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Jornalismo visual em discussão e prática em São Paulo

Pelo quarto ano, profissionais que zelam pelas boas práticas de jornalismo visual (designers, jornalistas, infografistas, fotógrafos e ilustradores, entre outros) se encontrarão no Lide (Linguagem, Informação e Design Editorial).

Nomes como Alberto Cairo, Javier Errea, Francesco Franchi e João Pequeno (com quem tive o prazer de trabalhar no experimental Clube News, em 1997, distribuído em grandes clubes sociais de São Paulo) participarão das discussões e de um inédito workshop na Faculdade Casper Libero, que abriga o evento nos dias 4 e 5 de novembro.

Estaremos lá, aliás.

CNN domina premiação de design de notícias

Palavra do júri da SND (Society for News Design): a CNN tem os melhores site de notícias e aplicativo para iPad eetre os produtos jornalísticos.

Entre os celulares, a aplicação do The Guardian para versões touch foi a ganhadora.

 

 

Monte sua biblioteca de jornalismo visual

O Multimedia Shooter, padrão de excelência em curadoria de conteúdo, montou uma biblioteca de 25 livros que “todo jornalista visual deve ler” (esses americanismos de lista e mustread são bem bestas, mas a relação é legal).

Tem, por exemplo, o bacanudo “99 Ways to Tell a Story: Exercises in Style”, de Matt Madden, de fato uma tremenda referência na arte de sair do lugar comum, ou “The Laws of Simplicity (Simplicity: Design, Technology, Business, Life)”, de John Maeda, bem mais recente (é de 2006) mas que já se tornou um clássico.

Corre lá que o cara colocou até o link direto para a Amazon. Eu já tô torrando uns reais com obras que não conhecia.

Design de notícias e o declínio do jornalismo impresso

O veterano jornalista Alan Mutter (que se autointitula newsosaur _na minha tradução, “noticiossauro”) faz uma observação interessante: em 1995, a Society of News Design destacava 12 jornais americanos entre os melhor diagramados e com visual eficiente no mundo. Em 2010, não havia mais nenhum.

Mais: desde 2000, só três publicações impressas norte-americanas ganharam o prêmio principal da entidade que reconhece a excelência no design de notícias e no jornalismo visual _porque não dizer, também na usabilidade, que não é um conceito restrito a produtos on-line (facilitar a tarefa do leitor é um problema de todos nós, em rede ou off-line).

E daí? E daí que “um bom design é mais do que um simples doce para o leitor”, diz Mutter. Ele aponta essa crise (mais uma) na indústria do impresso como outro motivo para o declínio alarmante das circulações no hemisfério Norte.

O bom design é bom para o leitor e para os negócios, finaliza Mutter, que posta uma interessante palestra do designer Jacek Utko, um dos paladinos da ideia de que arquitetura da informação e desenho de notícias podem, efetivamente, colaborar com a modernização (e perpetuação) do produto impresso.

Em tempo: Mutter é o autor da “regra dos 30%”, uma das constatações mais interessantes sobre papel e on-line e que relaciona o declínio das circulações ao momento em que o acesso à banda larga residencial chega a 30% da população de um país. Não foi desmentida até agora, com exceção do Japão, que é exceção para tudo.

Fórum de professores de jornalismo muda visual de site

O site do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo está de cara nova.

As mil capas do Babelia, sinônimo de suplemento cultural

Babelia, o suplemento cultural do jornal espanhol El Pais, completou mil edições (e quase dez anos) e disponibilizou esse exuberante acervo de capas.

É um cadernão clássico de cultura que, por anos, seguiu um princípio de diagramação da primeira página na verdade presente até hoje na publicação.

Para consultar e usar como referência.

A revista O Cruzeiro de 1928 com cara de 2010

Dia 10 de novembro de 1928, primeiro número da revista O Cruzeiro _publicação semanal brasileira que duraria até 1975 com tiragens próximas de 1 milhão nos anos 50 e 60.

Escolhi a página acima pela ousadia na ilustração (rococó, ok, mas estamos em 1928…) que invade a outra página.

Tudo muito 2010 (tirando o contraste da cor salmão da página ímpar, totalmente vintage).

(via Jornalistas&Cia.)

Enfim, modernizaram o ‘Elementos do Estilo Tipográfico’

“Elementos do Estilo Tipográfico”, de Robert Bringhurst, é um clássico como “Edição e Design”, de Jan White, o livro que normalmente recomendo quando o assunto é desenho de notícias _é importante o jornalista pensar nisso, em como seu trabalho vai ser mostrado. Se for um fiasco gráfico, muito menos gente lê.

Agora o colega Marcelo Pliger avisa que a obra de Bringhurst foi atualizada para a web. Num momento em que, graças a resoluções maiores e dispositivos melhores, a fonte serifada foi reabilitada, há outros mitos a serem derrubados na composição e apresentação de textos on-line.

É tudo muito técnico, para gente experimentada. Mas se não for o seu caso, é legal tomar conhecimento do que essa gente está falando.

Agruras da diagramação e da falta de acabamento decretam que entrevistado é sem noção

Olha quão importante é, no jornalismo impresso, o acabamento da edição (também o é no on-line, mas é que o papel não permite correção): fui tratado como “sem noção” em entrevista que dei recentemente, como você vê acima.

O projeto gráfico do Diário do Norte do Paraná, de Maringá, me foi cruel: o box em que apareço como entrevistado de um miniping tem um título e uma seta que não deixa dúvida. Leva diretamente ao meu nome. Eu sou sem noção.

Não creio ser uma decisão editorial, já que também ofereço declarações para o abre.

Sempre digo que não é fácil fazer jornalismo em papel…

Um guia de design para novatos _mas que experts podem garimpar coisas valiosas

Páginas e mais páginas com dicas no estilo “faça” e “não faça”, comparativas. É o The Wall Street Journal Guide to Information Graphics, livro bacana _mas que pode parecer repetitivo pra quem já conhece muito o riscado: há coisas valiosas, mas tem de garimpá-las.

A obra não traz gráficos do jornalão, mas é assinada por Dona M. Wong, ex-editora de Arte da publicação. Tem tanto texto quanto exemplos gráficos e, em resumo, mostra problemas (e soluções) em infografias que vemos publicadas todos os dias em qualquer jornal.

Como tudo que realmente é útil em design, o livro é uma espécie de guia do bom-senso. Para experts e garimpeiros.