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Seria o fim da modinha do paywall?

San Francisco Chronicle e Dallas Morning News vão remover seus paywalls – no caso do primeiro, erguido há menos de quatro meses. Estaria acabando a modinha da cobrança por conteúdo generalista na internet?

Talvez não, pondera Paul Gillin. O fracasso dessas experiências revelaria, no mínimo, que o modelo de paywall não serve para todos os veículos.

Nunca é demais lembrar que a prática é uma simplificação da monetização por conteúdo premium, quando uma pequena parcela da audiência é convidada a pagar por conteúdos eseciais. No paywall, todo mundo é solicitado a meter a mão no bolso, o que pode não se revelar uma boa estratégia.

A moda do paywall

O paywall será o grande personagem do jornalismo em outras plataformas (que não a impressa) em 2013. Até o Politico, projeto pioneiro sem fins lucrativos nos EUA, vai testar o modelo.

Ressuscitado num movimento exponencial de jornalões como The New York Times e Folha de S.Paulo, a cobrança por conteúdo web e móvel tem dado sinais auspiciosos de que seus críticos (entre os quais me incluo com orgulho) provavelmente se equivocaram.

Paul Gillin discorre mais sobre o tema num texto obrigatório para quem tenta entender a mudança do ecossistema informativo.

Notícias do pós-jornalismo industrial

C.W.Anderson, Emily Bell e Clay Shirky assinam um importante artigo/manifesto [PDF] recém divulgado pela Universidade de Columbia (EUA) que analisa o que os autores chamam de “adaptação do pós-jornalismo industrial” ao avanço tecnológico.

O estudo (sim, há entrevistas com profissionais e amadores) parte de cinco premissas: 1) O jornalismo é relevante (mas os autores pontuam que nem todo jornalismo é); 2) O bom jornalismo sempre foi subsidiado; 3) A internet destruiu o modelo de financiamento publicitário; 4) Reestruturação dos processos é um movimento obrigatório; 5) Há várias oportunidades de fazer bom trabalho de formas diferentes.

O paper é focado no jornalismo praticado nos EUA (por exemplo, decreta a falência do modelo de paywall e micropagamentos, que mal começou a ser testado por aqui) e faz um movimento ousado no sentido de tirar o New York Times do bojo da discussão. Assim, o jornalão é enquadrado numa categoria com um único integrante: o New York Times.

A exceção é importante para que trabalhos como Snow Fall, que consumiram seis meses e o suor de 17 profissionais, não passe à posteridade como um modelo do que deve ser feito pelas novas gerações.

O respiro dos impressos nos EUA

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Na mesma edição em que sugeriu a demissão do ministro da Fazenda, Guido Mantega, a The Economist trouxe boas notícias para o jornalismo impresso: sim, os paredões porosos de informação on-line (aqueles que dão acesso a um determinado número de artigos antes de cobrar o usuário), aparentemente, estão funcionando.

Nos EUA, números positivos estão impactando o faturamento de tradicionais veículos em papel – o investimento na web está subindo e, de certa forma, compensando a queda da publicidade em papel.

Mas há outra coisa muita boa no horizonte: os paywalls estariam diminuindo a dependência dos jornais com relação à publicidade. No New York Times, por exemplo, a circulação já responde por 47% do faturamento.

Essa sim é uma novidade muito bem-vinda – é o único caminho rumo à tal ‘independência’.

PS – Na Europa, maior mercado mundial de jornais, as notícias não são das melhores.

Novidades sobre o paredão do conteúdo pago

Excelente texto de Mathew Ingram para se atualizar sobre a questão do paywall – o paredão de conteúdo pago -, agora mais em voga do que nunca.

Modelo aberto do Guardian é um fracasso, diz jornalista

Autora do livro “The Revolution will be Digitised”, Heather Brooke se desencantou com o modelo “open journalism” do Guardian, antes saudado por ela própria como a salvação do ofício.

Significa que Brooke pulou o muro em direção aos defensores dos paywalls, a cobrança por conteúdo em meios on-line – um dilema de nossa era, cobrar ou não cobrar.

“É um modelo de negócios fracassado, as notícias não são de graça”, decretou a jornalista e escritora.

É por isso que o modelo poroso, que permite uma quantidade definida de acessos antes de mandar a conta, parece ser o mais equilibrado e passível de promover o necessário ajuste de relações consumidor-mídia no que diz respeito sobre o valor de nosso trabalho.

Cobrar por conteúdo? Não, obrigado, diz Washington Post

Num momento em que o tabu do conteúdo pago de alguma forma tem sido enfrentado por veículos que em maior ou menor escala puseram a registradora para funcionar, o ombudsman do Washington Post vai na contramão e diz que, se fosse para fazer uma previsão, o jornal jamais irá cobrar pelo acesso à sua página on-line.

Um paywall que funciona

Dados divulgados pelo NYTimes dão conta de que a cobrança por conteúdo esquematizada pela companhia está funcionando: as assinaturas full (jornal impresso + acesso integral ao site) cresceram 15% desde a implantação do sistema.

Aparentemente, oferecer o conteúdo on-line como um plus é a visão mais inteligente do que deve ser um paredão do conteúdo pago _do qual, via de regra, sou crítico feroz.

Neste caso, ao mesmo tempo dá-se uma sobrevida ao produto papel, tão combalido.

Assim, usuários mais “fanáticos”, digamos, pagam por todos os outros que seguem ingressando de graça no veículo via buscas no Google.

Multiassinatura mascara cobrança on-line

O conceito de multiassinatura pode mascarar a cobrança pelo conteúdo on-line.

A Time, por exemplo, agora oferece um pacote que inclui impresso, site e aplicativos.

Quem não pagar, vai ler a revista na web com três semanas de atraso.

Notícias sobre o paywall do NYT

Já são quase 300 mil pessoas pagando para acessar o The New York Times na web. Estes resultados podem estar colocando em xeque algumas “certezas” sobre a cobrança on-line.