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O destino da estante

Ruy Castro está certo: enquanto perdemos horas e horas discutindo o futuro do papel (e de seus produtos derivados, como o jornal e o livro), o escritor está preocupado mesmo é com o destino da estante.

“Vão-se guardar tablets, Kindles ou e-readers em estantes?”.

Muito bom.

Livro debate o jornalismo comunitário

A Unesco disponibilizou na rede, de graça, o livro Community Media: A Good Practice Handbook, organizado por Steve Buckley.

A obra, focada em rádio, se debruça sobre experiências de jornalismo comunitário. Vale a pena dar uma passada de olhos.

Ensaio sobre o monitoramento de mídias sociais

O e-book “Para Entender o Monitoramento de Mídias Sociais” acaba de ser publicado na rede.

Organizado pelo pesquisador Tarcízio Silva, reúne o trabalho de 25 colegas que têm discutido o avanço da mídia social no dia a dia de empresas e cidadãos.

O manual de redação do camarada Kim Jong-il

O Columbia Journalism Review resenhou, a colega Dorrit Harazim repercutiu: o imperdível manual de redação redigido pelo próprio Kim Jong-il, o ditador da Coreia do Norte recém falecido.

“O grande guia dos jornalistas”, por sinal, está à venda na Amazon.

Só acredite lendo.

Comunicação, Linguagem e Inovações Midiáticas

O livro “Comunicação, Linguagem e Inovações Midiáticas”, organizado por Adriano Gomes e José Zilmar, já está disponível para download.

O e-book é da lavra da Base de Pesquisa Comunicação, Cultura e Mídia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

A abordagem vai do denso ao pop _há até artigo sobre o Big Brother Brasil.

A conferir.

Mais livros de comunicação para baixar de graça

Mais um repositório que é interessante dar uma olhada: 30 livros de comunicação prontos para download, aproveite.

O cara que desmascarou o Creative Commons

Robert Levine, ex-editor das revistas “Wired” e “Billboard”, é o novo integrante da cruzada contra o conteúdo “surrupiado” na internet.

Mas seu livro “Free Ride: How Digital Parasites are Destroying the Culture Business, and How the Culture Business Can Fight Back” traz uma contribuição de verdade ao debate.

Nele, Levine faz jornalismo e, em sua apuração, descobre que entidades incensadas como libertárias (caso do Creative Commons) são patrocinadas pela indústria de tecnologia _a principal interessada em compartilhar conteúdo sem desembolsar nada pelo direito autoral.

“Não sei se vender o conteúdo vai funcionar, mas sei que distribuí-lo de graça na internet não vai”, disse Levine em entrevista à Folha de S.Paulo.

Vem cá, existe mesmo uma ciberdemocracia?

O livro “A territorialidade e a dimensão participativa na ciberdemocracia”, de Marcia Carvalhal, já está disponível para download.

A obra introduz o conceito de ciberterritório “como sendo o produto das relações obtidas da hibridez dos espaços físicos e virtuais com interface das tecnologias digitais, que, ao propiciarem uma arquitetura de participação jamais vista em qualquer outra fase da história, podem estar permitindo o alargamento da participação democrática”.

Tudo bem, mas o espaço físico e virtual é absolutamente o mesmo. E (isso ainda carece de uma investigação científica mais aprofundada) participação democrática, positivamente, não é o que a vida conectada parece oferecer.

Ao contrário, a internet tem se revelado o palco da intolerância e da ausência de diversidade de opiniões. Quem se atreve a enfrentar isso é massacrado.

Além disso, os personagens na rede ainda são muito restritos  (no Brasil, só 74 milhões acessam a rede).

Que democracia é essa?

 

A ciência do jornalismo, de Otto Groth, agora em português

Uma boa novidade: o estudo mais importantes de Otto Groth sobre teorias do jornalismo foi traduzido para o português.

O Poder Cultural Desconhecido: fundamentos da Ciência dos Jornais“, da Editora Vozes, tem tradução de Liriam Sponholz e prefácio de Eduardo Meditsch.

Trata-se da obra em que Groth (que trabalhou como redator e chegou a dirigir um jornal alemão) se debruçou até a morte, em 1965, e que oferece uma visão esclarecedora sobre o papel do jornalismo impresso.

Imperdível.

 

Uso de dados, uma ciência

A editora de Tim O’Reilly (ok, não vou dizer mais uma vez que ele foi o criador do detestável, marketeiro e pouco elucidativo termo “web 2.0″) acaba de disponibilizar gratuitamente o livro Big Data Show, que já pode ser descarregado.

Mais do que transformar dados em produto (uma obsessão de Tim e que também diz respeito ao jornalismo), a obra analisa  a ciência que está por trás da coleta, da organização e da apresentação de dados.

Altamente recomendável.