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Notícias sobre a indústria do compartilhamento

Hoje corrijo uma omissão: não mencionei o livro Public Parts, do colega Jeff Jarvis, lançado há alguns meses e que traça uma consistente análise sobre o compartilhamento e em que ele está transformando o mundo.

Jarvis mostra que nossa atividade em rede coloca toda a nossa produção num patamar até então inédito: o de bem público.

Ao mesmo tempo, o compartilhamento está se constituindo numa nova indústria – que provavelmente será a mais poderosa deste século.

Boa leitura.

Será mesmo o fim da matéria?

Essa aqui passou batida, mas é bem interessante: Jeff Jarvis, da Universidade de Nova York, discute o fim da matéria (no jargão jornalístico, como chamamos a reportagem).

Num longo texto, Jarvis (nosso velho conhecido, e que já há algum tempo não nos visitava nestas páginas) discorre sobre uma série de exemplos em que repórteres foram orientados a fazer exatamente isso _ reportar _ seja via Twitter, Tumblr, posts e fotos e vídeos em blogs etc.

A conclusão é que a conexão entre uma história não se perde se não nos ativermos à ditadura do textão fechado.

Tendo a concordar que a leitura, hoje, é fragmentada. A tese, portanto, me parece bem válida.

Transparência e objetividade no jornalismo

A transparência é a nova objetividade do jornalismo?

É o que defende Jeff Jarvis, professor da Universidade de Nova York.

Um debate bom, até porque a objetividade, a gente sabe, não existe. Toda decisão jornalística é carregada de subjetividade.

O que o Google faria?

O que o Google faria, Jeff Jarvis (autor de um livro com esse nome)?

Produzir um vídeo mostrando como é sua gestão de armazenamento de dados _com pessoas comuns, vigilantes comuns e prédios comuns.

Para ganhar o possível anunciante/investidor que ainda tenha medo do on-line, um espaço que, convenhamos, é exatamente o mesmo do off-line, absolutamente incorporado ao dia a dia.

Voltando a Jarvis e seu livro: há um erro crasso no primeiro período do texto (“Parece que nenhuma empresa, executivo ou instituição realmente entendeu como sobreviver e prosperar na era da internet. A exceção é o Google”).

Um exagero acima de qualquer patamar. O livro é bem honesto, mas um começo desses depõe contra qualquer iniciativa.

A ascensão do príncipe herdeiro

Boa análise de Jeff Jarvis sobre a troca de comando no Google.

Um insight sobre o Wikileaks

Jeff Jarvis, professor da Universidade de Nova York (onde estão boas cabeças a refletir sobre as mudanças introduzidas pela tecnologia no jornalismo, como Jay Rosen e Clay Shirky) tem um insight sobre o fator Wikileaks, o projeto colaborativo na internet que tem como objetivo divulgar documentos confidenciais particulamente constrangedores ao governo americano.

“Quando os governos perceberem que os agora os cidadãos podem vigiá-los melhor do que são vigiados, veremos a transparência dissuadir atores ruins e ações condenáveis”.

Há uma revolução em curso, patrocinada pela tecnologia: o acesso de pessoas comuns às armas antes reservadas aos poderosos.

Difundir informação é uma das mais devastadores para efetivamente “mudar o sistema”, como se dizia no meu tempo.

EUA já cogitam subvenção pública para salvar os jornais

Benefícios fiscais por jornalista contratado, criação do “imposto do eletrônico” (cobrança direta ao consumidor com a intenção de criar um fundo de US$ 4 bi anuais) e até cupons que poderão ser transformados em “bônus de investimento” em empresas jornalísticas.

Documento do Federal Trade Commission, a versão americana do nosso Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), dá uma série de sugestões para “reiventar o jornalismo”, apostando fortemente não só na disposição do público em doar para seu veículo favorito (essa uma tradição americana) como também na mão de ferro do governo para salvar empresas moribundas.

É bem uma solução europeia _lembram que Sarkozy aprovou pacote com benefícios e ainda uma assinatura de jornal para cada jovem que completar 18 anos?

Gente muito boa, como Jeff Jarvis, já levantou a voz para protestar contra essa possível intervenção nos EUA.

Privacidade na web: que tal a gente no comando?

“Eu quero ter a possibilidade de controlar, publicar e estabelecer o sistema de acesso e as regras para o uso da minha odentidade on-line, permitindo a Facebook, Twitter, Linkedin, a qualquer um, acessá-la de acordo com as minhas regras”.

Assim falou Jeff Jarvis, numa atualizada análise sobre o estado da privacidade na internet, hoje o maior gargalo da rede.

Universidade dos EUA segue sugestão de Tim Berners-Lee e cria curso para estudar a web

Este ano, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Tim Berners-Lee (o pai da criança) exortou a necessidade da criação de uma disciplina acadêmica inter-relacionada basicamente com tecnologia, psicologia e antropologia para estudar a web.

Pois agora uma universidade americana anunciou a criação do curso, como nos explica Jeff Jarvis, professor da Universidade de Nova York.

Três análises sobre comentários em notícias on-line

Coincidência ou não, saíram quase juntos do forno três análises bacanas sobre o comportamento de jornalistas e consumidores de jornalismo diante da possibilidade de comentar e administrar comentários de notícias on-line.

O mais importante, o do professor Jeff Jarvis, que exorta os jornalistas a definitivamente dividirem com o público anseios e insights, inserindo as pessoas no processo antes e durante a confecção de uma reportagem, e não depois, como costuma acontecer.

Da Espanha vem um estudo com conclusões interessantes: não há diálogo entre os internautas, pelo menos aqueles que comentam notícias nas versões on-line dos jornais impressos. É pequeno o número de usuários que intervêm mais de uma vez, assim como os que corroboram os argumentos dos outros. A presença de insultos é pequena (isso difere da realidade brasileira), mas a desqualificação _de outros leitores, do autor da notícia, dos protagonistas do fato ou do próprio meio de comunicação_ é altíssima.

Por fim, Robert Niles e uma máxima: “se você não consegue administrar os comentários, simplesmente não os ofereça”.