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É notícia?

Finalmente alguém escreveu sobre isso: se você trabalha PR (o odioso termo “assessoria de imprensa” no Brasil) e tem dificuldade para conseguir cobertura jornalística é porque seu evento não é notícia.

A retrospectiva do Journalistics

O interessante blog que trata de jornalismo e RP – portanto, assessoria de imprensa, como este trabalho é entendido nos Estados Unidos – fez uma seleção do que considerou seus melhores textos no ano.

Divirta-se.

Seu negócio vai mal? Contrata uma assessoria!

Quando o seu negócio vai mal, o que você faz? Muda procedimentos, busca ideias novas, troca pessoas?

Não! Você contrata uma empresa de relações públicas (as populares assessorias)!

Foi isso que a Associated Press (AP), a mais antiga agência de notícias em funcionamento, decidiu fazer.

Agora, sua marca será trabalhada pela Speed Communications, que tentará mostrar ao mundo a importância da velha escola de jornalismo.

É a saída fácil para qualquer crise. Resolve? Veremos.

Releasemania II, o ataque aos infográficos

Caiu do céu uma suíte para a discussão sobre “Releasemania”, que tivemos ontem: agora, as relações públicas (que alguns insistem em chamar de assessoria de imprensa) descobriram a infografia.

Já tem até quem mostre a maneira mais fácil de expor a sua mensagem usando pra isso a linguagem visual…

Etiquetando o jornalismo


Curti essa provocação de Tom Scott: e se a gente pusesse adesivos nas matérias publicadas pelos jornais (sugiro uma versão eletrônica pra aplicar nos on-lines) com advertências do tipo “a pesquisa apresentada neste texto foi fornecida por uma assessoria de imprensa” ou “o jornalista não entende do assunto que está escrevendo”, entre outros?

Scott chama a etiquetagem de “tornar mais segura a leitura dos jornais”.

Todos os dias estamos fortemente expostos a receber essas etiquetas e, pelas circunstâncias em que produzimos nossos produtos, que atire a primeira pedra quem nunca passou por isso.

Atirou?

O que as assessorias de imprensa querem com a gente?

O que as agências (nome contemporâneo para os escritórios que gerenciam marcas, produtos e carreiras) querem com a gente, os jornalistas?

Fundamentalmente, duas coisas: nossa agenda e rede de relacionamentos e a habilidade de escrever coisas o mais parecidas possível com um texto jornalístico.

A combinação dos dois elementos é explosiva: sim, as assessorias de imprensa estão cada vez mais emplacando textos ipsis litteris, em boa medida com a colaboração do jornalismo on-line _este ente enfermo, sucateado e desprezado, que por falta de mão de obra acaba, deliberadamente ou por ineficiência, refém dos releases nossos de cada dia.

Até nos Estados Unidos, onde o trabalho nas agências sempre foi coisa de relações públicas (e eu repito: pra mim, assessoria de imprensa é coisa de relações públicas mesmo), cresceu a quantidade de coleguinhas empregados no negócio.

Entre 1980 e agora, subiu em 60% o número de jornalistas que trabalham em assessorias de imprensa (ao mesmo tempo em que as redações enxugaram em 40% seus quadros).

A leitura clara é que os negócios, não as notícias, estão pautando o jornalismo.