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Castelinho, o colunista

Carlos Castelo Branco, o Castelinho, foi provavelmente o maior colunista de política do jornalismo brasileiro. Vale a pena ver o especial produzido pela TV Brasil para contar a história do profissional que, mais do que ter fontes, era consultado por elas.

A lei e as câmeras ocultas

A primeira linha do manual da BBC para o uso de câmeras ocultas na produção de reportagens diz tudo: “A BBC respeita o direito individual à privacidade e não o desrespeita sem um bom motivo”.

Pronto, de novo, a subjetividade, algo que por sinal permeia praticamente todos os atos jornalísticos – por mais que, da academia e das redações, alguns tentem nos convencer do contrário.

Poucas coisas são mais torpes do que roubar imagens via microdispositivos. Na Espanha, a prática já é considerada inconstitucional.

Ferramentas jornalísticas do Google

O Google reuniu, numa única página, todas as ferramentas que considera úteis para quem trabalha com informação. Há coisas mais práticas, mas também meras listas de notícias (como o diretório que agrega informações sobre campanhas eleitorais). Vale conferir.

Vida de estagiário

Jogaram o sofá fora: a editora Condé Nast, que publica revistas de altíssimo nível como Wired e The New Yorker, encerrou seu programa de estágios nos EUA depois de ser processada por um aspirante a jornalista que trabalhava até 12 horas por dia por menos de US$ 12 diários.

No Brasil, apesar de comuns nas redações, o estágio em jornalismo não é regulamentado. Mesmo assim, costuma ser uma vida boa: a garotada via de regra não passa de seis horas de jornada, com feriados e final de semana livre e alguns direitos como vale-refeição. Em muitos casos, ganha-se mais do que jornalistas formados. Errado também.

 

 

 

 

Quem é jornalista?

Mais uma tentativa de definir a profissão, aparentemente, flopou: o estudo “Quem é jornalista?”, realizado no âmbito da Universidade de Dayton (EUA) por Jonathan Peters e Edson C. Tandoc, Jr.

Na era da informação total protagonizada por todos nós, a definição, é verdade, só tem importância jurídica, já que o exercício do jornalismo está protegido por diversas leis nos EUA – como a que permite manter fontes no anonimato.

No final das contas, prevaleceu no estudo a seguinte definição: “Alguém encarregado a regularmente apurar, processar e disseminar notícias e informação que sirvam ao interesse público”.

O jornalismo no Facebook

Nos EUA, 30% dos usuários adultos buscam notícias no site de Zuckerberg. Não é um acaso, e não apenas por relacionamento, que tantas marcas jornalísticas estejam lá.

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Faap ganha curso de extensão em Jornalismo Gastronômico

A escrita gastronômica é uma arte, mas também uma técnica. É por isso que a partir deste semestre a Faap oferece o curso de extensão em Jornalismo Gastronômico, sob o comando da colega Alessandra Blanco (e minha modesta contribuição).

O curso segue o modelo de seus pares em Jornalismo Político e Comunicação em Dados: é curto, com pouco mais de dois meses de duração entre aulas e outras atividades – que em gastronomia incluem, obviamente, degustações.

No programa, temas como cozinha brasileira e pelo mundo, food design, harmonização, história e cultura das bebidas, tendências e produtos. Uma grade completa que tem, no corpo docente, Helena Rizzo (que pilota o premiado Maní) e Arnaldo Lorençato (crítico da revista Veja), entre outros, além de encontros com Rogério Fasano, Heloisa Bacellar e Carlos Siffert.

Você encontra mais detalhes no manual do candidato, já disponível on-line.

Para informações sobre matrículas, procure a secretaria da instituição por telefone (11 3662-7449) ou e-mail (pos.secretaria@faap.br).

Sem licença aérea, drones são proibidos de voar nos EUA

A autoridade que controla o tráfego aéreo nos EUA proibiu voos de drones que vinham sendo usados por universidades do país.

A rigor, o bode é mínimo, é só pedir: a FAA expede uma autorização federal para o uso de drones – essas novas grandes estrelas do jornalismo.

O retrato triste de uma profissão

O livro “As mudanças no mundo do trabalho do jornalista” (Editora Atlas, 2013), organizado por Roseli Figaro, professora da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e coordenadora do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT) da instituição, mostra um jornalismo não sindicalizado, hegemonicamente feminino, com média de idade de 35 anos e, por outro lado, massacrado pela empregabilidade, sem planejar o futuro e sem refletir sobre o próprio trabalho. Um cenário triste e devastador.

Jornalismo: a realidade coletiva

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Não precisa falar muita coisa: Mario Tascón, em seu 233Grados.com, reparou: vejam como, na Espanha, o Google completa a busca “sou jornalista e…”.

Revelador.