalismo muda visual de site

O site do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo está de cara nova.

Os Anos Lula na Folha

Era pra ser uma mera transposição do conteúdo em papel para on-line, mas diante da abundância do material multimídia, resolvi abrir o site valorizando isso.

O especial Os Anos Lula está no ar na Folha.com. Registre-se que o termo “especial” significa automaticamente que todo o resto é ordinário. É um erro usá-lo.

Outra assinalação importante: o site não tem manchete formal.

Sob ‘guru’ indiano, site de Serra aposta naquilo que o internauta mais abomina

Texto de minha lavra que a Folha publicou ontem.

“O site oficial da campanha do candidato à Presidência José Serra (PSDB) se transformou desde que o norte-americano de ascendência indiana Ravi Singh assumiu sua administração, há dez dias.

A página abandonou produção de conteúdo e atualização frequente para virar mera caçadora de contatos, recorrendo justamente ao expediente que o internauta mais odeia: os cadastros.

Onde se clica surge um formulário. A intenção é angariar voluntários (ainda não se sabe exatamente para que) e obter listas de e-mails e contatos em redes sociais.

Só quem tiver a curiosidade de rolar até o fim da página e clicar no site oficial do PSDB, que aparece discretamente sob um ícone, terá acesso à cobertura das atividades diárias de Serra _ainda que a atualização seja discutível e a navegação, nada amigável. Trata-se de uma inversão de hierarquia inexplicável.

O site é o que o candidato (que na quinta-feira festejou, numa entrevista ao vivo a uma rádio, a conquista de seu seguidor 401 mil) indica em seu perfil no Twitter.

Outro erro flagrante da página proposta por Singh (cujo primeiro ato ao ser contratado foi criar o slogan “é a hora da virada”) é o apelo, quase em tom comovido, que aparece na home page.

“Ajude-nos a enviar este vídeo para todos os seus amigos AGORA!” é tudo o que não se deve suplicar quando a pretensão é distribuir conteúdo. Isso quebra a própria etiqueta na rede.

Afinal, se for bom ou pertinente, seu vídeo será distribuído espontaneamente pelas pessoas _e engajamento espontâneo na internet é tudo o que pode fazer a diferença numa eleição.

Singh tem um longo histórico de participação em campanhas eleitorais. Na mais recente, na Colômbia, trabalhou para Juan Manuel Santos, que se elegeu presidente. Seu rival nas urnas, Antanas Mockus (PV), porém, provocou muito mais barulho e repercussão na web.

Enquanto os tucanos patinam, suas principais adversárias na corrida ao Planalto (Dilma Rousseff e Marina Silva) têm feito a lição de casa em suas páginas oficiais.

Primeiro, a acertada opção pelo formato jornalístico para contar o dia a dia da campanha, além de atualização frequente de conteúdo mais chamativo, como fotos em tamanhos panorâmicos.

As páginas de PT e PV ainda ressaltam com destaque a possibilidade de contribuir financeiramente com suas candidatas. Há, é claro, inevitáveis atalhos para cadastros e formulários. Mas eles são apenas uma opção, não a principal (ou única, no caso de Serra) destaque do site.”