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Jornalismo no Pinterest

Sete usos jornalísticos para o Pinterest segundo Margaret Looney. Cuidado com a dica “encontrar fotos para ilustrar artigos” – o jornalismo ainda se esquece do direito autoral, que não foi suprimido pela internet.

A trajetória das redes sociais de 1978 aos dias atuais

Agora em infográfico, a história das redes sociais desde 1978 e até o Pinterest.

Google+ na encruzilhada

“Ninguém quer outra rede social agora”, frase de um analista de mídias sociais citado pelo The Wall Street Journal, não é exatamente precisa para resumir o momento do Google+, outra incursão em mídia das pessoas da multiempresa de Larry Page e Sergei Brin.

Não é precisa porque o Pinterest (mural de cortiça eletrônico) provoca algum buzz no momento em que a rede do gigante das buscas estagnou em 90 milhões de usuários que pouco fazem por lá – um script que lembra o finado Wave, iniciativa da mesma empresa.

Dados da Comscore dão conta que em janeiro (só nos EUA, e sem levar em conta o acesso móvel, o que tornaria o placar ainda mais vexaminoso), os usuários passaram em média meros três minutos mensais no Google+ (contra 405 no Facebook, 89 no Tumblr e, pasmem, 88 no bebezinho Pinterest).

Sem participação ativa dos usuários, não há site de rede social que sobreviva. Que digam os anunciantes.

Portas fechadas, um padrão em redes sociais

A maioria dos perfis no Facebook não é público, mas fechado a grupos de amigos. É o que diz o Pew Research Center num trabalho divulgado na sexta-feira.

Não chega a ser propriamente uma novidade, mas sua quantificação (o cadeado da privacidade chega a 60% dos perfis entre pessoas de 30 a 49 anos) nos dá uma noção exata de quem é mais “aberto” à vida em rede social – sujeita à intervenção de pessoas que nada têm ver com as relações físicas.

Qual a definição de mídia social?

Sistemas digitais que permitem às pessoas, identificadas em perfis, compartilhar informação.

É esta a definição de mídia social que a professora Mindy McAdams detalha num post bastante interessante de seu obrigatório Teaching Online Journalism.

Conheça as instalações do Linkedin

Não é só o Facebook: o Linkedin, primeiro site de rede social a abrir seu capital na bolsa de valores, também oferece videogames e jogos de mesa a seus funcionários.

Nunca é demais dizer que o Google, precursor desse ambiente lúdico, tem reduzido paulatinamente esse tipo de espaço em suas instalações globais.

(A dica é do Clases de Periodismo).

Pinterest já influencia o webdesign

O furor do Pinterest continua: a rede social de compartilhamento de imagens e links já está influenciando no design de publicações em linha.

A rede social matou o flâneur on-line, diz Morozov

Muito boa a analogia de Evgeny Morozov no caderno Link, de O Estado de S.Paulo, de hoje: a forma como a internet está estruturada neste momento (a entronização da mídia social) matou o flâneur on-line, ou seja, aquele que surfava (lembra do termo?) pela rede em busca de lugares fantásticos.

É como ocorreu com Paris, cujas mudanças urbanísticas no século 19 mataram o flâneur que caminhava pela cidade, formada por estreitas ruas medievais que deram lugar a largas avenidas e grandes praças.

Morozov, diga-se, é odiado pelos libertários da web pelo livro A desilusão da rede: o lado obscuro da liberdade on-line, que tem como único pecado o pessimismo em excesso.

Conheça o Pinterest, sua próxima rede social

Inspirado naqueles antigos quadros de cortiça onde pregávamos fotos (quem é mais novo se lembra disso, meu deus?), o Pinterest é mais uma rede social surgindo no cenário – seu número de usuários já cresceu 145% em 2012.

Aparentemente, é um ambiente mais feminino, embora não hajam números que sustentem essa percepção.

A propósito, o jornalismo já está lá (casos do New York Times e do The Guardian, para ficar apenas em dois exemplos).

E o babado forte é que um tal Mark Zuckerberg criou um perfil por lá – ainda que não se ateste que se trata do verdadeiro Mark.

Outros dados, via Mashable, estão no infográfico abaixo.

Quanto vale (e quanto valerá) o Facebook

Interessante o ponto da The Economist, que alçou a abertura de capital do Facebook a capa da edição desta semana e, numa boa análise (tirando o nariz de cera), apresentou o xis do problema.

Assim como Microsoft, nos primórdios da era da internet, e Google, agora, a publicação lembra que é inevitável que o negócio de Mark Zuckeberg seja alvo de questionamentos judiciais por conta de questões relacionadas a privacidade (o que os anunciantes do site fazem com nossos dados mesmo?)  e, especialmente, monopólio.

Com uma carteira de um bilhão de clientes, não fazer negócios com a rede social está se tornando impossível. E as autoridades antitruste americanas odeiam esse tipo de comerciante.

Assim, naturalmente a empresa sofrerá abalos (e talvez um redimensionamento forçado) a partir do momento em que ela passar a ser fustigada judicialmente como gente grande – que já é faz tempo.