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Os ganhadores do World Press Photo 2012

O fotógrafo espanhol Samuel Aranda conquistou o World Press Photo 2012 com a imagem que você vê acima – uma mulher abraça um parente ferido durante protestos no Iêmen.

O prêmio, o mais importante do fotojornalismo mundial, voltou seus olhos às revoltas que desde o ano passado estão mudando a cara de países árabes há décadas governados com mãos de ferro.

Confira os ganhadores de todas as categorias.

A Los Angeles dos anos 40

Uma coleção de fotos que retrata a Los Angeles dos anos 40, redescoberta anos depois, virou exposição nos EUA.

As imagens fazem parte de um ensaio de Ansel Adams para a revista Fortune.

Estadão fatura mais um prêmio – merecido – de fotojornalismo

Depois de ganhar o Prêmio Esso, o jornal O Estado de S. Paulo faturou mais um concurso de fotografia (o Prêmio Internacional de Jornalismo Rei de Espanha) com a sensacional imagem de Wilton de Sousa Junior que mostra a presidente Dilma Rousseff descendo a rampa do Palácio do Planalto – e isso em agosto, quando denúncias de corrupção e superfaturamento atingiam mais um ministro de sua equipe (Wagner Rossi, ex-titular da pasta da Agricultura).

Essa é daquelas que a gente chama de fotaça.

Como os fotógrafos passam seu tempo

O levantamento não é só com fotojornalistas, mas o mais interessante do gráfico abaixo é que ele confronta a visão do público com a realidade. Os leigos sempre acham nossa profissão glamourosa e de dolce far niente…

Minhas fotos de 2011

Um buraco no portão do canteiro de obras e eis uma visão da Arena Corinthians, que abrigará a abertura da Copa de 2014


O Sol se põe no Malecón em Miramar, na adorável Havana: o grande destino de 2011, certamente voltarei a este lugar.

Mais uma foto manipulada, mas a culpa é do jornalismo participativo?

Quando acontece mais um caso de foto enviada pelo público que, no final das contas, era manipulada, surgem os arautos que enxergam no jornalismo colaborativo o apocalipse.

Quando sabemos que fotógrafos profissionais não se cansam se recorrer aos mesmos métodos, esse furor todo faz água.

A colaboração, o nome já diz, é uma via de mão dupla. Ambos, profissional e amador, têm responsabilidade sobre o conteúdo – mas a culpa, ora a culpa, será sempre da imprensa formal, a quem não faltam técnicas de checagem.

Guerra do Iraque produz fotojornalistas iraquianos

É o que nos mostra o blog Lens, do New York Times.

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Violência abortada, prêmio Esso de fotografia em 2011


A sequência acima, registrada por Epitácio Pessoa sob o título “Violência abortada”, conquistou o Prêmio Esso de fotografia deste ano (confira todos os premiados).

Conta o fotógrafo que o rapaz, com os braços amarrados para trás, seria executado pela dupla que, ao notar a presença da câmera, libertou o garoto.

Essa sim foi uma “matéria de serviço” de verdade.

Impressionado com as fotos de Kadhafi morto?

Então dá uma lida no que escreveu Carlos Heitor Cony sobre o assunto.

“Há uma corrente de profissionais da mídia que adota a tese da necessidade de informar tudo o que acontece, o leitor tem o sagrado direito de saber de tudo, nos mínimos detalhes. Mesmo os escabrosos, de péssimo gosto e que em nada contribuem para clarificação de um fato, por mais delituoso que seja.”

Tirando a parte do “que em nada contribuem”, já que gosto não é bom objeto de debate, sou desse time.

E, francamente, no caso do ex-ditador líbio não havia como escapar. Só mesmo um péssimo editor fecharia os olhos.

Fotojornalismo, modo de usar

Se conselho fosse bom a gente vendia, né? Não.

Como outro dia voltei a falar da Magnum (a superagência de fotojornalismo que tem dado duro para sobreviver _ainternet ampliou a concorrência de todo mundo), que tal dar uma olhada em algumas dicas de fotógrafos importantes que já tiveram o trabalhado distribuído pela companhia?