São 1,8 milhão de páginas: o acervo digitalizado da Folha de S.Paulo.
Muito a ver.
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Com a tag acervo, arquivo, banco de dados, digitalização, Folha de S.Paulo
Saiu o IVC de novembro, com Folha (311,4 mil exemplares em média), Super Notícia (311,1 mil) e O Globo (282,1 mil) nas primeiras posições.
Mais informações na própria Folha, para assinantes.
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Com a tag Brasil, circulação, Folha de S.Paulo, IVC, jornalismo impresso, O Globo, Super Notícia, tiragem
É exagero dizer que Mark Zuckerberg “conectou as pessoas”, como andamos lendo e ouvindo por aí. Estamos conectados há pelo menos 40 anos. A questão do Facebook é que o produto soube aproveitar a popularização do acesso, transformando-se num ator relevante dessa mudança.
Os dispositivos móveis são, hoje, os maiores responsáveis pela inclusão digital em boa parte do planeta. No Brasil, só 32% da população acessa a internet, mas 86% tem um telefone celular (o dado é da pesquisa Global Media Habits 2010).
A rede social é a primeira atividade na web de muita gente. No Brasil, quantas pessoas não se converteram em internautas para ter um perfil no Orkut? Terceiro site mais acessado do país segundo o Alexa (o Facebook é o 10º no mesmo ranking), constitui, talvez, o maior desafio de Zuckerberg.
A virada na Índia foi crucial para que o Facebook rompesse, em julho, a barreira de 500 milhões de associados -hoje, já bate na casa de 519 milhões. A página é a terceira mais visitada pelos indianos, enquanto o Orkut ocupa a oitava posição.
O mercado do segundo país mais populoso do mundo (1,2 bilhão de pessoas) é tão promissor quanto o da China, o primeiro. Só 7% da população da Índia usa a web. Enquanto isso, 41% tem algum dispositivo móvel -de onde, é claro, atualiza seu status em redes sociais.
Com uma trajetória dessas, é natural o Facebook virar livro, depois filme, e Zuckerberg ser escolhido O Homem do Ano pela “Time” -ainda que o protagonismo de Julian Assange e seu WikiLeaks, na reta final de 2010, tenha feito muita gente pensar na inadequação da escolha feita pela revista.
As redes sociais já foram consideradas perda de tempo e, em alguns ambientes, como o mundo corporativo, a resistência ainda é real -continua, em muitas empresas, a prática de bloquear páginas consideradas “recreativas” (entre as quais as de relacionamento).
Visão estreita e pessoal: o Facebook é uma máquina de fazer dinheiro porque tem o bem mais valioso: um cadastro de meio bilhão de pessoas que deixam dentro dele, a todo instante, algum tipo de conteúdo. É, também desse ponto de vista, um grande projeto colaborativo.
(Texto de minha autoria publicado quarta-feira _só para assinantes_ no caderno Tec da Folha de S.Paulo)
Com a tag acesso, celular, coluna, dispositivo móvel, facebook, Folha de S.Paulo, mídia social, rede social, Tec
Era pra ser uma mera transposição do conteúdo em papel para on-line, mas diante da abundância do material multimídia, resolvi abrir o site valorizando isso.
O especial Os Anos Lula está no ar na Folha.com. Registre-se que o termo “especial” significa automaticamente que todo o resto é ordinário. É um erro usá-lo.
Outra assinalação importante: o site não tem manchete formal.
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Saiu o Global Media Habits versão 2010, um estudo coordenado por Greg Lindsay que a cada ano tem se mostrado mais útil para ajudar a compreender alguns fenômenos da tecnologia e da comunicação.
Por exemplo, a pesquisa mostra que o planeta está comprando aparelhos de TV como nunca e assistindo mais à programação que eles oferecem _a média mundial é de três horas e 12 minutos.
Ou seja: mesmo com a internet, estamos vendo mais TV, como comentei nesta semana em podcast na Folha (o áudio começa com um comentário sobre a estranha relação entre WikiLeaks e Twitter).
Ainda sugiro mais, mas faltam dados para atestar: que a web está ajudando decisivamente a TV a recuperar audiência e prestígio.
Futebol, reality shows e novelas são os programas mais atraentes para os telespectadores, uma coincidência com a internet, onde estes assuntos capitaneiam o interesse do internauta.
Esse buzz se reflete nas redes sociais, lugar em que cada vez mais as pessoas falam do que estão vendo no sofá da sala.
