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Nova classe média impulsiona venda de jornais no Brasil

Mais uma vez o bordão “é a nova classe média” serve de explicação, agora para o satisfatório resultado dos jornais impressos brasileiros, que em 2011 registraram um consumo 3,5% superior ao de 2012.

O detalhe aí é que foi a venda de jornais populares (os que custam menos de R$ 2) o que garantiu o fechamento (e num belíssimo azul, dadas as circunstâncias) positivo da mídia impressa.

Sabíamos, e faz tempo, que a ameaça ao jornalismo em papel (realidade na Europa e nos Estados Unidos) ainda está longe de acossar nações emergentes como a nossa.

Dados como os revelados agora mostram exatamente o ponto.

 

Folha e Super Notícia encabeçam vendas

Saiu o IVC de novembro, com Folha (311,4 mil exemplares em média), Super Notícia (311,1 mil) e O Globo (282,1 mil) nas primeiras posições.

Mais informações na própria Folha, para assinantes.

Só jornal esportivo evita queda na circulação

Só o diário esportivo Lance (quem diria), entre os principais jornais brasileiros, teve incremento em sua circulação em fevereiro deste ano _a comparação, em cima de dados do IVC, é sobre janeiro e também fevereiro do ano passado.

Os dez jornais de maior circulação tiveram queda de mais de 6% no número de exemplares entre um ano e outro. A Folha de S.Paulo, líder nacional há anos, circulou 6,6% menos do que em 2008, chegando a 297.581 exemplares.

Nem o fenômeno Supernotícia, popular mineiro que usa a fórmula futebol-crime-mulher, escapou da depressão: após crescer fantásticos 27% em 2008, o periódico _o segundo em circulação no Brasil_ caiu 3,3% sobre janeiro de 2009 e 4,7% sobre o ano passado.

É a crise.

ATUALIZAÇÃO: Cláudio Garcia, assessor de comunicação do Instituto Verificador de Circulação (IVC), escreve nos comentários para retificar este post. Ele diz que os dados do instituto mostram que outros três jornais brasileiros tiveram aumento de circulação em fevereiro: Correio do Povo (RS) (0,3% em relação a janeiro/09 e 2,5% sobre o ano anterior), Zero Hora (RS) (3,23% em relação ao ano anterior) e Meia Hora (RJ) (3,56% em relação ao ano anterior.