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Assinantes dão mais dinheiro ao Financial Times do que anunciantes

O conteúdo econômico, aquele que ninguém está disposto a compartilhar, deu mais um salto na escala que marca o quanto é possível fazer dinheiro com material fechado a assinantes _notadamente em plataformas em tempo real.

O “Financial Times” anunciou nesta semana que prevê, pela primeira vez, ter mais receitas com o dinheiro de seus usuários do que com publicidade.

Hoje, a carteira de cerca de 1,5 milhão de assinantes do conteúdo on-line do FT já responde por 30% de todo o bolo do faturamento do site.

Resta agora entender a especificidade do número _e do conteúdo, claro.

Informação generalista ainda é aquela dura de vender num universo de tanta oferta.

E, por favorf, não use a equivocada comparação com o modelo iTunes. Na nossa barraca não costuma ter coisas tão atrativas assim.

O rádio brasileiro em seis artigos

O Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) “invadiu” o Journal of Radio And Audio Midia com seis artigos que tratam de aspectos variados do rádio brasileiro, como digitalização, modelo all news e rádio comunitária.

Dá uma passada por lá pra ver se vale a pena pagar por algum trabalho (sim, os artigos são vendidos _ salve, Rupert Murdoch).

O artífice do paredão pago

Bill Keller não desiste. Em entrevista à Folha de S.Paulo, um dos artífices do paredão de conteúdo pago do NYTimes _que tem, entre seus diferenciais, entrada aberta via mecanismos de busca e redes sociais_ faz a comparação errada entre o modelo do iTunes para vender música e a possibilidade de cobrar por material jornalístico generalista.

Música, relembremos, não é perecível e via de regra é executada centenas de vezes pelo comprador _que lê uma única vez o noticiário do dia (e só naquele dia) em muitos lugares disponíveis.

Feito o parêntesis, em boa medida a ideia de Keller tem prosperado (como falei outro dia aqui). É uma ótima notícia para o jornalismo que tenta desesperafdamente se tornar sustentável em outras plataformas que não papel, TV e rádio.

Um paywall que funciona

Dados divulgados pelo NYTimes dão conta de que a cobrança por conteúdo esquematizada pela companhia está funcionando: as assinaturas full (jornal impresso + acesso integral ao site) cresceram 15% desde a implantação do sistema.

Aparentemente, oferecer o conteúdo on-line como um plus é a visão mais inteligente do que deve ser um paredão do conteúdo pago _do qual, via de regra, sou crítico feroz.

Neste caso, ao mesmo tempo dá-se uma sobrevida ao produto papel, tão combalido.

Assim, usuários mais “fanáticos”, digamos, pagam por todos os outros que seguem ingressando de graça no veículo via buscas no Google.

Multiassinatura mascara cobrança on-line

O conceito de multiassinatura pode mascarar a cobrança pelo conteúdo on-line.

A Time, por exemplo, agora oferece um pacote que inclui impresso, site e aplicativos.

Quem não pagar, vai ler a revista na web com três semanas de atraso.

Notícias sobre o paywall do NYT

Já são quase 300 mil pessoas pagando para acessar o The New York Times na web. Estes resultados podem estar colocando em xeque algumas “certezas” sobre a cobrança on-line.

Mais uma pensata sobre o paredão do conteúdo pago do NYT

Interessante leitura de Darmon Kiesow sobre o paredão de conteúdo pago erguido pelo New York Times em seu site: “a ideia não é proteger o impresso, mas promover a plataforma móvel”.

Vale ler.

NYT descreve as regras de seu conteúdo pago

Para o NYT, o paredão do conteúdo pago, instituído esta semana, é um “investimento” em jornalismo de qualidade.

Assinada pelo publisher do jornal, Arthur Ochs Sulzberger Jr, uma carta ao leitor publicada na edição impressa de ontem conta as regras deste novo jogo, entre elas o limite de visualização de 20 artigos gratuitos, por mês, para os usuários que não assinam o produto.

Vamos ver no que vai dar.

ATUALIZAÇÃO: O Tiago Dória comenta essas novidades com muito mais propriedade.

O paypal do jornalismo

O Google tinha prometido ajudar os jornais a sair da pindaíba. Para isso, criou um produto, o One Pass.

O serviço é basicamente agregar conteúdo pago selecionado pelo usuário. Tem uma vantagem: não se restringe à web (tudo o que é comprado ali pode ser lido em todas as plataformas).

Yahoo e Apple já tinham anunciado iniciativas semelhantes na semana passada.

Agregador pago é a mais nova insanidade on-line

Que loucura: o Ongo é um agregador de notícias de jornalões e agências de notícias (ou seja, que se encontram em qualquer lugar) e está cobrando US$ 6,99 mensais de seus clientes. Os próprios veículos estão bancando sua operação.

Há um movimento para se combater a saturação de informação na internet, e ele passa, claro, pelo estabelecimento de fontes confiáveis de notícias e trabalho profissional de edição.

Mas cobrar desde o agregador não faz o menor o sentido.