Há 40 anos, as mulheres eram apenas 40 dos 420 repórteres do NYTimes. Não havia nenhuma colunista, correspondente nacional, editorialista ou fotografa.
Home, o jornal tem Jill Abramson como diretora de redação.
Há 40 anos, as mulheres eram apenas 40 dos 420 repórteres do NYTimes. Não havia nenhuma colunista, correspondente nacional, editorialista ou fotografa.
Home, o jornal tem Jill Abramson como diretora de redação.
Publicado em Vida de jornalista
Com a tag discriminação, Jill Abramson, New York Times
Interessante o artigo de David Carr publicado originalmente no New York Times e reproduzido por jornais brasileiros ontem.
Não é verdadeira a percepção que de que a tática dos vazamentos empregado pelo site de Julian Assange seja uma revolução jornalística.
“Com o tempo, o fundador do site começou a compreender que o que norteia a cobertura dos eventos é a escassez e não a abundância”, escreveu Carr, um especialista em novas mídias e as mudanças que o avanço da tecnologia está trazendo ao jornalismo.
Há duas semana, num podcast, também falei um pouco sobre o modus operandi do WikiLeaks e saudei a união do que existe de melhor na nova mídia, justamente sua velocidade, com o melhor dos meios tradicionais, credibilidade e critério de edição.
Mas Carr agora põe os pingos nos is.
Publicado em Blogando, Sobrevivência na Rede
Com a tag apuração, David Carr, edição credibilidade, futuro do jornalismo, Julian Assange, New York Times, novas mídias, NYT, tecnologia, Wikileaks
Vazamento de informações sigilosas não estão apenas na ordem do dia da política brasileira, mas também do jornalismo internacional.
No momento, New York Times e Wall Street Journal, dois dos mais importantes jornais do mundo, estão em pé de guerra por causa de métodos nada éticos para obter informação _caso de alguns veículos de propriedade de Rupert Murdoch, dono do WSJ.
Permito-me reproduzir texto de Kenneth Maxwell publicado ontem pela Folha de S.Paulo. É o resumo da ópera.
“No mundo da mídia impressa, há uma batalha monumental em curso entre o “New York Times”, de Arthur Sulzberger, e o “Wall Street Journal”, de Rupert Murdoch.
Para Murdoch, o “New York Times” representa tudo o que ele mais odeia no jornalismo, e o empresário parece determinado a desafiar e a solapar o seu grande rival. Murdoch é notório pelas suas guerras jornalísticas, especialmente no Reino Unido, onde controla o “Times” e o “News of the World”. Mas a disputa entre o “Wall Street Journal” e o “New York Times” promete ser a maior das batalhas.
O mais recente episódio começou com uma reportagem investigativa de Don Van Natta Jr., Jo Becker e Graham Bowley, publicada pelo “New York Times” com o título “O ataque do tabloide: as escutas de um jornal londrino contra os ricos e famosos”.
A Scotland Yard identificou a origem de escutas usadas contra família real e chegou a Clive Goodman, antigo repórter judicial, e Glenn Mulcaire, antigo investigador particular, que também trabalhava para o jornal “News of the World”.
Os dois haviam obtido as senhas necessárias para ouvir as mensagens de voz dos príncipes Andrew e Harry. O “New York Times” alegou que repórteres do “News of the World” também invadiram as caixas de mensagens de voz de centenas de celebridades, funcionários do governo e astros dos esportes britânicos.
Tanto Goodman como Mulcaire foram demitidos e aprisionados. O “New York Times” acusou, no entanto, que a Scotland Yard não levou adiante as investigações sobre pistas que sugeriam que o “News of the World” estava conduzindo operações de escuta contra cidadãos de maneira rotineira.
O foco estreito da investigação permitiu que o “News of the World” e sua companhia controladora, a News International, de Murdoch, atribuíssem o caso às ações de um jornalista. Tanto Goodman como Mulcaire abriram processos contra o “News of the World” -os dois casos foram encerrados por meio de acordos extrajudiciais. O editor do “News of the World” no período em questão, Andy Coulson, também se demitiu. Hoje é diretor de comunicações na equipe do primeiro-ministro David Cameron.
A revista “Vanity Fair” afirmou nesta semana que assistir à disputa era como “ver uma briga entre os Corleone e a família Tenembaum”. Na segunda-feira, John Yates, comissário assistente da polícia londrina, disse que, “se surgirem novas provas, que justifiquem novas investigações, é isso o que faremos”.
Publicado em Blogando
Com a tag dados, investigação, jornalismo investigativo, Kenneth Maxwell, New York Times, NYT, sigilo, vazamento, Wall Street Journal, WSJ
Qual o segredo do New York Times para conceber algumas das peças de informação visual mais bem-sucedidas (ou seja, funcionais) da web global?
É o que conta o editor Steve Duenes neste vídeo, com direito a muito making of recapitulando o ponto alto da produção do jornalão (que acredita que a plataforma on-line será sua mais importante fonte de renda em dez anos).
Publicado em jornalismo visual, Vídeos
Com a tag infografia, infográfico, jornalismo visual, New York Times, Steve Duenes, vídeo, web
O New York Times está conversando com seus leitores sobre a decisão de cobrar por acesso ao conteúdo de sua edição on-line a partir de 2011.
Duas decisões sábias. A primeira, o diálogo, obrigatório _sempre. A outra foi dar prazo de um ano para que a drástica decisão (não recomendável a um jornal generalista) seja debatida e, isso espera o jornal, digerida.
