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NYT divulga publicador na web em desenvolvimento

O The New York Times divulgou a versão demo da ferramenta de publicação que está desenvolvendo para a web.

Como de hábito, o código é aberto.

E depois ainda perguntam por que o jornal está anos-luz à frente dos outros também nos assuntos on-line.

O valor do leitor do papel versus o valor do usuário on-line

Impressionante este dado: um leitor da edição impressa do New York Times vale 228 vezes o usuário on-line.

O cálculo da Business Insider leva em conta o que cada um paga anualmente em assinatura _e quanto significa em termos de retorno de publicidade.

Há um publisher brasileiro de um grande jornal que não se cansa de dizer que o impresso ainda é a galinha dos ovos de ouro.

A movimentação do mercado publicitário rumo à internet, consistente, parece não ameaçar o impresso. Nem deve: quando falamos de veículos que estão em ambas as plataformas, o que acontece é agregar receitas, não dividir.

É uma lógica simples ainda não compreendida por muita gente que vê o on-line como um inimigo do papel _quando eles são absolutamente complementares.

Será o fim do NYT como o conhecemos hoje?

Há dez anos, Dick Brass (que foi executivo de Microsoft e Oracle, entre outros) previu que a última edição em papel do The New York Times seria rodada em 2018.

Normalmente palpites desse tipo estão fadados ao fracasso, mas ao menos suscitaram (no caso do NYT) uma onda de paródias e brincadeiras bem divertidas

Redes sociais e o medo de perder alguma coisa

Você sente a necessidade de checar seus perfis em redes sociais a todo instante e tem medo de perder algo importante, além de invejar a boa vida dos colegas que postam em sua timeline?

Você pode estar sofrendo de Fomo (“fear of missing out”), síndrome que tem assolado usuários da internet, como conta Jeena Wortham em interessante artigo no NYT replicado pelo Estadão.

 

Mais uma pensata sobre o paredão do conteúdo pago do NYT

Interessante leitura de Darmon Kiesow sobre o paredão de conteúdo pago erguido pelo New York Times em seu site: “a ideia não é proteger o impresso, mas promover a plataforma móvel”.

Vale ler.

NYT descreve as regras de seu conteúdo pago

Para o NYT, o paredão do conteúdo pago, instituído esta semana, é um “investimento” em jornalismo de qualidade.

Assinada pelo publisher do jornal, Arthur Ochs Sulzberger Jr, uma carta ao leitor publicada na edição impressa de ontem conta as regras deste novo jogo, entre elas o limite de visualização de 20 artigos gratuitos, por mês, para os usuários que não assinam o produto.

Vamos ver no que vai dar.

ATUALIZAÇÃO: O Tiago Dória comenta essas novidades com muito mais propriedade.

A importância de figurar nos primeiros resultados da busca do Google

Estudo conduzido por Daniel Ruby, da consultoria Chitika, finalmente deu dimensão ao que já se sabia: a importância de figurar nas primeiras posições da busca no Google.

O levantamento mostra que 34% de todo o tráfego do site vem do primeiro resultado da pesquisa, praticamente o dobro do registrado no segundo. Isto é, mais de 50% da audiência do Google acontece porque as pessoas clicam no primeiro e segundo resultados de uma busca.

Daí dá para entender perfeitamente porque empresas como a J.C.Penney trapaceiam para ter uma melhor posição no site.

Infográfico: a distribuição étnica nas cidades dos EUA

Em dezembro falei do trabalho de Bill Rankin, que em 2009 concebeu um infográfico dimensionando a distribuição das etnias na Chicago de 2000.

O NYT fez melhor agora, expandindo a visualização para cada canto do país com dados mais recentes.

Estou me divertindo comparando as duas Chicagos…

A revolução que o WikiLeaks não fez

Interessante o artigo de David Carr publicado originalmente no New York Times e reproduzido por jornais brasileiros ontem.

Não é verdadeira a percepção que de que a tática dos vazamentos empregado pelo site de Julian Assange seja uma revolução jornalística.

“Com o tempo, o fundador do site começou a compreender que o que norteia a cobertura dos eventos é a escassez e não a abundância”, escreveu Carr, um especialista em novas mídias e as mudanças que o avanço da tecnologia está trazendo ao jornalismo.

Há duas semana, num podcast, também falei um pouco sobre o modus operandi do WikiLeaks e saudei a união do que existe de melhor na nova mídia, justamente sua velocidade, com o melhor dos meios tradicionais, credibilidade e critério de edição.

Mas Carr agora põe os pingos nos is.