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Eleições e credibilidade de meios

Em ano de eleição, as pessoas acreditam no noticiário?

Veja infográfico e descubra.

O resultado pode não ser dos melhores para a mídia impressa, mas ao menos a rede social (onde se pratica disparado o pior jornalismo) está no final da fila.

O horário nobre do Twitter

O Scup avaliou uma base de 36 milhões de tweets em 2011 para concluir que o horário nobre do Twitter no Brasil é  entre 14h e 15h, de segunda a sexta. Veja mais dados abaixo.

Escândalo de escutas ilegais reabre discussão sobre controle da mídia no Reino Unido

Como era de se esperar, o escândalo de escutas ilegais (e outras cositas más) perpetradas por veículos do grupo NewsCorp, de Rupert Murdoch fez recrudescer, na Inglaterra, a discussão sobre o controle da mídia.

Stephen Coleman, professor de comunicação política na Universidade de Leeds, aborda o aspecto de responsabilidade da mídia, mas abre uma avenida que pode transformar o mero controle: que a nova regulamentação se preocupe ainda em capacitar jornalistas e investir em pesquisas sobre ética e procedimentos.

“Não há nenhuma habilidade específica para se tornar um jornalista, mas padrões básicos que precisam estar no foco”, diz ele.

Como os fotógrafos passam seu tempo

O levantamento não é só com fotojornalistas, mas o mais interessante do gráfico abaixo é que ele confronta a visão do público com a realidade. Os leigos sempre acham nossa profissão glamourosa e de dolce far niente…

O potencial do mercado digital

Estudos divulgados na semana passada mostram o crescimento e a fragmentação do mercado digital no ambiente móvel (seja em smartphones ou tablets).

O potencial de crescimento em alguns casos é notável _como o fato de 80% dos leitores ainda lerem revistas em seu suporte original, ou seja, o papel.

Para irmos repensando nossas estratégias…

Jornalista que não gosta de notícia

Pesquisa do grupo norte-americano Arketi sobre os hábitos on-line de jornalistas aponta que 98% dos coleguinhas usam a rede para ler notícias. Até aí, óbvio.

O que eu queria saber de verdade é se os 2% que não fazem isso se consideram mesmo jornalistas.

Infelizmente, a profissão anda muito ruim porque bastante gente recém ingressada na profissão simplesmente não gosta de jornalismo, mas de um assunto específico tratado por ele.

No esporte, isso é bem frequente: a turma gosta de futebol, não de notícia.

Aí não dá, né galera?

A ciência do jornalismo, de Otto Groth, agora em português

Uma boa novidade: o estudo mais importantes de Otto Groth sobre teorias do jornalismo foi traduzido para o português.

O Poder Cultural Desconhecido: fundamentos da Ciência dos Jornais“, da Editora Vozes, tem tradução de Liriam Sponholz e prefácio de Eduardo Meditsch.

Trata-se da obra em que Groth (que trabalhou como redator e chegou a dirigir um jornal alemão) se debruçou até a morte, em 1965, e que oferece uma visão esclarecedora sobre o papel do jornalismo impresso.

Imperdível.

 

Armadilhas da colaboração na rede

Investigação jornalística. É essa receita de Julien Pain para evitar que falsas notícias acabem indo parar nas páginas do Observers, site colaborativo francês.

Chato, mas sempre tem alguém usando o jornalismo participativo para tentar trapacear, seja enviando uma foto não original ou, ainda pior, um relato fraudulento.

No caso de quem trabalha no dia a dia com mídia social, monitorar o que as pessoas estão dizendo na rede pode significar minutos preciosos na antecipação de um acontecimento _desde, claro, que ele seja verídico.

Identificar o autor da informação, contextualizá-la e organizá-la são algumas dicas da Slate francesa para evitar barrigas vindas das redes sociais.

Outro aspecto bacana é o técnico: descobrir informações sobre imagens postadas (e isso não é muito difícil mesmo sem ferramentas pagas) pode, por exemplo, revelar uma data que inviabilizaria a associação com uma determinada notícia.

O jornalismo cidadão não morreu

A academia trocou o estudo do jornalismo cidadão pelo de mídias sociais (onde as pessoas também fazem jornalismo cidadão), mas isso não significa que a participação do público no processo de apuração, análise e difusão de notícias tenha entrado em declínio.

Trabalho recente do Open Society Media Program, a cargo da pesquisadora Nadine Jurrat, reforça o papel de democratização que  meio digital e avanço tecnológico  vêm jogando atualmente.

Mapping Digital Media: Citizen Journalism and the Internet.

Escrevemos títulos para as pessoas ou para o Google?

Grande provocação da amiga Silvia Cobo: escrevemos títulos para as pessoas ou para as máquinas de busca?

O SEO (otimização de mecanismos de pesquisa) se transformou numa minipraga do jornalismo on-line. A ponto de determinar, em muitas oportunidades, quais palavras devemos usar.

Nada jornalístico.