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Conheça o Pinterest, sua próxima rede social

Inspirado naqueles antigos quadros de cortiça onde pregávamos fotos (quem é mais novo se lembra disso, meu deus?), o Pinterest é mais uma rede social surgindo no cenário – seu número de usuários já cresceu 145% em 2012.

Aparentemente, é um ambiente mais feminino, embora não hajam números que sustentem essa percepção.

A propósito, o jornalismo já está lá (casos do New York Times e do The Guardian, para ficar apenas em dois exemplos).

E o babado forte é que um tal Mark Zuckerberg criou um perfil por lá – ainda que não se ateste que se trata do verdadeiro Mark.

Outros dados, via Mashable, estão no infográfico abaixo.

Um livro escrito a várias mãos na rede

Um livro colaborativo sobre jornalismo de dados está sendo escrito a várias mãos.

A previsão é que a obra, que em poucos dias já tem mais de 60 páginas, seja concluída até o final do ano.

Alguém aí se habilita?

(a dica é de António Granado).

Redes sociais em números

Um compilação de 20 fatos para resumir o tamanho e as possibilidades dos sites de relacionamento.

Isso não significa que seus problemas acabaram. Na verdade, eles estão apenas começando…

Uso de dados, uma ciência

A editora de Tim O’Reilly (ok, não vou dizer mais uma vez que ele foi o criador do detestável, marketeiro e pouco elucidativo termo “web 2.0″) acaba de disponibilizar gratuitamente o livro Big Data Show, que já pode ser descarregado.

Mais do que transformar dados em produto (uma obsessão de Tim e que também diz respeito ao jornalismo), a obra analisa  a ciência que está por trás da coleta, da organização e da apresentação de dados.

Altamente recomendável.

Ferramentas para trabalhar com dados

Uma lista de nove ferramentas úteis para trabalhar com dados on-line. A organização é do sempre solerte Paul Bradshaw.

321 anos de história dos jornais americanos

O infográfico acima mostra 321 anos de história dos jornais americanos, com link para mais informações sobre cada um dos mais de 140 mil jornais já publicados lá. Precioso.

O que o Google faria?

O que o Google faria, Jeff Jarvis (autor de um livro com esse nome)?

Produzir um vídeo mostrando como é sua gestão de armazenamento de dados _com pessoas comuns, vigilantes comuns e prédios comuns.

Para ganhar o possível anunciante/investidor que ainda tenha medo do on-line, um espaço que, convenhamos, é exatamente o mesmo do off-line, absolutamente incorporado ao dia a dia.

Voltando a Jarvis e seu livro: há um erro crasso no primeiro período do texto (“Parece que nenhuma empresa, executivo ou instituição realmente entendeu como sobreviver e prosperar na era da internet. A exceção é o Google”).

Um exagero acima de qualquer patamar. O livro é bem honesto, mas um começo desses depõe contra qualquer iniciativa.

Contando histórias com dados, um artigo

A superprofessora de jornalismo on-line Mindy McAdams indica o artigo Narrative Visualization: Telling Stories with Data, de dois estudantes de Harvard.

Vocês bem sabem que adoro a prática, mas a reflexão acadêmica sobre nosso trabalho é sempre útil. Mestre Leopoldo Godoy, editor do G1, não tem muita paciência com a academia não, mas o azar é dela.

O meio on-line impõe sérias amarras à reflexão _quem trabalha em tempo real regula do banheiro ao cigarro. Difícil, pra quem toca o dia a dia de um site noticioso, refletir sobre o próprio trabalho.

O pensar “de fora” pode detectar tendências que a gente não vê quando faz linguiça.

O artigo usa bons exemplos e expõe de maneira bacana estudos de casos de infografias que podem ensinar a gente a fazer melhor.

Um blog entre tantos

Mais uma dica curta: o blog de Pete Warden. Pertinente.

Os jornalões estão em guerra

Vazamento de informações sigilosas não estão apenas na ordem do dia da política brasileira, mas também do jornalismo internacional.

No momento, New York Times e Wall Street Journal, dois dos mais importantes jornais do mundo, estão em pé de guerra por causa de métodos nada éticos para obter informação _caso de alguns veículos de propriedade de Rupert Murdoch, dono do WSJ.

Permito-me reproduzir texto de Kenneth Maxwell publicado ontem pela Folha de S.Paulo. É o resumo da ópera.

“No mundo da mídia impressa, há uma batalha monumental em curso entre o “New York Times”, de Arthur Sulzberger, e o “Wall Street Journal”, de Rupert Murdoch.

Para Murdoch, o “New York Times” representa tudo o que ele mais odeia no jornalismo, e o empresário parece determinado a desafiar e a solapar o seu grande rival. Murdoch é notório pelas suas guerras jornalísticas, especialmente no Reino Unido, onde controla o “Times” e o “News of the World”. Mas a disputa entre o “Wall Street Journal” e o “New York Times” promete ser a maior das batalhas.

O mais recente episódio começou com uma reportagem investigativa de Don Van Natta Jr., Jo Becker e Graham Bowley, publicada pelo “New York Times” com o título “O ataque do tabloide: as escutas de um jornal londrino contra os ricos e famosos”.

A Scotland Yard identificou a origem de escutas usadas contra família real e chegou a Clive Goodman, antigo repórter judicial, e Glenn Mulcaire, antigo investigador particular, que também trabalhava para o jornal “News of the World”.

Os dois haviam obtido as senhas necessárias para ouvir as mensagens de voz dos príncipes Andrew e Harry. O “New York Times” alegou que repórteres do “News of the World” também invadiram as caixas de mensagens de voz de centenas de celebridades, funcionários do governo e astros dos esportes britânicos.

Tanto Goodman como Mulcaire foram demitidos e aprisionados. O “New York Times” acusou, no entanto, que a Scotland Yard não levou adiante as investigações sobre pistas que sugeriam que o “News of the World” estava conduzindo operações de escuta contra cidadãos de maneira rotineira.

O foco estreito da investigação permitiu que o “News of the World” e sua companhia controladora, a News International, de Murdoch, atribuíssem o caso às ações de um jornalista. Tanto Goodman como Mulcaire abriram processos contra o “News of the World” -os dois casos foram encerrados por meio de acordos extrajudiciais. O editor do “News of the World” no período em questão, Andy Coulson, também se demitiu. Hoje é diretor de comunicações na equipe do primeiro-ministro David Cameron.

A revista “Vanity Fair” afirmou nesta semana que assistir à disputa era como “ver uma briga entre os Corleone e a família Tenembaum”. Na segunda-feira, John Yates, comissário assistente da polícia londrina, disse que, “se surgirem novas provas, que justifiquem novas investigações, é isso o que faremos”.