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Uma década em capas


É a interessante proposta do Poynter para contar, do 11 de setembro de 2001 ao 11 de setembro de 2011, aquilo que se convencionou chamar de guerra ao terror.

Primeiro na web, depois impresso

Artigo de Alysia Santo na Columbia Journalism Review analisa uma faceta interessante do modelo de negócios adotado por alguns projetos nascidos na web e que, posteriormente, criaram um braço impresso como estratégia de mercado.

Os motivos são basicamente três: cobrar mais dos anunciantes, reforçar a marca em pontos de venda e ganhar mais credibilidade.

Este último, ainda o maior ativo do jornalismo em papel.

Time cita própria capa de 33 anos atrás


A revista Time da semana passada revisitou a si própria na capa, uma montagem sobre a crise econômica, relembrando trabalho de 1978.

Tudo se recicla no jornalismo.

321 anos de história dos jornais americanos

O infográfico acima mostra 321 anos de história dos jornais americanos, com link para mais informações sobre cada um dos mais de 140 mil jornais já publicados lá. Precioso.

As joias do arquivo do The Guardian

Aos 190 anos, o jornal inglês The Guardian está resgatando diariamente pérolas de seu valioso arquivo.

Uma contribuição valiosa para a memória e registro do jornalismo impresso.

Será o fim do NYT como o conhecemos hoje?

Há dez anos, Dick Brass (que foi executivo de Microsoft e Oracle, entre outros) previu que a última edição em papel do The New York Times seria rodada em 2018.

Normalmente palpites desse tipo estão fadados ao fracasso, mas ao menos suscitaram (no caso do NYT) uma onda de paródias e brincadeiras bem divertidas

O jornalismo e a exploração da prostituição

Ok, está no bojo da disputa política entre o Grupo Clarín e o governo de Cristina Kirchner, mas a informação de que o periódico arrecada um milhão de pesos mensais (quase R$ 400 mil) com classificados eróticos reacende o debate sobre a exploração da prostituição pelo jornalismo.

Na Espanha, outra estimativa aponta que os meios amealhem 40 milhões de euros anuais com este tipo de anúncio.

Aqui, onde não há restrições, alguns jornais fazem o possível para tentar evitar _mas é só dar uma passada de olhos pelos classificados para encontrar ofertas de sexo fácil.

É uma questão (mais uma) a ser encarada de frente pela profissão.

O álbum branco do jornalismo


Imperdoável a omissão deste site com relação à situação representada acima: a edição do argentino Clarín de 28 de março, um dia depois de um protesto sindical que impediu a circulação do mais tradicional jornal argentino (e um dos melhores e mais legais do mundo, em papel e na web).

São capas para a história _longe de serem inéditas, registre-se.

O mundo merece melhores jornalistas, é verdade. Mas governantes e sindicalistas democráticos são necessários também.

O jornal que morreu antes de nascer

Esta história é mesmo incrível: o Voz de la Calle, da Espanha, contratou 40 profissionais (vários foram tirados de outras redações) que trabalharam por três semanas sem salário acreditando em sua proposta (“aglutinar a esquerda transformadora”).

Agora, a empresa anunciou que o plano gorou e que não terá pernas para uma aventura impressa (vai tentar uma sobrevida apenas on-line).

E os jornalistas, como ficam?

Le Canard Enchaîné, viciado em papel

Excelente a lembrança do New York Times: entrevistar Claude Angeli, diretor de Redação do Le Canard Enchaîné, jornal semanal humorístico francês mas que também pratica a investigação _e dá belos furos de quando em quando.

O Canard foi uma de minhas leituras preferidas nos anos 80 e 90, durante as aulinhas de francês na Alliance da General Jardim.

Depois, veio a web, é justamente essa a matéria do NYT: o Canard só existe em papel (tá, até possui uma página, mas basicamente pra vender assinaturas e mostrar capas marcantes). Vai daí que sumiu do meu horizonte.

“Se a gente colocar nossas matérias na internet, quem vai comprar o jornal às quartas-feiras?, diz Angeli.

Materiaça.