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O suporte importa (algumas observações)

Importante fazer algumas observações sobre pesquisa conduzida por Arthur D. Santana, Randall Livingstone e Yoon Cho (todos da Universidade do Oregon), que basicamente detectou maior capacidade de apreensão do noticiário por quem consome jornais impressos – a comparação aqui foi direta com páginas na internet.

Não, o jornal impresso não possui nenhum poder mágico sobre o leitor. A explicação para isso é basicamente física – e já havia sido largamente explorada nos estudos de usabilidade de Jakob Nielsen.

Em 1997, ele mostrou que a leitura humana numa tela de computador funciona basicamente por meio de escaneamento de palavras. Ou seja, lemos mal e porcamente a web – um ambiente hostil ao olho humano, que funciona melhor reagindo à reflexão da luz (como se lê em papel) do que à sua emissão.

Outra vantagem do suporte papel, e isso o trabalho do povo do Oregon ressalta, é a capacidade de hierarquizar informação, deixando evidente ao consumidor o que é considerado mais importante.

A ciranda de manchetes e mudanças do jornalismo on-line joga decisivamente nisso, desvalorizando, por mera questão temporal, assuntos que talvez devessem ter destaque mais duradouro.

NYT divulga publicador na web em desenvolvimento

O The New York Times divulgou a versão demo da ferramenta de publicação que está desenvolvendo para a web.

Como de hábito, o código é aberto.

E depois ainda perguntam por que o jornal está anos-luz à frente dos outros também nos assuntos on-line.

Editor & Publisher escolhe os melhores do ano

A Editor & Publisher divulgou seu prêmio dos melhores do ano no jornalismo on-line (sempre separados em três categorias _mais de um milhão de usuários único, até 250 mil usuários únicos e abaixo disso).

O perigoso uso de chapéu em títulos no jornalismo on-line

O uso de chapéu (aquela palavrinha que fica acima dos títulos) no jornalismo on-line é um problema.

O exemplo acima (um singelo “au-au!”) é apenas uma mostra do que pode acontecer.

É fato que o uso desse recurso exige poder de edição e síntese brilhantes _para realmente poucos na profissão.

Daí vem o dilema: ou se estabelecem palavras-padrão, o que torna a edição burocrática, ou corre-se o risco de latir.

Escolha.

De novo, a importância da curadoria de conteúdo

De Arianna Huffington, em entrevista ao Globo, sobre a importância do conteúdo jornalístico num mundo cada vez mais voltado para as redes sociais e seus “jornais pessoais”.

“Com o tempo, as pessoas reduzem a quantidade de sites que elas frequentam com alguma regularidade. Nos Estados Unidos, não são mais que 20 sites. Então, as pessoas querem o que eu chamo de curadoria, ou seja, querem um conteúdo editado, selecionado. O aspecto social é tão importante quanto a edição à medida que as pessoas vão se acostumando ao ambiente da internet.”

É isso: a massa de mídias e o overload informativo só aumentarão a importância do trabalho jornalístico profissional.

Ferramentas para trabalhar com dados

Uma lista de nove ferramentas úteis para trabalhar com dados on-line. A organização é do sempre solerte Paul Bradshaw.

Sugestões para um jornalismo melhor

Sean Blanda oferece sete ideias que podem nos ajudar a fazer coisas diferentes na rede.

A importância da interação com a comunidade

“É indispensável criar e cultivar não um grupo de consumidores, mas uma comunidade em torno do produto ou do serviço que está sendo ofertado. Quanto maior e mais diversificada for a interação nessa comunidade, maior será a percepção de ‘diversão’ por parte do usuário e maior será sua propensão, no longo prazo, a se engajar com a marca e consumir aquilo que está sendo ofertado.”

Julio Vasconcellos, fundador do site de compras coletivas Peixe Urbana, falava, evidentemente, de comércio eletrônico, mas essa lição se enquadra perfeitamente a quem faz jornalismo na internet.

Administrar uma comunidade e interagir com ela é, hoje, o ponto de partida para iniciativas bem-sucedidas em novas plataformas.

As contradições do jornalismo on-line

Pesquisa telefônica feita recentemente com editores de jornal nos EUA mostra uma contradição: eles dizem estar estudando meios de tornar o noticíário mais interativo e com participação do público mas, ao mesmo tempo, 45% admitem que não interagem com os usuários nas caixas de comentários dos sites.

Mais: os jornalistas admitem que a maior parte das decisões editorais são tomadas com base na resposta da audiência, o que significa que, de uma vez por todas, o jornalimo-on-lime assumiu o conceito de televisão para estrututar seu conteúdo.

Gostar de escrever basta?

Gostar de escrever é suficiente para querer ser jornalista?

É o que discute Gary Moskowitz neste interessante artigo.

A conclusão, minha e dele, é que não basta gostar, é preciso saber.

Ainda que, no caso do jornalismo on-line, o texto não seja exatamente uma prioridade para quem pretende explorar o potencial das novas narrativas (como Moskowitz explica no artigo).