Arquivo da tag: fotografia

Violência abortada, prêmio Esso de fotografia em 2011


A sequência acima, registrada por Epitácio Pessoa sob o título “Violência abortada”, conquistou o Prêmio Esso de fotografia deste ano (confira todos os premiados).

Conta o fotógrafo que o rapaz, com os braços amarrados para trás, seria executado pela dupla que, ao notar a presença da câmera, libertou o garoto.

Essa sim foi uma “matéria de serviço” de verdade.

Fotojornalismo, modo de usar

Se conselho fosse bom a gente vendia, né? Não.

Como outro dia voltei a falar da Magnum (a superagência de fotojornalismo que tem dado duro para sobreviver _ainternet ampliou a concorrência de todo mundo), que tal dar uma olhada em algumas dicas de fotógrafos importantes que já tiveram o trabalhado distribuído pela companhia?

O estranho intercâmbio de imagens entre fotojornalistas

O El Pais espanhol publica uma interessante reportagem sobre um hábito (diz o jornal) “quase extinto”: o intercâmbio de imagens entre fotojornalistas.

O acadêmico López Mondéjar, ouvido pelo jornal, diz que havia esse hábito na Espanha porque “não se dava grande valor” ao trabalho dos fotógrafos até meados dos anos 60.

Por aqui, a prática ainda sobrevive, mas como aspecto corporativo: é comum profissionais salvarem a pele de colegas que perderam alguma coisa importante “emprestando” alguma imagem.

O problema é a espécie de “espionagem industrial” que ocorre quando o conteúdo que um veículo pagou para ser produzido acaba aparecendo num concorrente (ou em outro lugar qualquer).

Um filmaço a serviço do mal

Triumph des Willens é obra de Leni Riefenstahl, a cineasta do nazismo. Uma ótima cabeça que acabou cooptada, uma pena.

Mostra um congresso do Partido Nacional Socialista (cuja corruptela levou a Nazista) em 1935, um ano depois de Hitler assumir, quatro anos antes da Grande Guerra.

Está tudo ali, a intenção dos caras é clara.

Mas olhar essa fotografia hoje, a trilha grandiosa, o charme do P&B… filmaço.

Em 1933…


…até Lampião, no sertão nordestino, lia jornal impresso.

(fotografia sensacional do acervo do jornal O Globo)

O prazer de fotografar numa Polaroid

Outro dia a Polaroid fez anos, e achei um projeto bem interessante na web que usa esse formato (quem está na casa dos 40, como eu, sabe bem o quão sensacional era tirar uma foto e ver a imagem se formar, em poucos minutos, diante de seus olhos).

Pois bem, American Tourist traz de volta um pouco dessa sensação ao registrar turistas em viagens pelos Estados Unidos.

Bom domingo.

Fotógrafos escancaram a pobreza nos Estados Unidos

Com o mote “a pobreza não é mais invisível na América”, um coletivo de fotógrafos _auxiliados, diga-se de passagem, por uma belíssima sonorização_ estão usando o jornalismo visual para mostrar como vivem e sofrem os excluídos na nação mais rica do planeta.

Não apenas para a gente lembrar das novas narrativas jornalísticas (até porque essas eu não deixo a gente esquecer nunca, né), mas também da própria função social do jornalismo, esta sim bastante maltratada.

Aliás, será que ainda se discute isso nas redações? Eu, sinceramente, não lembro a última vez que tratei, no dia a dia do jornal, do tema.

A culpa é de todos nós, claro.

Um mito do fotojornalismo desaparece

Capa memorável da revista National Geographic em 1985. A foto, de autoria Steve McCurry, foi feita com um Kodachrome

Capa memorável da revista National Geographic em 1985. A foto, de autoria Steve McCurry, foi feita com um Kodachrome

Quem é das antigas no fotojornalismo certamente vai ficar um pouco chocado ao saber que o Kodachrome, que acabou se tornando uma espécie de ícone do jornalismo visual, deixará de existir.

O filme cromo era o mais antigo produto fabricado pela Kodak, que anunciou nesta semana o fim da linha. Afinal, o Kodachrome respondia por apenas 1% do faturamento da empresa, hoje calcado (evidentemente) no mercado digital, que lhe fornece 70% de sua arrecadação.

“A preservação do Kodachrome é seu maior legado. Tenhos cromos tirados por meu avô nos anos 40 que estão perfeitos. Da maneira como o filme era processado, era praticamente um original eterno, que nunca desbota”, me disse Gustavo Roth, editor-adjunto de Fotografia da Folha de S.Paulo.

Lembrando que o cromo, ao contrário do filme, não permite correções durante a ampliação/revelação. Se errou na hora de fazer o clique, já era. É por isso que  acabou identificado com alguns dos maiores fotógrafos da história _particularmente, tive a oportunidade de manusear cromos no Diário do Grande ABC, que no início da década de 90 usava o processo.

Engraçado que trabalhos feitos com o filme são tema de exposição cuja abertura é hoje, em Washington.

Para os saudosistas, a Kodak conta, em seu blog corporativo, um pouco da história da película, com depoimentos, por exemplo, de Steve McCurry (autor da foto acima que compôs uma das maiores capas de revista de todos os tempos, ajudando a tornar o Kodachrome um mito).

Quando líamos jornais 1

Nova York, Harvard Club, 1940. Sob uma cabeça empalhada de rinoceronte, leitor se delicia com as notícias

Nova York, Harvard Club, 1940. Sob uma cabeça empalhada de rinoceronte, leitor se delicia com as notícias

A ética no tratamento de imagens

O que é certo ou errado no tratamento de imagens jornalísticas? É essa a pergunta que se faz o livro “Photojournalism, technology and ethics – what’s right and wrong today”, disponibilizado na íntegra para download.

Numa época em que os softwares de manipulação de imagens estão evoluidíssimos, a discussão sobre os limites da fotografia tem tudo a ver.

Excelente dica do Blog do Gjol.