Aos 190 anos, o jornal inglês The Guardian está resgatando diariamente pérolas de seu valioso arquivo.
Uma contribuição valiosa para a memória e registro do jornalismo impresso.
Aos 190 anos, o jornal inglês The Guardian está resgatando diariamente pérolas de seu valioso arquivo.
Uma contribuição valiosa para a memória e registro do jornalismo impresso.
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Com a tag arquivo, história, jornalismo impresso, papel, The Guardian
Impressionante este dado: um leitor da edição impressa do New York Times vale 228 vezes o usuário on-line.
O cálculo da Business Insider leva em conta o que cada um paga anualmente em assinatura _e quanto significa em termos de retorno de publicidade.
Há um publisher brasileiro de um grande jornal que não se cansa de dizer que o impresso ainda é a galinha dos ovos de ouro.
A movimentação do mercado publicitário rumo à internet, consistente, parece não ameaçar o impresso. Nem deve: quando falamos de veículos que estão em ambas as plataformas, o que acontece é agregar receitas, não dividir.
É uma lógica simples ainda não compreendida por muita gente que vê o on-line como um inimigo do papel _quando eles são absolutamente complementares.
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Com a tag Business Insider, faturamento, impresso, jornalismo on-line, NYT, papel, publicidade, the new york times
Há quantos anos estamos falando em declínio de produtos jornalísticos impressos, em detrimento do on-line?
Bem, mostrar dados sem fazer previsões ainda vale. É a qualidade do megagráfico abaixo, que aponta o quanto o papel perdeu em mercado (nos EUA, bem entendido).
Válido.
Há dez anos, Dick Brass (que foi executivo de Microsoft e Oracle, entre outros) previu que a última edição em papel do The New York Times seria rodada em 2018.
Normalmente palpites desse tipo estão fadados ao fracasso, mas ao menos suscitaram (no caso do NYT) uma onda de paródias e brincadeiras bem divertidas…
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Com a tag 2018, crise, Dick Brass, jornalismo impresso, NYT, papel, previsão, the new york times
Simplesmente saborosa a descoberta do repórter Jailton de Carvalho, de O Globo, que revelou em sua edição de ontem o patético relatório produzido em 1972 por arapongas da Aeronáutica intitulado “Elementos suspeitos no O Globo”.
Nele, agentes infiltrados no jornal relatam que “elementos agitadores e subversivos” vinham tomando conta de postos-chave na redação do periódico carioca.
Gente esquisita como um “comunista que tem a seu cargo ler todas as matérias e, se achar que não estão boas, manda o repórter reescrever, modificando-a a seu gosto”. Prazer, araponga, esse aí é um editor.
Em outro trecho de antologia, o serviço secreto estranha que houvesse “notícias divergentes” entre uma edição e outra do jornal. Meus caros espiões, sejam bem-vindos ao segundo clichê.
Óbvio que o relatório carrega a paranoia típica dos anos de chumbo, mas revela também que o jornalismo é mesmo quase impenetrável para os leigos.
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Com a tag araponga, ditadura, editor, espionagem, impresso, Jailton de Carvalho, jornal diário, O Globo, papel, segundo clichê, serviço secreto
Ok, está no bojo da disputa política entre o Grupo Clarín e o governo de Cristina Kirchner, mas a informação de que o periódico arrecada um milhão de pesos mensais (quase R$ 400 mil) com classificados eróticos reacende o debate sobre a exploração da prostituição pelo jornalismo.
Na Espanha, outra estimativa aponta que os meios amealhem 40 milhões de euros anuais com este tipo de anúncio.
Aqui, onde não há restrições, alguns jornais fazem o possível para tentar evitar _mas é só dar uma passada de olhos pelos classificados para encontrar ofertas de sexo fácil.
É uma questão (mais uma) a ser encarada de frente pela profissão.
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Com a tag ética, Clarín, classificados, Cristina Kirchner, disputa, erótico, exploração, jornalismo impresso, papel, prostituição

Imperdoável a omissão deste site com relação à situação representada acima: a edição do argentino Clarín de 28 de março, um dia depois de um protesto sindical que impediu a circulação do mais tradicional jornal argentino (e um dos melhores e mais legais do mundo, em papel e na web).
São capas para a história _longe de serem inéditas, registre-se.
O mundo merece melhores jornalistas, é verdade. Mas governantes e sindicalistas democráticos são necessários também.
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Com a tag argentina, capa branca, censura, Clarín, Cristina Kirchner, jornalismo impresso, papel, protesto, sindicalismo
Esta história é mesmo incrível: o Voz de la Calle, da Espanha, contratou 40 profissionais (vários foram tirados de outras redações) que trabalharam por três semanas sem salário acreditando em sua proposta (“aglutinar a esquerda transformadora”).
Agora, a empresa anunciou que o plano gorou e que não terá pernas para uma aventura impressa (vai tentar uma sobrevida apenas on-line).
E os jornalistas, como ficam?
Publicado em Vida de jornalista
Com a tag jornalismo impresso, papel, Voz de la Calle
Excelente a lembrança do New York Times: entrevistar Claude Angeli, diretor de Redação do Le Canard Enchaîné, jornal semanal humorístico francês mas que também pratica a investigação _e dá belos furos de quando em quando.
O Canard foi uma de minhas leituras preferidas nos anos 80 e 90, durante as aulinhas de francês na Alliance da General Jardim.
Depois, veio a web, é justamente essa a matéria do NYT: o Canard só existe em papel (tá, até possui uma página, mas basicamente pra vender assinaturas e mostrar capas marcantes). Vai daí que sumiu do meu horizonte.
“Se a gente colocar nossas matérias na internet, quem vai comprar o jornal às quartas-feiras?, diz Angeli.
Materiaça.
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Com a tag Claude Angeli, jornalismo, jornalismo impresso, Le Canard Enchaîné, papel, the new york times
Ele já foi o jornal que emulou a linguagem televisiva (fator para seu sucesso nos anos 80 e 90), mas hoje amarga uma queda de circulação de 30% e está tentando se reinventar para sobreviver.
Outro dado impressionante: a publicação tem hoje metade das páginas publicitárias que tinha em 2005.
Saiba mais sobre a luta do USA Today (hoje o segundo jornal de maior circulação nos EUA) pela sobrevivência no relato da vibrante Esther Vargas em seu Clases de Periodismo.
Publicado em jornalismo visual, Sobrevivência na Rede
Com a tag circulação, crise, EUA, infografia, jornalismo impresso, papel, USA Today