Já ouviu falar em jornalismo hiper-realista? É o que defende a chilena Andrea Lagos.
“Há alguma coisa mais divertida do que sair na rua e conversar, não entrevistar?”.
Não deixa de ser um ponto de vista.
Já ouviu falar em jornalismo hiper-realista? É o que defende a chilena Andrea Lagos.
“Há alguma coisa mais divertida do que sair na rua e conversar, não entrevistar?”.
Não deixa de ser um ponto de vista.
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Com a tag Andrea Lagos, entrevista, jornalismo hiper-realista, reportagem
Hoje é um dia histórico para o rádio: há 40 anos, a Difusora de São Luís (Maranhão) levou ao ar sua adaptação de “A Guerra dos Mundos”, de H.G.Wells.
Como ocorrera em 1938, quando a versão de Orson Welles terrificou ouvintes nos EUA, a encenação maranhense – com bem mais ingredientes jornalísticos – foi tomada pela audiência como se fosse verdade.
Tive a oportunidade de contar essa história nesta semana, numa das reportagens mais prazerosas que realizei nos meus quase 22 anos de profissão.
Mas vamos ao que interessa: ouça uma versão de cerca de 45 minutos editada e remasterizada por Manoel Pereira dos Santos, o Pereirinha, que comandou os brilhantes efeitos sonoros da emissão.
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Com a tag A Guerra dos Mundos, áudio, H.G.Wells, Maranhão, orson welles, rádio Difusora, reportagem
Essa aqui passou batida, mas é bem interessante: Jeff Jarvis, da Universidade de Nova York, discute o fim da matéria (no jargão jornalístico, como chamamos a reportagem).
Num longo texto, Jarvis (nosso velho conhecido, e que já há algum tempo não nos visitava nestas páginas) discorre sobre uma série de exemplos em que repórteres foram orientados a fazer exatamente isso _ reportar _ seja via Twitter, Tumblr, posts e fotos e vídeos em blogs etc.
A conclusão é que a conexão entre uma história não se perde se não nos ativermos à ditadura do textão fechado.
Tendo a concordar que a leitura, hoje, é fragmentada. A tese, portanto, me parece bem válida.
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Com a tag Jeff Jarvis, matéria, reportagem, Tumblr, twitter, Universidade de Nova York
…a foto abaixo dispensa qualquer tipo de comentário. Mas é nosso trabalho.

E assim continuamos aquela conversa sobre obituários…
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Com a tag crueldade, fotojornalismo, reportagem, sensibilidade, trabalho
Faz tempo que teço loas a bons exemplos de novas narrativas jornalísticas, ao mesmo em que me preocupa tanto quanto a você de que forma vamos fazer jornalismo em vídeo _em dispositivos móveis ou na web.
Nem aprendemos como fazer na web, aliás, e já nos deparamos com vários outros desafios…
O atropelamento de um grupo de ciclistas na noite passada, em Porto Alegre, foi registrada pelo CicloDocs (um canal no YouTube) com uma edição nervosa, excelente, adequada.
É um bom complemento para um texto que já conta muito, como o da Zero Hora.
Exemplifica bem o que eu defendo como o caminho do vídeo jornalístico em plataformas multimídia (Notebook, PC, Mac, celular, iPad etc).
Se queremos integração papel/on-line, a produção em vídeo tem de seguir esse caminho no dia a dia _claro que conteúdos especiais, resolvidos unicamente em vídeo, podem ter tratamento de matéria de TV. Mas sou xiita: acho fora de lugar.
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Com a tag acidente, atropelamento, ciclistas, complemento, digital, integração, jornalismo on-line, multimídia, novas narrativas jornalísticas, Porto Alegre, reportagem, TV, vídeo, web
Ana Mancera Rueda explica, no Sala de Prensa, a quantas anda a compreensão e a discussão, na Espanha, sobre as formas pelas quais nos manifestamos jornalísticamente (reportagem, entrevista, editorial, artigo etc, os famosos “gêneros”).