O movimento do NYT foi ao mesmo tempo ousado e cauteloso. A guerra pela volta do muro do paredão pago, capitaneada por Rupert Murdoch, está mal começando. O próprio Murdoch adiou, em seus veículos, a entrada em vigor do pedágio.
Publicado em Sobrevivência na Rede
Com a tag cobrança por conteúdo, conteúdo pago, futuro do jornalismo, jornalismo on-line, New York Times, Rupert Murdoch
O The Nytpicker é um blog que sempre traz informações de insiders sobre o The New York Times, o jornal que todo mundo quer saber como funciona no duro _ou seja, nas internas.
A foto de uma redação vazia às 21h, que o blog tenta relacionar a mais um passaralho ocorrido recentemente no jornal, está provocando uma enorme polêmica por lá. Há quem diga que se trata da editoria de variedades, que não trabalha nesse horário.
Enfim…
Publicado em Altas imagens...
Com a tag crise dos jornais, demissões, New York Times, Nytpicker, Passaralho
O jornalismo financiado pelo público finalmente chegou à grande imprensa. Cerca de 100 doadores colaboraram com dinheiro para que se concretizasse reportagem de Lindsey Hoshaw, publicada pelo New York Times, sobre a catástrofe ambiental provocada pelo lixo numa região bem específica do Oceano Pacífico.
A proeza é do Spot.us, organização sem fins lucrativos que aposta na ideia de que os leitores são os maiores interessados no trabalho jornalístico e, logo, teriam interesse em bancar reportagens.
Foi a entidade, criada por Dave Cohn após ganhar uma bolsa de US$ 370 mil, quem intermediou a negociação com o Times e garantiu a publicação da matéria numa vitrine privilegiada.
O jornalão se interessou de imediato pela reportagem, mas, como sempre, desde que não metesse a mão no bolso.
É um grande dia para os que acreditam, como eu, em novos modelos de financiamento para o combalido jornalismo.
Publicado em Blogando, Sobrevivência na Rede
Com a tag Dave Cohn, futuro do jornalismo, jornalismo financiado, Lindsey Hoshaw, New York Times, Spot Us
O Multimidia Shooter descobriu o Guia Quentin Tarantino de bom conteúdo na web. Conteúdo jornalístico com J maiúsculo, diga-se.
Inspirado, o site lista nove trabalhos multimídia recém descobertos. Coisas finíssimas, como o projeto One in 8 Million do NYT, posteriomente replicado pelo Los Angeles Times. Perfis de moradores destas cidades. Simples e ótimo.
Ou o TCC de uma turma da Universidade da Carolina do Norte (onde leciona Alberto Cairo) nas Ilhas Galápagos, no Equador.
Entre as dicas há novos projetos, como o Videojournalism Movement.
É sério, vale olhar com tempo toda a lista.
Grandes grupos de mídia estão apostando no outsourcing (a boa e velha terceirização) para reduzir seus custos.
Agora é o The New York Times quem anunciou que recorreu a uma cooperativa de jornalistas para prover conteúdo específico para a edição regional de Chicago do jornalão.
Antes do NYT, o Los Angeles Times já tinha fechado um acordo com o ProPublica, uma ONG que produz jornalismo investigativo, para melhorar seu conteúdo.
É uma tendência. Parece que investigar, e o custo que isso provoca dentro da redação, vai gradualmente se tornando uma tarefa para gente de fora do dia a dia do jornal.
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Com a tag 233grados, futuro do jornalismo, jornalismo investigativo, New York Times, ONG, ProPublica

O brutal crescimento do tráfego marítimo no Brasil infografado pela edição de 18 de agosto de 1909 de O Estado de S. Paulo
O entendimento de que um infográfico deve usar conceitos de comparação e proporcionalidade é muito antigo, como prova gráfico publicado no jornal O Estado de S. Paulo na edição de 18 de agosto de 1909 (é o que você vê acima).
A relíquia está na web graças ao blog dos 100 anos que o jornal paulistano colocou no ar há semanas _e que poderia muito bem ser monetizado, desde que oferecido editado por temas e empacotado num outro formato. São poucos os conteúdos jornalísticos que podem ser cobrados na internet. Este é, certamente, um deles.
Chiqui Esteban, diretor de novas narrativas do jornal on-line espanhol La Informacion, notou que essa produção do Estadão de cem anos atrás era bem parecida com o que se publicava na imprensa de seu país 20 anos depois (imagem ao lado).
Daqueles para a moda do gráfico em ondas difícil de entender mas considerado brilhante por ter sido executado pelo New York Times não foi um pulo. Demorou. Muitíssimo.
Como não foi menos árdua a chegada a trabalhos como os que reconstituem o acidente com o voo 3054 da TAM, infográfico mais acessado da história do El Pais.
Contra este último, o uso de linguagem de videogame para espetacularizar a notícia. De informação, pouco _ou nada, se levar-se em conta a situação em que o infográfico foi ar, sem vídeos ou áudios complementares adicionados bem depois.
Velho ou novo, o importante é que o infográfico não perca seu sentido de existir: expor, com clareza, dados que facilitem a compreensão da notícia.
Publicado em Blogando
Com a tag chiqui esteban, Congonhas, El Pais, espetacularização da notícia, infográfico, infográfico em ondas, La Información, New York Times, O Estado de S. Paulo, TAM, voo 3054