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As origens do jornalismo visual

Bem legal: conhecer o passado para entender o futuro do jornalismo, como mostra o El Pais.

Lembrei do Estadão e de seus gráficos históricos, que foram motivo de comentário por aqui em 2009.

A penetração global das redes sociais

Faltou publicar, aqui, o mapa com a evolução da penetração de vários sites de redes sociais de junho de 2009 a dezembro deste ano.

Interessante que Rússia, China e Brasil, uma fatia de mais de 600 milhões de usuários de internet, ainda não tenham se rendido ao fenômeno Facebook.

Note como, no país do leste europeu (e só lá), a dominação é do Kontakte, casos da China (Q Zone) e Brasil (Orkut).

Jornalismo visual: os segredos do NYT

Qual o segredo do New York Times para conceber algumas das peças de informação visual mais bem-sucedidas (ou seja, funcionais) da web global?

É o que conta o editor Steve Duenes neste vídeo, com direito a muito making of recapitulando o ponto alto da produção do jornalão (que acredita que a plataforma on-line será sua mais importante fonte de renda em dez anos).

Dois jornalistas visuais que você não conhece, mas deveria

Emprestei o título do Multimedia Shooter, que tantas vezes já nos deu boas dicas, porque realmente o trabalho de Daniel Mercadante e Maise Crow merece atenção.

Na verdade, acho que só vendo: a fotógrafa e pesquisadora mescla imagens novas e antigas em ótimos slideshows. Mercadante é adepto do vídeo como arma para se contar uma história.

A Life Alone e Everynone estão, disparado, entre alguns dos melhores trabalhos que vi neste ano.

Desfrute.

Bons exemplos de jornalismo visual e newsgame

A intrépida Mindy McAdams selecionou 21 exemplos (aquela coisa americana de números irregulares) de infografias interativas em flash, algumas bem simples, mas todas detentoras de algo muito importante: o foco na informação, sem espetacularização da notícia.

Amei o caça-níquel do Las Vegas Sun (jornalismo hiperlocal é isso!) que mostra quais as suas chances de perder (a longo prazo você sempre vai perder) brincando numa das maquininhas que o Brasil discute se deve reabilitar _o projeto da volta dos bingos e videojogos está nas mãos da Câmara.

Jornalismo serve exatamente para isso, muito embora o uso do flash, em vários momentos (o newsgame ainda é um incompreendido), sugira entretenimento.

Também pode ser. Mas aí deixa de ser jornalismo.

Um guia de design para novatos _mas que experts podem garimpar coisas valiosas

Páginas e mais páginas com dicas no estilo “faça” e “não faça”, comparativas. É o The Wall Street Journal Guide to Information Graphics, livro bacana _mas que pode parecer repetitivo pra quem já conhece muito o riscado: há coisas valiosas, mas tem de garimpá-las.

A obra não traz gráficos do jornalão, mas é assinada por Dona M. Wong, ex-editora de Arte da publicação. Tem tanto texto quanto exemplos gráficos e, em resumo, mostra problemas (e soluções) em infografias que vemos publicadas todos os dias em qualquer jornal.

Como tudo que realmente é útil em design, o livro é uma espécie de guia do bom-senso. Para experts e garimpeiros.

O que um jornal impresso pode fazer que a internet não pode?

O que um jornal impresso pode fazer que a internet não pode?

Para responder a essa pergunta, saiu no final do ano o San Francisco Panorama, um produto ambicioso de 112 páginas e muito jornalismo visual (artes imensas, quadrinhos, fotos grandes).

Uma bela experiência, mas com um grave problema: o preço (US$ 16).

Mídia social, patrulhamento ideológico, visão de futuro e infografia animada: a semana no Webmanario

1. Três perguntas para Ana Brambilla: ‘Quem ignora o que o público diz em mídias sociais não pode ser jornalista’

2. Confecom, uma aberração

3. Visionário, Leo Bogart discorre sobre o presente em artigo de 1984

4. Um gráfico animado impressionante: a evolução da audiência do The New York Times no dia em Michael Jackson morreu

Jornalismo visual ganha guia on-line de cartografia interativa

Não é todo mundo que pode ter um cartógrafo na equipe de infografistas (tão necessário quanto um matemático quando falamos de jornalismo visual on-line). Infelizmente.

Foi também pensando nisso que o professor de geografia Mark Harrower, da Universidade do Wisconsin, colocou no ar o livro interativo Cartography 2.0.

É uma obra para ser explorada: contém centenas de exemplos de como trabalhar melhor elementos de design aplicados à geografia, como representação de montanhas, mapas de cidades, o globo terrestre etc.

Uma ideia original e que vai ajudar muita a gente a compreender a importância do trabalho do cartógrafo no jornalismo nosso de cada dia.

Infografista faz serviço completo e reconstitui, em texto e gráficos, naufrágio no Egito

Numa das muitas conversas e aulas que tive com Alberto Cairo por ocasião do Master em Jornalismo Digital Multimídia, ficou patente o distanciamento (cultural e de interesses, portanto) entre jornalistas “de texto” e os infografistas, aqueles que trabalham no departamento de “arte” _definição que causa calafrios em Cairo.

No geral, observamos nas redações um distanciamento quase completo entre as duas áreas. É cada um na sua, e pior, sempre praguejando contra o outro. É um dos motivos para que o jornalismo visual (uma necessidade impressa e um imperativo on-line) caminhe a passos tão lentos numa época em que tudo anda muito rápido, menos essa relação.

Assim como comentei um dia que se jornalista e nerd são a mesma pessoa as coisas têm mais chance de começar (e terminar) bem, se o infografista tem espírito de repórter há uma oportunidade desse abismo entre departamentos ser minimizado _claro, também investimos contra os colegas de TI, e eles contra a gente.

Bem, o infografista Emilio Amade, do espanhol El Mundo (aliás, jornal onde Alberto Cairo brilhou no comando da “arte”), arregaçou as mangas (permita um clichê, vai) e foi atrás de testemunhas de um naufrágio para recontar, em imagens e texto, a história do Coral Princess, que foi a pique em águas egípcias levando consigo dois mergulhadores espanhóis que viajavam num grupo de 14, mês passado.

Uma demonstração de que, na medida do possível e respeitando os perfis, existe a figura do jornalista multitarefa. Aquele praticamente capaz de fazer tudo.

É verdade que o jornalismo é um trabalho em grupo, e é belíssimo quando esse conjunto consegue ser amarrado com perfeição. Mas que a gente precisa de mais iniciativas como a de Amade, não resta dúvida.