Arquivo da tag: jornalismo on-line

As contradições do jornalismo on-line

Pesquisa telefônica feita recentemente com editores de jornal nos EUA mostra uma contradição: eles dizem estar estudando meios de tornar o noticíário mais interativo e com participação do público mas, ao mesmo tempo, 45% admitem que não interagem com os usuários nas caixas de comentários dos sites.

Mais: os jornalistas admitem que a maior parte das decisões editorais são tomadas com base na resposta da audiência, o que significa que, de uma vez por todas, o jornalimo-on-lime assumiu o conceito de televisão para estrututar seu conteúdo.

Gostar de escrever basta?

Gostar de escrever é suficiente para querer ser jornalista?

É o que discute Gary Moskowitz neste interessante artigo.

A conclusão, minha e dele, é que não basta gostar, é preciso saber.

Ainda que, no caso do jornalismo on-line, o texto não seja exatamente uma prioridade para quem pretende explorar o potencial das novas narrativas (como Moskowitz explica no artigo).

Jornalismo on-line e bom-senso

Mario Tascón (o nome por trás do 233 Grados) é uma das boas cabeças que está pensando o jornalismo na era do avanço tecnológico.

Nesta entrevista, ele fala coisas importantes, como nossa estranha mania de não usar o senso comum ao escrever na web.

Fotojornalismo e a plataforma on-line na Líbero

Mais um número da Líbero, a revista do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero, está no ar.

Com coisas bacanas como La contribución del fotoperiodismo al desarrollo de los medios online, de Rosa Franquet i Calvet e María Isabel Villa Montoya, entre outras.

Releasemania

Quando escreveu “Releasemania”, em 1985, Gerson Moreira Lima não tinha a menor ideia de onde iríamos parar.

Se há 26 anos algo acontecia que o motivou a escrever um livro, hoje, provavelmente, ele formularia uma enciclopédia em 20 volumes.

O release tomou proporções assustadoras. Assola as redações em formato de vídeo, áudio, texto e infografia, e o fará por meios que ainda virão a existir.

Redações com menos recursos ou que precisam cumprir a premência do “volume” (aqui, falo claramente do jornalismo on-line) são presas fáceis.

Os ganchos jornalísticos agora são criados com objetivos comerciais e, pior, o acesso a protagonistas de notícias verdadeiras fica sob a égide de alguém com interesses promocionais.

Gerson, que é meu par (edita esportes em A Tribuna, de Santos), bem que poderia lançar uma nova edição, revista e atualizada, de sua grande obra.

ATUALIZAÇÃO: Nos comentários, Gerson Moreira Lima em pessoa reforça minha sensação e diz que, sim, vivemos o auge da releasemania.

O valor do leitor do papel versus o valor do usuário on-line

Impressionante este dado: um leitor da edição impressa do New York Times vale 228 vezes o usuário on-line.

O cálculo da Business Insider leva em conta o que cada um paga anualmente em assinatura _e quanto significa em termos de retorno de publicidade.

Há um publisher brasileiro de um grande jornal que não se cansa de dizer que o impresso ainda é a galinha dos ovos de ouro.

A movimentação do mercado publicitário rumo à internet, consistente, parece não ameaçar o impresso. Nem deve: quando falamos de veículos que estão em ambas as plataformas, o que acontece é agregar receitas, não dividir.

É uma lógica simples ainda não compreendida por muita gente que vê o on-line como um inimigo do papel _quando eles são absolutamente complementares.

Boas práticas de cobertura de conflitos

Só vi agora, mas vale muito: alguns exemplos de boa cobertura multimídia em zonas de desordem institucional.

Como as pessoas navegam em sites noticiosos nos EUA

O Facebook está emergindo como grande drive de audiência (ao mesmo tempo em que o Twitter declina), botões de compartilhamento de conteúdo funcionam mesmo e a quantidade de usuários fiéis (que retornam mais de 10 vezes num único mês) pode variar entre 1% e 18%.

Essas são algumas descobertas de estudo do Pew Research Center, que avaliou os hábitos de navegação dos usuários de 25 sites de notícias nos EUA.

Não serve como tábula rasa (até pelo caráter americanocentrista), mas dá alguma ideia de como as coisas funcionam.

Uma conversa sobre a linkagem em conteúdo jornalístico

Robert Niles entrevistou o pesquisador Ronald Yaros, da Universidade de Maryland, sobre o uso do hiperlink em conteúdo jornalístico.

Yaros acabou de publicar um estudo no qual as conclusões, apesar de óbvias, são fruto de coleta e análise científica _e aí passam a valer mais.

Segundo Yaros, a linkagem adequada melhora a experiência do leitor. E qual é a forma certa de linkar? Depende do tipo de material que você vai publicar.

Há algumas regras básicas (por exemplo, evitar redudâncias do tipo “clique aqui” e, em vez\ disso, escolher palavra ou trechos que deixem claro para onde o usuário será direcionado).

Dá um pulo na entrevista lá pra entender melhor.

A investigação no jornalismo digital

Um livro interessante (e gratuito) apresentado no final de semana em Huesca (Espanha).

Desfrute.