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O jornalismo e a exploração da prostituição

Ok, está no bojo da disputa política entre o Grupo Clarín e o governo de Cristina Kirchner, mas a informação de que o periódico arrecada um milhão de pesos mensais (quase R$ 400 mil) com classificados eróticos reacende o debate sobre a exploração da prostituição pelo jornalismo.

Na Espanha, outra estimativa aponta que os meios amealhem 40 milhões de euros anuais com este tipo de anúncio.

Aqui, onde não há restrições, alguns jornais fazem o possível para tentar evitar _mas é só dar uma passada de olhos pelos classificados para encontrar ofertas de sexo fácil.

É uma questão (mais uma) a ser encarada de frente pela profissão.

O álbum branco do jornalismo


Imperdoável a omissão deste site com relação à situação representada acima: a edição do argentino Clarín de 28 de março, um dia depois de um protesto sindical que impediu a circulação do mais tradicional jornal argentino (e um dos melhores e mais legais do mundo, em papel e na web).

São capas para a história _longe de serem inéditas, registre-se.

O mundo merece melhores jornalistas, é verdade. Mas governantes e sindicalistas democráticos são necessários também.

Governo dispensa mediação do jornalismo profissional

Mais uma indicação de que a imprensa como filtro universal dos acontecimentos está em baixa: autoridades do governo de Cristina Kirchner, em eterna guerra com os maiores grupos de mídia do pais, correram à internet em busca de canais personalizados de publicação.

A presidente já reuniu mais de 50 mil seguidores no Twitter, enquanto vários ministros ganharam blogs _onde passam o dia respondendo aos jornalistas, oos quais raramente dão declarações oficiais.

A Argentina ficou na mão

De verdade, há umas coisas no noticiário que deixam a gente constrangido, triste, estranho.

E quem está a falar é alguém que sempre diz que jornalista tem uma pedra no lugar do coração e que não deve reagir emocionalmente ao apurar, decupar e analisar acontecimentos.

Mas eu desmenti toda minha teoria repetida há milênios ao ver a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, com a mão estendida em vão enquanto seu similar norte-americano, Barack Obama, passava solerte para cumprimentar Stephen Harper, primeiro-ministro do Canadá, durante a cúpula do G20. Justo Cristina, que chegou antes para guardar o melhor lugar.

Vendo a cena mil vezes, até tento criar a hipótese de que a mandatária argentina percebeu a situação e,   com a mão cerrada (gesto pouco típico do aperto de mão), preparou-se mesmo apenas para tocar o   presidente dos Estados Unidos.

Deu dó. E ocorreu apenas dois dias depois da histórica surra que a Argentina de Maradona levou da Bolívia (1 a 6),   placar que igualou a pior derrota da vida do selecionado argentino (os mesmos 1 a 6 para a  Tchecoslováquia na Copa da Suécia-58).

Mas… e se a hipótese do “tapinha nas costas” estiver correta?