É uma das disciplinas que atualmente ministro na Faap. Aqui no Brasil, infelizmente, estamos muitíssimo atrasados com relação ao assunto.
Desde Marques de Mello, os gêneros cresceram _e não vão parar de crescer graças ao avanço tecnológico.
Caminhar na direção de uma nova teoria dos gêneros, como esboça Mancera, é tarefa complexa, porém altamente necessária.
ATUALIZAÇÃO: Por uma omissão imperdoável (quem me deu o puxão de orelha foi o colega Rogério Christofoletti), esqueci de mencionar o trabalho da pesquisadora Lia Seixas, referência importante na bibliografia do próprio curso mencionado acima, da mesma forma que a tentativa comparativa de Manuel Chaparro em “Sotaques d’aquém e d’além-mar – Travessias para uma nova teoria de gêneros jornalísticos”, que tenta observar semelhanças e diferenças entre o jornalismo praticado no Brasil e em Portugal.
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Com a tag Ana Mancera Rueda, artigo, Aulas, editorial, entrevista, Gêneros Jornalísticos, hard news, Leituras, opinião, reportagem, Sala de Prensa
“O Windows 95 chega para revolucionar. Adeus à tradicional espera para acessar os programas. Você pode trabalhar na mesma tela com quatro programas de uma só vez”.
É Cesar Tralli, num Jornal Nacional de 1995, falando sobre as maravilhas da tecnologia de ponta da época.
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Com a tag avanço, Jornal Nacional, reportagem, tecnologia, TV, Windows 95
Eu sempre quis postar o choque ao vivo que Lasier Martins tomou em plena reportagem, ao vivo, no Jornal do Almoço, telejornal vespertino mais assistido do Rio Grande do Sul.
Não há um gancho, apenas a necessidade de se registrar isso aqui.
São as agruras da TV ao vivo.
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Com a tag choque, Lasier Martins, repórter, reportagem, TV ao vivo
A jornalista Vera Magalhães sempre me diz que a expressão “jornalismo investigativo” é um engano.
Claro, todo jornalismo é investigativo. É a essência do próprio trabalho.
Mas ainda há esse nicho, e os que vivem de falar dele.
Como Bob Woodward, repórter que ao lado de Carl Bernstein derrubou um presidente tendo a profissão e o Washington Post como armas.
Bob revela num vídeo bacana alguns detalhes que ele considera fundamentais para o tal “jornalismo investigativo”.
Nada muito distante do jornalismo propriamente dito, viu.
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Com a tag Bob Woodward, Carl Bernstein, jornalismo investigativo, reportagem, Watergate
Enquanto o mundo assiste, atônito, à disputa pelo poder em Honduras (com direito a um fato novo, o regresso do presidente deposto e agora aboletado na embaixada brasileira), a produtora multimídia Tracy Boyer acaba de concluir o documentário “Honduras and the Hidden Hunger“.
O trabalho trata de um projeto transnacional para amenizar a desnutrição infantil no país da América Central, apontado pelo Banco Mundial como o terceiro mais pobre da região.
Leia mais notícias sobre a situação política em Honduras
Boyer conta que filmava em Honduras quando ocorreu o golpe que depôs Manuel Zelaya e, a partir daí, teve inúmeras dificuldades, principalmente por causa dos apagões frequentes e duradouros de energia, que comprometeram a autonomia de seus equipamentos de filmagem.
Isso sem contar as dificuldades naturais de um trabalho que envolve o registro de sofrimento, dor e angústia. Muito pesado.
A reportagem multimídia, nota-se, não tem a apresentação glamourosa de outros trabalhos do gênero (e, também diferentemente deles, valoriza o texto). Tem problemas de edição, design, áudio e programação.
Mas serve para a gente lembrar que sempre há um povo por trás de disputas políticas.