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Em 2012, leitores serão tratados como consumidores

Clay Shirky, uma dos analistas mais importantes da era da publicação pessoal e mobilização, agora escreve sobre a possibilidade deste 2012 (que já entra em seu segundo mês…) marcar definitivamente o momento em que os jornais impressos passarão a tratar todo o seu conteúdo como produto, e todos os seus leitores como consumidores.

Como se trata de um mercado que deixou de ser de massa, a estratégia aqui passa por políticas de recompensa de leitores fiéis – aqueles que não abrem mão do produto jornal.

Não deixe de ler.

Qual é a do jornalismo infantil?

Até que ponto é eficiente a sistemática de alguns jornais impressos de manter cadernos infantis?

Algumas respostas são imediatas: se a ideia é (como já foi, em outros tempos) tentar cultivar um futuro leitor, neste caso nativo digital, o propósito tem tudo para ser um rotundo fracasso. Ler jornal não necessariamente amestra as pessoas para ler jornal – consumir um produto útil sim.

Por outro lado, do ponto de vista comercial, a criança é hoje um consumidor em potencial, com forte poder de decisão sobre as compras de seus pais.

Logo, faz todo sentido falar comercialmente com essa galerinha – e garantir a sobrevivência do produto jornal impresso em sua versão mais compreensível, para o público adulto.

Papel cortou 30% das vagas nos EUA em 2011

São os números ora disponíveis.

E la nave va, o jornalismo impresso acaba não.

A saúde dos jornais

Interessante artigo do professor Carlos Alberto Di Franco, com o título acima, aborda uma série de questões importantes sobre a “mcdonaldização dos jornais”, termo que ele usa, e algumas propostas para fazer o produto impresso sobreviver.

A mais curiosa delas, mas que faz algum sentido: aumentar o corpo das fontes do jornal. Afinal de contas, o leitor médio no Brasil beira os 50 anos _ressalte-se que a Folha de S.Paulo fez isso em sua última reforma gráfica, ampliando em 10% o tamanho das letras que publica.

Uma década em capas


É a interessante proposta do Poynter para contar, do 11 de setembro de 2001 ao 11 de setembro de 2011, aquilo que se convencionou chamar de guerra ao terror.

Primeiro na web, depois impresso

Artigo de Alysia Santo na Columbia Journalism Review analisa uma faceta interessante do modelo de negócios adotado por alguns projetos nascidos na web e que, posteriormente, criaram um braço impresso como estratégia de mercado.

Os motivos são basicamente três: cobrar mais dos anunciantes, reforçar a marca em pontos de venda e ganhar mais credibilidade.

Este último, ainda o maior ativo do jornalismo em papel.

Time cita própria capa de 33 anos atrás


A revista Time da semana passada revisitou a si própria na capa, uma montagem sobre a crise econômica, relembrando trabalho de 1978.

Tudo se recicla no jornalismo.

321 anos de história dos jornais americanos

O infográfico acima mostra 321 anos de história dos jornais americanos, com link para mais informações sobre cada um dos mais de 140 mil jornais já publicados lá. Precioso.

As joias do arquivo do The Guardian

Aos 190 anos, o jornal inglês The Guardian está resgatando diariamente pérolas de seu valioso arquivo.

Uma contribuição valiosa para a memória e registro do jornalismo impresso.

Será o fim do NYT como o conhecemos hoje?

Há dez anos, Dick Brass (que foi executivo de Microsoft e Oracle, entre outros) previu que a última edição em papel do The New York Times seria rodada em 2018.

Normalmente palpites desse tipo estão fadados ao fracasso, mas ao menos suscitaram (no caso do NYT) uma onda de paródias e brincadeiras bem divertidas