A pesquisa aponta ainda a incrível expansão dos dispositivos móveis (no Brasil, 32% da população tem PC, enquanto 86% possui um celular).
O estudo completo custa US$ 249.
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Com a tag celular, coluna, dispositivo móvel, estudo, Folha de S.Paulo, Global Media Habits, Greg Lindsay, mídia social, pesquisa, podcast, Redemoinho, redes sociais, Tec, TV
A informação de que os agregadores de notícias movimentam cerca de US$ 500 milhões, estimativa que a agência Associated Press informou em reportagem publicada ontem pela Folha de S.Paulo (só para assinantes), é tão surpreendente quanto difícil de confirmar.
Infelizmente a matéria não esclarece qual o período de apuração desse valor (semanal, mensal, anual?) e, estando a AP na linha de frente do combate aos sites que adicionam (e promovem, diga-se) conteúdo alheio, não dá para acreditar em tudo o que ela diz sobre este tema.
A fonte do texto é Srinandan Kasi, vice-presidente da AP, que está empenhada na criação de um formato parecido ao pagamento de direitos autorais, como ocorre na música, por exemplo, para os criadores de conteúdo linkados por agregadores _a priori, estas páginas não possuem publicidade, daí a dificuldade em entender de onde sairia tanto dinheiro.
Vamos ver onde isso vai dar. A tendência é que em lugar nenhum.
A divulgação de mais de 250 mil correspondências entre embaixadas americanas no mundo todo e o Pentágono ainda vai ocupar as páginas dos jornais por um bom tempo _nem 10% desse conteúdo foi revelado até agora.
No Brasil, quem publica os papéis vazados pela ONG WikiLeaks é o jornal “Folha de S.Paulo“.
Bom momento para relembrar o primeiro grande vazamento (no jargão jornalístico, conteúdo passado de forma anônima pela fonte) ao projeto de Julian Assange.
O vídeo é inesquecível: uma desastrada incursão de duas patrulhas aéreas das Forças Armadas Americanas que culminaram com a morte de vários civis em Bagdá no dia 12 de julho de 2007.
A imagem que abre este post é o momento do ataque que matou dois cinegrafistas da agência de notícias Reuters. Os diálogos dos pilotos americanos beiram o patético: eles confundiram as câmeras com armas pesadas.
Foi o que tornou o WikiLeaks famoso, em 18 de abril de 2010 _quando o site completou quatro anos no ar.
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Com a tag anonimato, collateral murder, Estados Unidos, exército, Folha de S.Paulo, fonte, guerra, Iraque, Julian Assange, Reuters, vazamento, vídeo, Wikileaks
Há uma pergunta para a qual poucos possuem a reposta: afinal, é melhor juntar ou separar as redações papel e on-line?
Nesta semana, o USA Today, jornal que incutiu o conceito de entretenimento e TV no papel, anunciou a separação de corpos de sua equipe após cinco anos.
Claramente o timing e a sincronização são problemas graves quando se pretende unir plataformas tão distintas.
É possível, mas é necessário entender que só a lógica reversa, ou seja, pensar primeiro o on-line, e depois adaptá-lo ao impresso, é o caminho mais fácil para permitir que ambos caminhem juntos.
A integração é o objetivo final de um processo de convergência.
Explico: preciso de muito mais tempo para fazer virar algum projeto on-line. Logo, se ele capitanear a pauta, a chance de conseguir coisas bacanas juntos passa a ser crível _a adaptação às páginas do jornal é muito mais fácil.
Este vídeo mostra como meios de Argentina e Espanha estão se virando nesse aspecto.
E eu volto ao assunto na semana que vem, para dizer como se dá o processo em Poder, o caderno de política da Folha de S.Paulo.
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Com a tag convergência, Folha de S.Paulo, integração, jornalismo on-line, Poder, redações integradas
A Folha de S.Paulo publicou hoje entrevista que fiz na sexta-feira com o sociólogo espanhol Manuel Castells, pesquisador-referência no que diz respeito à sociedade em rede.
O enfoque no caderno de Eleições, claro, são as relações entre poder político e cidadãos, que agora além do mesmo país coexistem também nas mesmas plataformas na internet.
Durante a semana, outros assuntos que abordei com Castells _como jornalismo e Twitter_ vão aparecer por aqui.
Até.
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Com a tag conexão, controle, Eleições, entrevista, Folha de S.Paulo, Manuel Castells, Poder, política, redes sociais, vigilância, web