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Jornalista que não gosta de notícia

Pesquisa do grupo norte-americano Arketi sobre os hábitos on-line de jornalistas aponta que 98% dos coleguinhas usam a rede para ler notícias. Até aí, óbvio.

O que eu queria saber de verdade é se os 2% que não fazem isso se consideram mesmo jornalistas.

Infelizmente, a profissão anda muito ruim porque bastante gente recém ingressada na profissão simplesmente não gosta de jornalismo, mas de um assunto específico tratado por ele.

No esporte, isso é bem frequente: a turma gosta de futebol, não de notícia.

Aí não dá, né galera?

A ciência do jornalismo, de Otto Groth, agora em português

Uma boa novidade: o estudo mais importantes de Otto Groth sobre teorias do jornalismo foi traduzido para o português.

O Poder Cultural Desconhecido: fundamentos da Ciência dos Jornais“, da Editora Vozes, tem tradução de Liriam Sponholz e prefácio de Eduardo Meditsch.

Trata-se da obra em que Groth (que trabalhou como redator e chegou a dirigir um jornal alemão) se debruçou até a morte, em 1965, e que oferece uma visão esclarecedora sobre o papel do jornalismo impresso.

Imperdível.

 

Armadilhas da colaboração na rede

Investigação jornalística. É essa receita de Julien Pain para evitar que falsas notícias acabem indo parar nas páginas do Observers, site colaborativo francês.

Chato, mas sempre tem alguém usando o jornalismo participativo para tentar trapacear, seja enviando uma foto não original ou, ainda pior, um relato fraudulento.

No caso de quem trabalha no dia a dia com mídia social, monitorar o que as pessoas estão dizendo na rede pode significar minutos preciosos na antecipação de um acontecimento _desde, claro, que ele seja verídico.

Identificar o autor da informação, contextualizá-la e organizá-la são algumas dicas da Slate francesa para evitar barrigas vindas das redes sociais.

Outro aspecto bacana é o técnico: descobrir informações sobre imagens postadas (e isso não é muito difícil mesmo sem ferramentas pagas) pode, por exemplo, revelar uma data que inviabilizaria a associação com uma determinada notícia.

O jornalismo cidadão não morreu

A academia trocou o estudo do jornalismo cidadão pelo de mídias sociais (onde as pessoas também fazem jornalismo cidadão), mas isso não significa que a participação do público no processo de apuração, análise e difusão de notícias tenha entrado em declínio.

Trabalho recente do Open Society Media Program, a cargo da pesquisadora Nadine Jurrat, reforça o papel de democratização que  meio digital e avanço tecnológico  vêm jogando atualmente.

Mapping Digital Media: Citizen Journalism and the Internet.

Escrevemos títulos para as pessoas ou para o Google?

Grande provocação da amiga Silvia Cobo: escrevemos títulos para as pessoas ou para as máquinas de busca?

O SEO (otimização de mecanismos de pesquisa) se transformou numa minipraga do jornalismo on-line. A ponto de determinar, em muitas oportunidades, quais palavras devemos usar.

Nada jornalístico.

Uma ideia sobre a audiência de blogs no Brasil

A Boo-box, que se especilizou em exibir publicidade personalizada em sites, acaba de divulgar um estudo com algumas tendências sobre a audiência de blogs no Brasil.

Para observar com cuidado _além do óbvio interesse comercial, o levantamento admite ter monitorado apenas 15 mil páginas deste tipo publicadas no país, o que é ínfimo perto de seu universo.

Perspectivas da pesquisa em comunicação digital, o livro

O livro “Intercom Sul 2010: perspectivas da pesquisa em comunicação digital”, com textos de 31 pesquisadores brasileiros, já está disponível para download.

Ainda não tive tempo de avaliar a obra (são mais de 600 páginas!), organizada pelos colegas Maria Clara Aquino (Ulbra), Adriana Amaral (Unisinos) e Sandra Montardo (Feevale).

O trabalho é resultado da Divisão Temática Comunicação Multimídia e do grupo de Comunicação e Multimídia do Intercom Júnior do XI Intercom Sul, que aconteceu em maio do ano passado, na Feevale.

Para degustar com calma, num domingo, vai bastante bem.

A importância de figurar nos primeiros resultados da busca do Google

Estudo conduzido por Daniel Ruby, da consultoria Chitika, finalmente deu dimensão ao que já se sabia: a importância de figurar nas primeiras posições da busca no Google.

O levantamento mostra que 34% de todo o tráfego do site vem do primeiro resultado da pesquisa, praticamente o dobro do registrado no segundo. Isto é, mais de 50% da audiência do Google acontece porque as pessoas clicam no primeiro e segundo resultados de uma busca.

Daí dá para entender perfeitamente porque empresas como a J.C.Penney trapaceiam para ter uma melhor posição no site.

Incrível, mas aparentemente real: 100% dos brasileiros conectados estão em redes sociais

Pesquisa do Ibope realizada em setembro em 11 regiões metropolitanas do Brasil confirma dado impressionante que a Nielsen já tinha detectado: praticamente todos os internautas do país acessam redes sociais _a fatia das classes A e B somadas é idêntica à da C, 45% (10% desse público pertence às faixas C e E).

Apresentação de Juliana Sawaia resume o poder de penetração dos sites de relacionamento em nossas paragens. Realmente impressionante.

A ressurreição da TV

Saiu o Global Media Habits versão 2010, um estudo coordenado por Greg Lindsay que a cada ano tem se mostrado mais útil para ajudar a compreender alguns fenômenos da tecnologia e da comunicação.

Por exemplo, a pesquisa mostra que o planeta está comprando aparelhos de TV como nunca e assistindo mais à programação que eles oferecem _a média mundial é de três horas e 12 minutos.

Ou seja: mesmo com a internet, estamos vendo mais TV, como comentei nesta semana em podcast na Folha (o áudio começa com um comentário sobre a estranha relação entre WikiLeaks e Twitter).

Ainda sugiro mais, mas faltam dados para atestar: que a web está ajudando decisivamente a TV a recuperar audiência e  prestígio.

Futebol, reality shows e novelas são os programas mais atraentes para os telespectadores, uma coincidência com a internet, onde estes assuntos capitaneiam o interesse do internauta.

Esse buzz se reflete nas redes sociais, lugar em que cada vez mais as pessoas falam do que estão vendo no sofá da sala.

A pesquisa aponta ainda a incrível expansão dos dispositivos móveis (no Brasil, 32% da população tem PC, enquanto 86% possui um celular).

O estudo completo custa US$ 249.