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Acomodação nas redes sociais

Será que, após tanto barulho, as coisas finalmente estão se acomodando nos sites de rede social, bombados por uma falsa percepção de que o mundo todo está ali falando sobre os assuntos que realmente importam?

Estagnado, o Twitter não representa mais o drive de audiência de outrora e, agora, a General Motors – um dos maiores anunciantes do mundo – avisa que deixará de promover seus produtos pagando ao Facebook porque essas ações simplesmente não ajudam a vender carros de verdade.

Um estudo quantifica o tamanho da encrenca: só 3% dos usuários da rede clicam em banners publicitários.

É o momento de se discutir o velho mantra de que essas ferramentas servem, para as marcas, como instrumentos de relacionamento – e a longo prazo, coisa que a urgência por cliques ou o ROI (retorno do investimento) publicitário, positivamente, não estão a fim de esperar.

Para entender as mídias sociais

Não indiquei aqui, por omissão, o volume dois de “Para entender as mídias sociais”, organizado pela dupla colega (pesquisadora e jornalista) – e, mais importante, amiga – Ana Brambilla.

Faça o download agora!

Dicas para verificar a autenticidade de conteúdo publicado em mídia social

O Poynter (o centro de estudos de jornalismo que tem um jornal) fez uma compilação, a cargo de Craig Silverman, sobre verificação de conteúdo em redes sociais – principal matéria-prima do jornalismo cidadão.

São ao todo oito links com procedimentos de grandes empresas de comunicação (como BBC e CNN) e ouras dicas valiosas. Divirta-se.

Será que todo mundo está falando disso mesmo?

Redes sociais 'falam muito', expressão notabilizada pelo técnico corintiano Tite

Quem usa as redes sociais “para substituir a realidade não aumenta o seu capital social. Pelo contrário, pode mesmo sentir o isolamento típico de um peixe que contempla o mundo através do vidro do aquário.”

Apoiado, João Pereira Coutinho (autor da frase acima).

Mais: achar que os sites de redes social são a representação fidedigna da humanidade é um erro grotesco.

Não, o mundo não está (apenas) falando do que reverbera nas redes. Elas são só um pedaço (que pode eventualmente ser o mais relevante) dele. E tudo forrado de mentiras, mobilizações artificiais e ativismo.

Preocupe-se com o que estão falando nas redes, mas dê atenção ao que falam diretamente para você nos canais de participação do seu produto jornalístico.

É, basicamente, o resumo de minha participação no 1º Seminário de Redes Sociais do Comunique-se, quinta-feira passada, em São Paulo (os slides da apresentação estão disponíveis on-line).

Londres quer proibir torcedores de compartilhar a Olimpíada em redes sociais

Atenção, surgiu mais uma iniciativa fadada ao fracasso: o comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Londres pretende impedir que o público pagante do evento limite o registro de fotos, vídeos e áudios à esfera “doméstica e privada”.

O contrato que rege a venda de ingressos cita expressamente o veto à distribuição em sites de redes sociais “e na internet de forma geral” de qualquer conteúdo captado “em ambiente olímpico”.

Veja, não será proibido filmar ou fotografar – mas sim compartilhar esse material.

Com quase 6 milhões de entradas para eventos em 26 modalidades, eu me pergunto como alguém acha que é possível controlar de que forma se dará o armazenamento do registro feito pelas pessoas.

Por mais que YouTube e Facebook (só para citar os dois canais mais óbvios e pops de escoamento da produção das pessoas) montem um exército para excluir material indesejado pelos proprietários dos direitos da competição – e eles irão, já há acordos nesse sentido com o Comitê Olímpico Internacional -, mais uma vez será uma disputa de gato e rato. E o vencedor já sabemos todos quem será.

É 2012 e ainda não entendemos que a rede e seu poder de compartilhamento são incontroláveis?

Mídia social e os falsos furos

Um bom gráfico sobre notícias e mídia social. E a constatação inevitável: cerca de 50% das pessoas que acreditaram em “furos” dos sites de rede social descobriram, depois, que aquela notícia era falsa.

As marcas e as redes sociais

Uma comparação entre Google+ e Facebook.

O Facebook e seus 834 milhões de filhos

O Facebook está abrindo o bico, já percebeu?

Diariamente, o tempo todo, atualizações, likes e comentários desaparecem momentaneamente. Posts publicados simplesmente caem no vazio para ressurgir horas depois, como se fossem recém-publicados.

Na timeline, datas de nascimento (ou lançamento de produtos, no caso das fan pages) foram alteradas aleatoriamente e nem sempre restauradas. Virou rotina publicar e não ver a atualização. Repetimos a operação e, surpresa: de repente você começa a enxergar dobrado.

Sustentar 834 milhões de bocas tem um preço.

Um homem no banheiro feminino

Duas anotações pessoais sobre o enfant terrible da hora dos sites de rede social, você me permite?

1) O Pinterest combate bravamente a ditadura do texto. Ali o contato com as pessoas que te seguem ou por você são seguidas é absolutamente dispensável. A comunicação se dá por meio de imagens.

Trocam-se escassas palavras, e na verdade o que você tem a dizer em texto pouco importa. Sua reputação é proporcional ao seu senso estético. Subjetivo.

Fazia falta uma rede onde falar com pessoas não é o foco.

2) Para um homem, acessar o Pinterest equivale a entrar no banheiro feminino. E é ótimo, passa a (falsa) impressão de que invadimos a cabeça das mulheres e entendemos seu mundo – ainda que enquanto elas olham cabelo, look e sapato, cobiçamos sex appeal, bunda e peito. Também gosto do Pint porque ele me dá a sensação de que sou o intruso espada do Saia-Justa, uma antiga aspiração.

O site pinta como um ponto de encontro estético bem simpático, sem chatices inerentes aos sites de mídia social que têm o texto – e nosso brilhante pensamento vivo – como principal funcionalidade.

Como os sites de mídia social ganham dinheiro

Um infográfico para tomar com cuidado (há dados de origem não confirmada), mas algo é algo…